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16 de junho de 2012

Matanza: "No Brasil, a putaria está comendo solta!"

Acaba de ser veiculada no Youtube a edição #37 do Programa MoitaRock (www.moitarock.com). Desta vez, o programa contou com a participação do vocalista do MATANZA Jimmy London. O “gigante irlandês”, como era apelidado na época de RockGol MTV, contou sobre o próximo passo da banda e sobre a putaria que os brasileiros tem que engolir em um país onde a política é uma piada. Confira trechos abaixo.
Sobre o ex-guitarrista Donida, Jimmy brinca:
“O Donida continua na banda. A gente sempre fala que o MATANZA é uma banda de cinco pessoas. Ele ainda compõe, grava em estúdio e faz as capas. Óbvio que fica um pouco difícil levar ele pro estúdio porque tem toda uma logística... Tem o cara que dirige a ambulância do hospício, tem o cara que tira a camisa de força e tudo mais. Aí a gente deixa ele trancado lá compondo. E claro que um maluco trancado fica cada vez mais psicopata e vai escrevendo cada vez mais merda. Atualmente a gente trata ele com muito amor, carinho e pizza, que é o que passa por debaixo da porta.”
Sobre o futuro da banda:
“A gente tá com umas idéias meio malucas aí de pegar umas músicas muito antigas, de antes do primeiro disco (Santa Madre Cassino, 2001). Aí a gente vai, talvez, lançar um vinil, a gente não sabe bem ainda.”
Na opinião de Jimmy, quem no nosso país merece levar um pé na porta e um soco na cara?
“Merece levar um pé na porta e um soco na cara todo mundo que acha que é essa merda mesmo, que não dá pra fazer nada pra mudar, que dá uma sambadinha e aguenta uma trolha deste tamanho o resto do ano no cu! A coisa ta demais, a putaria tá comendo solta. O governo faz um contrato ‘cupim’, a gente entra com o cu e os caras só ‘pim, pim, pim...’ E não adianta ficar sentado reclamando com a bunda na cadeira. Toma uma merda de uma atitude! A proposta do Matanza, inclusive, também é essa. Mas a gente não põe o dedo na cara de ninguém dizendo ‘ah, eu sou o fodão!’ A gente é uns merda também! Mas a galera tem que procurar se conscientizar porque a coisa pode ficar muito melhor do que a merda que ta.

13 de março de 2012

DJ Ashba: "Não me juntei ao Guns só para tocar guitarra"

Em entrevista cedida ao "Bravewords", o guitarrista DJ Ashba falou sobre o seu futuro com o GUNS N' ROSES, e como se prepara para escrever seus projetos individuais.

Sobre a criação das novas músicas em parceria com Axl:

"Não me juntei ao GUNS só para tocar guitarra", explica Ashba.

"Eu já recusei grandes oportunidades na vida, e só topei em participar deste projeto porque senti que realmente poderia trazer algo para a mesa não apenas como guitarrista, mas como compositor e produtor. Isso é o que me deixa animado sobre estar na banda - sabendo que temos uma chance realmente grande para colocar para fora algo que vai explodir a mente das pessoas. Então, essa é a prioridade número um para todos neste momento".

Sobre seu processo particular de composição:

"Quando eu escrevo uma canção para o SiXX:AM estou escrevendo apenas para o Sixx:A.M. Quando eu escrevo uma canção do NEIL DIAMOND, estou escrevendo para o NEIL DIAMOND. Quando eu estou escrevendo para o GUNS, é estritamente para o GUNS. É muito fácil de separar isso em minha mente".

Sobre se o trabalho composto soa mais como a música de "Appetite for Destruction" ou "Chinese Democracy":

"As coisas que eu escrevi estão algures no meio. Eu cresci como fã e há coisas que eu amo no 'Appetite' que não quero perder. Há coisas que absolutamente amo em 'Chinese' também, e em tudo o que o GUNS fez de A a Z. Então, acredito que estamos em qualquer lugar entre A e Z".

1 de março de 2012

Slipknot: Joey Jordison fala sobre álbum e projeto solo

Em entrevista ao News.com.au, o baterista da banda Slipknot, Joey Jordison, falou a respeito do novo álbum do grupo e sobre o seu futuro projeto solo.

Sobre a postura do vocalista Corey Taylor em fazer um novo álbum do grupo sem Paul Gray: "Estive dentro e fora do estúdio por cerca de seis meses, agora estamos no registro do Slipknot e também em algumas coisas solo. Mas ele (Taylor) quer continuar fazendo isso."

Sobre seu projeto solo: "Sim, eu vou estar formando uma banda em um futuro próximo, com um monte de material que eu tenho escrito ultimamente. Eu não quero dizer muito, mas eu fui ao estúdio e eu acho que as pessoas vão ficar muito surpresas com o que vai vir. É pesado! Mas o Slipknot é tudo que me importa agora. Nós somos um. Ninguém nunca vai ser como nós".

26 de fevereiro de 2012

Linkin Park: Chester Bennington entrevistado pela Kerrang!

Chester aparece na nova edição da revista Kerrang!. Nesta entrevista, ele disse que suas confissões sobre o que ele acha que é o amor, a sua primeira memória, e seus maiores arrependimentos!

O que você acha que faria se não estivesse em uma banda?

“Provavelmente estaria num escola agora, trabalhando com física, e provavelmente acabaria sendo professor. Sempre achei que poderia gostar de dar aulas, porque eu realmente gosto de crianças e seria legal fazer a diferença na vida dos pequenos. Além disso, você tem três meses de férias no verão (risos). Eu também poderia estar numa banda de bar e me divertir.”

Se você pudesse mudar de sexo por um dia, qual seria a primeira coisa que você faria?

“Eu faria sexo. Eu gostaria de saber como é fazer sexo sendo mulher. Eu gostaria de fazer sexo com alguem limpo e bonito (risos). Não tenho certeza com que tipo de homem me atrairia. Há caras por ai que eu acho bonitos, mas eu não sei se seria sexualmente atraído por eles. Que caras eu acho que seriam bonitos? Eu vou jogar aqui porque ele é meu amigo e minha esposa sempre chama ele de meu namorado… Jared Leto. Esse é um cara bonito!”

Com que Deus se parece?

“Eu não imagino Deus sendo o velinho cabeludo com uma grande camisola branca e que senta com seu kit de quimica e faz as coisas acontecerem. Eu imagino deus sendo essa coisa maravilhosa que é tão brilhante, mas não parecendo com o sol, é como uma luz que nos atrai.”

O que você acha que acontece quando morremos?

“Eu acho que iniciamos nossa vida. Acredito que nossas almas são parte daquela luz de que eu estava falando, acho que transcendemos do físico e vamos para algum lugar e nos tornamos parte daquilo. Morte é uma coisa que eu temia em certos momentos da minha vida, mas agora é algo que eu espero. Eu espero viver muito, mas eu jamais quero voltar à época na qual eu tenha medo de morrer.”

Você já roubou alguma coisa?

“Eu roubei tudo da namorada de alguém até um pacote de chiclete. Eu ajudei algumas pessoas a fazer coisas ruins quando eu era mais novo – Eu ajudei pessoas a pegarem coisas de outras pessoas e sempre me arrependi por isso. Mas ao mesmo tempo isso é parte do que me faz ser eu – Não posso me arrepender muito disso. Qual a pior coisa que eu já roubei? Provavelmente pequenas partes da vida de outras pessoas, quando eu também desperdicei o tempo delas ou as machuquei de alguma forma. Essa é a pior coisa que você pode roubar – o tempo de outras pessoas. Você simplesmente não pode devolver. Você sempre pode pagar pelo pacote de chiclete que você roubou, aliás (risos)”

O que é a pior mentira que você já contou?

“Não, eu não trai você” (risos). Eu me senti mal? Sim! Porque quando você trai alguém é uma coisa horrível de se fazer e corrompe tudo.

Você pode também fazer um favor a si mesmo e sair do relacionamento, e então você pode dormir com quem você quiser. Eu fui traido mais vezes do que eu trai. Traí várias pessoas. Isso me fez sentir melhor na hora, porque normalmente traí depois de achar que tinha sido traído. Mas isso nunca foi bom – isso sempre me fazia me sentir horríve l e patético.”

Qual é o seu maior arrependimento?

“A primeira vez que eu bebi até apagar, provavelmente foi um sinal que não era algo bom a se fazer. E provavelmente isso foi o maior papel em todas as decisões mais desapontadoras que eu tomei. Então provavelmente beber e alcolismo seriam meus maiores arrependimentos.”

Qual é sua primeira memória?

“Minha primeira memória foi dirigir em Las Vegas. Eu tinha uns 18 meses de idade. Eu lembro ver um grande cowboy de neon. Era noite, e chovia e eu podia ver pela janela. O que era interessante é como eu achei que isso era uma memória real. Meus pais estavam falando sobre ir para Las Vegas e eu estava, “Oh! eu gosto de Las Vegas.” e eles estavam ‘Mas você nunca esteve aqui?” e eu descrevi isso. isso foi quando eu comecei a perceber que eu tenho uma boa memória fotográfica”

Se você pudesse mudar algo de sua aparência, o que você mudaria?

“Eu nunca fui muito fã do meu nariz, e tenho essa cara de desaprovação. Agora há pouco estava me olhando no espelho e vi que parecia que estava dizendo para alguém que eles estavam fazendo errado (risos)! Estou feliz com a minha aparência – foi assim que fui feito. Embora eu não goste do meu nariz e eu gostaria de parecer com o Brad Pitt, eu não me pareço, e é assim que tem que ser.”

Se um estranho aparecesse e te desse 1 milhão de libras, mas se você pegasse, um estranho iria morrer – você aceitaria o dinheiro?

“Não. Absolutamente não. Se há algo que eu aprendi em minha vida, é que dinheiro e coisas são completamente sem sentido. Digo, é necessario, porque é parte do mundo que vivemos, mas todas as coisas que você poderia ter ganhando um milhão de Libras não chegam nem perto do valor que a vida de uma pessoa poderia trazer para as pessoas ao redor dela.”

Qual foi a última vez que você chorou?

“Dois dias atrás. Minha esposa e eu tivemos gemêas e tudo ainda é tão novo e bonito. Quando eu penso sobre isso fico um pouco sufocado. Acho que chorar é bom – não há nada melhor que chorar e sentir aquela sensação depois. É como dar uma bela cagada! É tipo “Oh Deys, eu não tinha idéia de que isso estava aqui dentro – estou tão feliz por ter saído!” (risadas)

Matar alguém é sempre errado?

“Parte de mim diz que é errado, e a outra parte diz que não; há pessoas que definitivamente merecem morrer. Acho que depende das circunstâncias. Tenho um desgosto especial por pedófilos, assassinos em massa e estupradores. Ao mesmo tempo, quem sou eu para dizer que essa pessoa não pode mudar? Mas eu realmente não quero perder meu tempo os consertando. A única vez que eu poderia justicar matae alguem é se ele estivesse tentando me matar eu tivesse que me proteger.”

O que é amor?

“Amor é o que nos faz querer nos tornarmos pessoas melhores. É o que nos mantém conectados aos outros. É algo que nos dá compaixão. É algo que nos leva a fazer coisas realmente ótimas com nossas vidas, e é a coisa que você pode sempre depender e contar quando você não pode contar com mais nada.”

Se você pudesse trazer alguém de volta a vida, quem poderia ser?

“Eu vou dizer Martin Luther King (ativista de direitos civis americano). Não acho que seu trabalho tenha terminado. A comunidade negra aqui nos EUA, realmente precisava de um líder e eles realmente precisam de alguém que ficasse por perto por um tempo. Eu acho que eu queria trazê-lo de volta e continuar fazendo todas as coisas maravilhosas que ele estava fazendo pelo nosso país e pelo mundo.”

19 de janeiro de 2012

Lamb Of God: baixista fala do nome de álbum e documentário

Em entrevista concedida ao The Aquarian Weekly, o baixista da banda Lamb Of God, John Campbell, explicou o título do novo álbum do grupo, "Resolution".

Além disso, o baixista também comentou sobre o documentário que o grupo está produzindo, sobre os fãs do Lamb of God de diferentes partes do mundo.

Por que vocês decidiram chamá-lo de "Resolution"?

"Bem, nós discutimos um pouco sobre como o álbum devia ser chamado, e quando a poeira abaixou, 'Resolution' foi o título escolhido. Não é apenas uma palavra aleatória, pode significar um monte de coisas, eu acho que é isso o que o torna um grande título. Se você olhar para a capa do disco, verá que há uma massa de destroços queimando e um avião em chamas. Você pode imaginar que este acidente é algum tipo de resolução. "Resolution" pode significar ter a coragem para levar adiante o que você quer em qualquer caminho que você escolheu e em qualquer esforço que você tem".

Haverá outro documentário para acompanhar o "Resolution"?

"Eu absolutamente amo os nossos DVDs e têm sido muito bom o fato de que devemos continuar isso. Mas o que está acontecendo agora é que há um documentário para ser produzido, que nos envolve - principalmente nossa música e do afeto que ela tem com as pessoas ao redor do mundo que estão em situação opressiva ou em uma situação que é difícil de lidar, e mostra como música do Lamb Of God os ajuda em sua situação, ou o que isso significa para eles. As filmagens serão feitas por uma volta ao mundo, mas vai ser na sua maioria lidando com os fãs e menos a ver com a gente".

3 de janeiro de 2012

Slash: "a separação entre Axl e eu foi tranquila"

Em entrevista para a coluna "What I've Learned" (em português, "O que aprendi") de Cal Fussman do site Esquire.com, o principal guitarrista do GUNS N'ROSES, por trás de Axl Rose entre 1985 e 1996, resumiu sobre suas experiências ao longo dos anos, sobre sua vida atualmente e sobre sua saída da banda no meio dos anos 90. Confira:

Eu nunca quis chamar a atenção para mim mesmo, mas isso é tudo o que faço.

Existem pessoas que têm uma imagem minha como sendo rude e insensível. Mas eu sou completamente o oposto, porque fui criado para não ser assim. Posso ter tropeçado em mim mesmo bêbado, mas sempre fui cortês.

Guitarras são como mulheres. Você nunca vai pegá-las da maneira totalmente correta.

Risco não é uma palavra em meu vocabulário. É a minha própria existência.

Me sinto intimidado em cantar. Posso cantar e cobrir uma melodia, mas simplesmente não curto muito me expressar verbalmente - especialmente na forma de uma canção - a ponto de que não gosto nem de cantarolar para mim mesmo.

Axl e eu viemos de origens completamente diferentes. Por isso fomos uma dupla interessante tentando descobrir um ao outro.

Entre os BEATLES e os ROLLING STONES meu pai adorava os Stones, então, definitivamente havia um gene natural dele em mim.

Quando era garoto, eu arrumava trabalho para poder obter cigarro, cerveja e qualquer coisa na «cadeia de lojas norte-americana» A&P. É assim que eu vejo o dinheiro. Ele nunca foi um fator motivador. Como eu disse, não era a grande coisa que posso me lembrar. A grande coisa era estar no caminho da criatividade.

Eu pensava que Les Paul era uma guitarra. Eu não sabia que era um cara de verdade. Quando eu o conheci, descobri que se você está obcecado, ele é o cara que você gostaria de ser igual. Ele sempre esteve procurando por uma resposta para o que estava em sua mente. Se as coisas não existissem, ele as construía por conta própria. Ele, por si só, construiu o que eu considero "música popular".

É uma busca constante para encontrar aquela harmonia, para se conectar a ela, onde tudo o que você quer extrair você consegue. Alguns momentos são raros, mas eles são como drogas: depois que você passa por eles, você está constantemente procurando por eles.

Quando vejo imagens do GUNS N'ROSES, vejo aquela puta fome e atitude. Você não podia ferrar com aqueles cinco caras. Era apenas química. Era essa coisa simples e faminta se tornando grande. Era tão sincero como qualquer outra banda de Rock n'Roll que eu ouvia, e tenho orgulho disso.

Não é algo que você pode encontrar. Há um momento que você chega no... - não há palavras para definir. Um monte de pessoas se reúne, uma nota acerta seu coração e sua mente diz a seus dedos onde ir. É coisa de outro mundo. É como quando um pintor tem a combinação exata de várias cores juntas.

Se eu pudesse sair com Jimi Hendrix, isso não seria depois do jantar.

Músicos atuais nunca falam sobre música.

A heroína é uma droga boa, mas é um mal.

Eu tive minha overdose induzida quimicamente, intoxicação por álcool e tudo aquilo. Absolutamente não tive nenhum medo de não acordar. Mas uma coisa era clara para mim através disso tudo. Se eu vou estar aqui, então eu tenho que ser capaz de fazer o que eu tenho que fazer aqui.

Minha avó realmente foi a última pessoa a me chamar de Saul. As pessoas que me chamam de Saul são fãs que querem ter uma conexão pessoal comigo. Não tenho certeza sobre a psicologia por trás disso, mas suponho que eles querem ir além do "Slash".

Não é como ser um "Brad Pitt" mas eu sou reconhecido regularmente. Outra noite fui ver um amigo meu tocar. Quando eu cheguei, recebi muita atenção. A coisa mais difícil de ser uma estrela do Rock não é ser uma estrela do Rock.

A separação entre Axl e eu foi tranquila. Mas porque havia muita atenção sobre o rompimento - e a dúvida se nos reuniríamos de novo - foi contruído este monstro que levou a um tipo de animosidade que não era interessante para mim. Nenhum de nós queria descer goela abaixo do outro sem nenhum motivo. Neste ponto estou tentando acabar com isso. Então, tenho tentado evitar o assunto.

Quando isso pesa, eu gosto de estar com as pessoas com as quais me sinto confortável e para quem isso significa algo. Mas não tenho queixas sobre algumas experiências que já tive.

Não sei se aquela girafa estava tentando me beijar. Mas foi uma experiência. Você já viu a língua de uma girafa? Tem cerca de dois metros de comprimento.

Para mim, é parte do jogo encontrar uma garota que seja a mais excitante, sincera e extravagante - a mais louca. Você apenas deve encontrar minha esposa.

A guitarra é a melhor forma de auto-expressão que eu conheço. Tudo além disso é apenas eu escolhendo meu caminho, tentando descobri-lo pela vida.

Nenhum interesse. Eu não falo com meus filhos sobre aqueles dias. Um tem sete anos e o outro tem nove. Um deles tem um skate. Eu olho para ele e vejo a mim mesmo, e é como "apenas faça isso, cara!".

28 de dezembro de 2011

Axl Rose: a entrevista completa para o LA Times

Por Randall Roberts do Los Angeles Times, traduzido por Nacho Belgrande

No começo da manhã de sábado, dia 17, em Seattle, o vocalista do GUNS N’ ROSES, Axl Rose, sentou-se para uma entrevista longa e irrestrita depois do show de três horas de sua banda na noite da sexta anterior na Key Arena. Ao longo de uma hora e meia de conversa fascinante com um afiado e versado Rose, discutiram-se muitos assuntos sobre os quais os fãs têm especulado há anos.

Durante a entrevista, que foi das 2 até as 4 da madrugada em seu escuro camarim, Rose falou sobre o passado, o presente e o futuro sem se conter (tanto que tivemos que editar algumas das acusações mais pesadas que ele fez à indústria musical).

Teremos alguns trechos adicionais da conversa disponibilizados nos próximos dias.

Los Angeles Times: Você pode falar sobre o show e Los Angeles no Fórum na noite de Quarta-feira?

Axl Rose: Bem, LA será interessante. Eu aguardo ansiosamente por isso. Nós nos divertimos muito em 2006. Tocamos três noites no Gibson «Amphitheatre». Mas esse ano foi muito estranho porque a indústria estava tentando nos forçar a fazer um show menor – apenas um e daí dois. Mas a real é que o som não é tão bom no Palladium – e porque iremos diminuir algo se podemos atrair mais gente? Então vamos tocar no Fórum, mas a coisa não foi feita direito. Tivemos que lutar por isso «Rose dá uma longa palestra sobre alguns executivos da indústria musical, citando nomes».

Essa turnê inteira é parte de – não que haja muito dinheiro indo para «a produtora» Live Nation ou coisa assim, mas é parte de como nós chegamos a um acordo «com o ex-empresário e executivo da Live Nation Irving Azoff». E eu poderia ter processado, mas isso empataria outras coisas, então a Live Nation não está recebendo dinheiro, nós não estamos recebendo dinheiro, mas nós estamos nos livrando da pendência, então fizemos essa turnê. Daí saímos em turnê e descobrimos que tudo que devia ser feito não tinha sido feito, e os empresários e promotores estão vendendo um show que deveria começar às 8 da noite. Eles sabiam que eu jamais faria isso.

E essa falta de divulgação é a razão pela qual estou aqui? (risos)

Sim, bem, o show já é o que é, então não é bem sobre isso. O show já está basicamente esgotado, então…

E vocês estavam falando sobre fazer um segundo show?

Bem, nós conversamos sobre isso, mas eu recebi cifras diferentes em ocasiões diferentes de pessoas diferentes, e algumas delas vieram de nosso último ex-empresário, e elas eram…, bem, daí basicamente decidimos que vamos esperar até mais tarde para fazer a coisa certa e lidar com Los Angeles, porque eu quero lidar com Los Angeles. Há lugares nos quais quero tocar. Eu quero tocar em algumas das casas, em algumas casas noturnas, lugares diferentes, por diversão, e eu quero tocar em lugares diferentes como fizemos em Nova Iorque.

E eu sei que nós podemos fazer isso em Los Angeles, mas o que acontece que as pessoas são muito boas em dizer o que você quer ouvir. Então você diz sim, sim, sim, sim e elas fazem algo completamente diferente. “Isso é incrível. Isso é uma grande idéia!” E elas fazem tudo que podem para empatar o lance e certificarem-se de que não aconteça. Isso de fato acontece. Comigo não…elas não podem fazer qualquer coisa e elas não querem fazer qualquer coisa a menos que elas sintam que vão se dar bem com um golpe. Elas não podem sentir que estão fazendo algo legítimo, e sentir esse tipo de orgulho, elas têm que sentir algo como, eu me dei bem, eu fodi eles, da dada. Essa é a vitória delas.

Todos esses empresários, eles sabem duma coisa. Eles sabem que eles podem pelo menos… vender uma turnê de reunião da banda e receber a comissão deles. Só precisam fazer uma ligação. É o trabalho de meio dia, ou de quanto tempo eles quiserem manter a guerra de ofertas rolando. Eles recebem a comissão deles e eles não se importam se tudo der com os burros n’água.

Porque, sério, você pode armar com os caras da época dos ‘Illusion’, mas a única coisa que daria certo seria com Duff e Slash, fato. Nada contra Izzy e nada contra Steven, ou algo do tipo. Steven pode querer, mas esses caras com os quais estou trabalhando agora, eles trabalham arduamente e é trabalho duro. Eu já excursionei com os outros caras e já vi o que eles têm feito desde então, e eu sei das dificuldades.

Eu não tenho ânimo para trabalhar com as pessoas que entraram na época dos ‘Illusion’. Há coisas de bastidores que foram muito, muito difíceis com diferentes pessoas. Então não seria nem uma reunião completa. E esses caras têm estado aqui por muito tempo, saiba o público ou não porque não temos feito tanto barulho assim na mídia. Tommy está na banda há 14 anos, Richard está há 11. Isso é tanto tempo quanto Duff ficou na banda. Chris está faz 11 anos, Dizzy está desde os ‘Illusion’, Frank está completando seis, assim como Bumble. Esses caras têm ficado aqui. E DJ já está indo pra três.

Além disso, nós podemos ter nossas diferenças, e todo mundo na banda pode pensar, ‘Eu não suporto aquele cara’, e apontar a um de nós, entende? Mas ao mesmo tempo, nós nos damos bem. Eu não tenho que dizer a esses caras o que fazer no palco. Eu posso sugerir algo por vezes, mas muito pouco.

Mas também fica claro que você é o chefe da banda – é a sua banda. Corrija-me se eu estiver errado, mas não seria assim com a formação original.

Ao vivo, não é realmente diferente, porque nunca houve de fato uma briga sobre o que rolava ao vivo, porque eles eram de boa com qualquer música que eu cantasse a seguir.

Parabéns pelo Rock N’ Roll Hall of Fame.

Sim, é uma viagem.

Louco pensar que já se passaram 25 anos.

Sim, uma viagem que dura 25 anos, e eu estou aqui e vivo.

Parabéns por isso também. Você pode nos dizer como você ficou sabendo?

(O co-fundador da revista estadunidense Rolling Stone e co-fundador do Hall of Fame) Jann Wenner estava animado com isso. Então eu tinha certeza que ele queria isso, porque ele estava muito animado por estar envolvido – quando eu toquei na indução de Elton John, isso foi em ’93 ou ’94? Ele estava muito animado naquela ocasião. E ele sempre foi um fã nosso, e ao mesmo tempo a Rolling Stone fez alguns dos maiores estragos da história.

Eu tenho sentimentos conflitantes quanto ao que o Rock And Roll Hall of Fame de fato é, mas ao mesmo tempo, há muita gente – os fãs – pros quais isso significa algo, e eles estão felizes. É como se você tivesse ganho o Heisman ou algo do tipo. Eu tenho gente de tudo quanto é idade – em Indiana, eu não tinha ido lá em 18 anos, e você vê gente mais idosa que trabalha na Agência Nacional de Aviação Comercial, 50 quilos acima do peso, que vão ao show e estão felizes. Eu não quero tirar isso delas.

Eu acho que em termos de… quando Michael Moore subiu ao palco do Oscar e disse o que ele disse sobre George Bush. As pessoas não querem isso em festas de premiações, mesmo se você tiver um público grande. Por um lado pode ser certo, mas geralmente sai pela culatra. Então eu não quero estragar a coisa pros outros – e apanhar (risos).

É meio que uma benção distorcida.

É muita gente fazendo dinheiro. Por que elas é quem decidem? Mas é a mesma coisa com o Grammy ou o Oscar, quem vence.

Quais são seus hábitos auditivos hoje em dia?

Eu gosto de rádio, e a vibe do que seja lá o que for – eu curto achar alguma estação obscura no painel do rádio tocando Eric Carmen às 3 da manhã, manja? Eu gosto disso mais do que colocar um disco pra tocar. Mas o rádio morreu em Los Angeles. Simplesmente morreu. Pra mim, a rádio corporativa matou o rádio e você ouve as mesmas coisas… “Carry On My Wayward Son” pode ser uma grande canção, mas há outras faixas naquele disco, e há outras faixas nos discos do Queen.

Você ouviu algo recentemente que tenha lhe surpreendido?

Tinha uma estação que estava afugentando seus ouvintes ocasionais, e foram as duas melhores semanas de música em Los Angeles que eu já escutei. Ia de “Dead on Time” do Queen para “Fingerprint File” dos Stones, até “Rockaria” do ELO, passando pro “Tema de S.W.A.T.”. Simplesmente música louca, divertida. Eu alertei todos meus amigos e todo mudo ficou tipo, “Isso!” Eu liguei pra rádio e disse, “Eu farei qualquer coisa para ajudar a promover a sua estação”. E eles disseram, “Não é uma estação de verdade. Estamos apenas dispersando os ouvintes”. Eu disse, “Mas isso é o que pega! Isso é fabuloso!”·

Implicâncias a essa altura do campeonato?

Me mata quando alguém liga para a (tradicional estação angelena de classic rock) KLOS lá do Builder’s Emporium no meio do horário de almoço e pede “Toca ‘Aqualung’ do Jethro Tull”. Tipo, pra quê pedir isso? Eles vão tocá-la de qualquer jeito. E eles vão tocar ‘Legs’ do ZZ Top. E porque tudo tem que soar velho? Eu só ouço coisas mais novas em filmes. Como em (o filme) “Drive”. Há ótimas músicas nesse lance – todo o tipo de coisa em filmes onde eu penso, “Eu nunca ouvi essa música, e eu nem sabia que ela existia”. Eu realmente sinto falta disso.

19 de novembro de 2011

Dark Funeral: comentando sobre line up e turnê brasileira

O Polêmico Rock entrevistou Lord Ahrimam (guitarrista do Dark Funeral) recentemente, o qual conversou sobre o novo line up, a turnê brasileira neste final de ano, e muito mais. Confira a entrevista logo abaixo.

Plínio Alves – Fala pessoal! É realmente um prazer incrível estar aqui entrevistando o Dark Funeral, não somente uma das melhores bandas de Black Metal mundial, mas um grande grupo que eu tenho ouvido por tantos anos. Então, há muitos shows agendados aqui no Brasil, no final deste ano. Com certeza, estarei lá batendo cabeça! Mas então me diga, quais são as expectativas por esses shows aqui?

Lord Ahriman – Obrigado. Nós estaremos fazendo um total de oito shows no Brasil dessa vez (confiram as datas abaixo) e com certeza será porradeiro, sem dúvida! O público brasileiro têm nos mostrado um apoio brilhante. E é sempre um grande prazer estar tocando aí. Considerando a quantidade de shows, isso mostra o nosso interesse pelo Brasil, mas nós também adoramos qualquer outro lugar na américa central e américa do sul, o qual têm crescido bastante desde a última vez que estivemos por lá, e isso é fenomenal! Eu posso lhe assegurar que estaremos indo com uma energia obscura totalmente nova, e reformulada. E nós os mostraremos um dos shows mais poderosos e impiedosos do Dark Funeral! Infelizmente não poderemos visitar todos os países da América Latina, que estavam esperando para assistir o Dark Funeral nesta turnê, mas faremos o melhor para incluí-los na próxima. E com toda a última passagem na América Latina fresca na minha mente, posso prever puro caos e destruição somente nas turnês sul americanas! Compre seus ingressos o mais rápido possível antes que eles se esgotem, e vamos juntos invocar a escuridão e o evento mais infernal deste ano. Nós estamos preparados, e você?

Plínio Alves – Nachtgarm é o novo vocalista do Dark Funeral neste momento. Como as coisas estão indo? Como esta a sua performance no shows e dentro do estúdio? E nós temos também um novo baixista, o Zornheym. Esses rapazes estão trazendo novos elementos para a banda?

Lord Ahriman – Esta tudo indo extraordinariamente bem. Ambos estão se adaptando satisfatoriamente. E depois de alguns meses ensaiando intensamente, estamos mais seguros e soando como nunca antes. Pela primeira vez em anos no Dark Funeral, eu sinto que cada componente esta compartilhando um tremendo compromisso com total profissionalismo. Nós já fizemos a estréia com esses caras, e a resposta foi fenomenal! Eu não tenho dúvidas que o novo line-up irá provar ser o mais forte e impiedoso da carreira do Dark Funeral.

Plínio Alves – Eu realmente curto toda discografia do Dark Funeral e acho que o álbum “Diabolis Interium” é um dos melhores álbuns de todos os tempos. “Angelus Exuro Pro Eternus” também é matador. Eu concretizei a idéia de que o Dark Funeral tem desenvolvido uma produção muito boa, e vocês são capazes de misturar melodia e brutalidade. A título de exemplo, posso citar “Hail Murder”, “Atrum Regina” e “My Funeral”. O que nós podemos esperar sobre um novo lançamento sobre o Dark Funeral?

Lord Ahriman – Obrigado. Então, neste exato momento é muito cedo para dizer qual é exatamente a direção que nós tomaremos no nosso próximo álbum. Com certeza manteremos as raízes, isso nunca mudará. Mas nós continuamos a nos desafiar musicalmente, melhorar cada vez mais no âmbito das letras, e trazer à você um pedaço da suprema Sinfonia Satânica. Sem dúvida!

Plínio Alves – Por hora eu vejo alguns flyers das turnês no profile oficial do Chaq Mol. As turnês estão acontecendo de forma vantajosa? Como os fãs estão os recebendo?

Lord Ahriman – Até agora, nós tocamos somente dois shows, mas como disse anteriormente, a resposta dos fãs com este novo line up foi absolutamente incrível, até mesmo daqueles mais céticos. (‘diehard skeptics’ neste caso pode ser traduzido como “cético em relação ao novo line up” ou “com pé atrás sobre o novo line up”). Eu tenho total certeza, uma vez que estaremos totalmente aquecidos com o novo line up, o qual tomará alguns shows, e assim estaremos em uma tempestade infernal incontrolável que colocará fogo em tudo que estiver pelo caminho. Esta próxima turnê na américa latina, acontecerá com o primeiro line up, e ao que tudo indica, estaremos em turnê pelo resto do mundo até o verão de 2012.

Plínio Alves – Como acontece o processo de composição das músicas?

Lord Ahriman – Normalmente eu trabalho em cima da canção sozinho, e entrego algumas partes prontas ao restante da banda, para complementarem e seguirem em frente. Agora com o novo line up as coisas têm acontecido de forma um pouco diferente, mas eu realmente acredito que (a nova maneira de compor) vai provar por si só ser um sucesso.

Plínio Alves – Eu acredito que o Black Metal, para aqueles que o apreciam é não somente um estilo de música, mas um estado de espírito. Não digo isso de uma forma “bitolada” (como religião). Digo, eu sei que todos vocês possuem uma vida normal fora do palco e do Dark Funeral, mas vocês amam o que fazem, e isto requer mais do que simplesmente “gostar” da música extrema. Vocês estão fazendo este gracioso trabalho por vinte anos ... vocês concordam comigo?

Lord Ahriman – Verdade. Isto de fato é um estilo de vida e bem corrido. Mas comparado a outras bandas mais jovens ou caras mais jovens, eu não preciso provar mais pra ninguém que este é meu estilo de vida a não ser através da música. Eu estou totalmente confiante em mim mesmo e no que eu faço. E, eu estou certo de que minha/nossa longa história na cena e o que a nossa música perpetua ao longo dos anos, mostra de fato que Lord Ahriman de fato é, e me/nos representa.

Plínio Alves – Por Favor, deixe uma mensagem aos fãs brasileiros, e para aqueles que irão testemunhar esta turnê matadora.

Lord Ahriman – Deixe-me vos direcionar e saudar através desta mensagem pessoal, a todos os Headbangers da turnê sul americana.

Plínio Alves – Muito obrigado pela oportunidade de entrevista uma banda como Dark Funeral, o qual tem uma razão especial para mim. Vejo vocês aqui no Brasil!

Lord Ahriman – Obrigado pelo apoio, aprecio demais! Vejo vocês em breve!

DARK FUNERAL
Satanic War Tour - The Return
Latin American Tour 2011

06.12 Santa Maria/RS - Ginásio Bate Bola (BR)
07.12 Recife/PE - Burburinho Bar (BR)
08.12 Rio de Janeiro/RJ - Teatro Odisséia (BR)
09.12 Belo Horizonte/MG - Music Hall (BR)
10.12 São Paulo/SP - Carioca Clube (BR)
11.12 Rio Negrinho/SC - Zoombie Ritual Festival (BR)
12.12 Porto Alegre/RS - Bar Opinião (BR)
14.12 Brasília/DF - Churrascaria Floresta (BR)

29 de outubro de 2011

Metallica e Lou Reed: "nunca duvidei, nem por um segundo"

Ben Sisario do The New York Times conduziu uma entrevista com os membros do METALLICA e o lendário ex-vocalista do VELVET UNDERGROUND, Lou Reed, sobre a sua colaboração musical, "Lulu". Alguns trechos da conversa seguem abaixo.

The New York Times: Você chegou a pensar que esta combinação seria como óleo e água, ou você sentia que aquilo poderia dar certo?

Lou Reed: Nunca pensei nisso. Sempre imaginei que estava indo fazer algum tipo de trabalho com eles. Enviei algumas idéias para os caras: "Aqui está uma coisa que eu gostaria de fazer". Eu fiz uma versão de Bob Wilson no Teatro Berliner Ensemble. Sempre tive essa idéia, fazer algo que eu queria, mas isso requeria uma certa habilidade para cantar, que eu não tinha no momento. Então eu mandei para Lars (Ulrich, baterista do Metallica) e James (Hetfield, frontman do Metallica) e disse: "O que vocês acham? Poderíamos fazer algo em torno disso? Porque pode funcionar e sei que podemos fazer isso". E eles me responderam: "Com certeza". Eu nunca duvidei disso, nem por um segundo.

Lars Ulrich: Não havia dúvida. Isso nos faz lembrar de dois anos atrás, quanto tivemos aquela experiência incrível no Madison Square Garden. Lou se virou e, se despedindo, ele disse: "Vamos fazer um disco juntos, vamos fazer isso de novo". Não havia dúvida, isso ficou marcado desde aquela noite.

The New York Times: Foi assim que começou: "Vamos fazer um disco"?

Lars Ulrich: Sim. Nós tivemos que terminar o "Death Magnetic" divulgá-lo para o mundo, mas tudo isso nos fez voltar para aqueles três dias incríveis que tivemos em Nova York, em 2009, no Madison Square Garden.

Lou Reed: Nós sabíamos então. Não poderia passar em branco. Para trabalhar e conhecer esse tipo de música, você precisa de pessoas que amam o rock. Alguns músicos de estúdio, 99% desses músicos de hoje em dia, realmente não gostam de rock. Eles gostam de pop, mas não de rock. Eu não chamo aquilo que eles fazem de rock.

DJ Ashba: "com o GN'R você nunca sabe o que vai rolar"

Dan Armonaitis, do site GoUpstate.com, recentemente conduziu uma entrevista com Daren Jay Ashba, mais conhecido como DJ ASHBA, um dos guitarristas do GUNS N´ROSES. Alguns trechos da conversa seguem abaixo:

Sobre o próximo show do GUNS N´ROSES, no dia 31 de outubro (Halloween), em Greenville, na Carolina do Sul, EUA:

"Meu feriado favorito - mal posso esperar. Eu realmente estou ansioso quanto a este show. Será muito divertido."

"Eu sei que Axl também curte - ele geralmente gosta de sair e tentar achar alguma festa de Halloween - então, sim, tem tudo para ser muito divertido".

Sobre a atual tour do GUNS N´ROSES:

"Cara, se eu não estivesse na banda, eu seria o primeiro na fila para comprar um bilhete. Com o GUNS você sai e nunca sabe o que vai rolar. É um show louco e selvagem e acho que isso é somente parte do espetáculo. Acho que a outra parte é a música. Esta é a música que todos nós crescemos ouvindo, por isso ela nos traz muitos bons sentimentos e boas memórias. E eu acho que quando você vem a um show do GUNS N´ROSES, você sabe que esta música tem um elemento de perigo, mas muito legal."

Sobre o GUNS N´ROSES recentemente ser indicado ao Rock And Roll Hall Of Fame:

"Eles (a formação clássica da banda) trouxeram muito para o mundo da música. Eu, como um fã, tenho muito respeito pelo GUNS N´ROSES. Eles também estabeleceram um padrão para video-clipes que eu acho muito legal. Cada vídeo lançado era simplesmente épico, quase como mini-filmes. Eram despejados milhões de dólares para fazer estes vídeos sensacionais."

Sobre Axl Rose:

"Ele é um gênio musical que coloca coração e alma em sua música."

"Axl é uma daquelas pessoas que lhe daria a própria camisa dele. E também é um dos caras mais engraçados que conheço. Eu sempre digo a ele: é ótimo que essa coisa de música funcione, mas se não funcionasse você poderia ser um comediante."

"O cara é hilário. Ele me diverte. Estamos sempre enviando coisas engraçadas um para o outro."

Sobre o próximo álbum do GUNS N´ROSES:

"A banda está trabalhando em novo material, mas creio que, agora, o principal foco de todos é mostrar o último disco do GUNS N´ROSES."

Sobre se tornar um membro do GUNS N´ROSES:

"Ser parte da banda é fantástico. Você tem que se beliscar, parece um sonho."

25 de outubro de 2011

Black Sabbath: afinal, o que impede uma reunião?

Greg Prato da RollingStone.com recentemente conduziu uma entrevista com o lendário guitarrista do Black Sabbath Tony Iommi. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.

RollingStone.com: Lembro de ter lido no começo desse ano que a formação original do Black Sabbath estaria se reunindo para um novo álbum e turnê. Em que estado isso está?

Iommi: Lembro de ter lido isso também «risos». Não há nenhum estado no momento. É algo que sempre pode acontecer. Nós começamos com isso e veremos o que acontecerá.

RollingStone.com: São todos os membros originais do Black Sabbath em bons termos?

Iommi: Sim, acho que sim. Eu converso com o Ozzy «Osbourne, vocalista» muito - nós sempre estivemos em contato. E eu falo com Bill «Ward, bateria» ocasionalmente. Geez «Geezer Butler, baixista», eu toquei com ele antes do Ronnie «James DIO» falecer. Nós ainda nos mantemos em contato. Geezer não é muito de falar no telefone, nós normalmente nos falamos por e-mail. Todos nós nos damos bem - Não acho que haja nenhuma vibração negativa ou qualquer coisa.

RollingStone.com: Quando foi a última vez em que todos os membros originais do Black Sabbath estiveram na mesma sala?

Iommi: Há muito tempo atrás.

RollingStone.com: Se o Sabbath fosse trabalhar em um novo álbum, você acha que o novo material poderia ser tão bom quanto os clássicos da banda?

Iommi: Eu não sei - é sempre a pergunta, não é? Mas eu não sei se você competiria com eles. Nós mudamos desde então. Não sei bem o que estaríamos fazendo. Seria uma coisa do Black Sabbath, mas não sei em que medida. Até que estivesse escrito e feito, eu não saberia.

RollingStone.com: O que seria necessário, então, para que o Black Sabbath original se reunisse?

Iommi: A banda pode decidir fazer algo, mas tem muitas pessoas envolvidas e todos tem seus próprios empresários. Não é tão fácil como era nos velhos tempos - todos nós indo em uma sala e tudo funcionar. Digo, nós certamente podemos fazer isso, mas é um pouco mais complexo que isso.

22 de outubro de 2011

Duff McKagan: "claro que há uma chance do GN’R voltar"

NOVA IORQUE – Astros do rock que escrevem suas autobiografias? Bem comum. Astros do rock que escrevem colunas semanais para jornais e pro site da ESPN? Nem tanto.

Nos anos que seguiram a DUFF MCKAGAN sair do Guns N' Roses e deixar o Velvet Revolver para trás, ele despontou como um tipo de homem da renascença. Ele escreve sobre esportes para a ESPN, tem sua própria empresa de administração financeira, a Merdian Rock, especializada em músicos, e agora é um autor literário com o livro “It’s So Easy «And Other Lies»”, que foi lançado recentemente pela editora Simon & Schuster. E claro, ele ainda manda ver com sua banda, o LOADED.

O livro empresta o nome de uma faixa do Guns N’ Roses, e detalha os altos e baixos de McKagan. O roqueiro natural de Seattle ascendeu à fama no fim dos anos 80 com o Guns n’ Roses, mas eventualmente tornou-se viciado em drogas e álcool, até que uma epifania mudou sua vida de repente.

McKagan, que é casado e tem três filhos, falou sobre esse momento marcante de sua vida, sua carreira de autor e o Guns N’ Roses durante uma recente entrevista para a Associated Press.

AP: O título do livro é ‘It’s So Easy’, e não tem sido assim tão fácil. O que tornou tudo difícil?

McKagan: A banda começou a decolar, e mudar pra LA foi ótimo. Mas eu sofria de ataques de pânico, ainda jovem. E eu descobri que beber aliviava os ataques de pânico. E eu sempre pensei comigo mesmo, ‘Quando eu tiver um tempo livre, eu vou lidar com isso,´ mas à medida que a banda começava a pegar mais e mais força, os ataques foram piorando e piorando, e eu estava bebendo mais e mais. E daí eu achei as drogas, cocaína. Eu conseguia beber mais se eu cheirasse, mas a cocaína me dava mais ataques de pânico, e era esse fluxo cáustico de ação e reação.

AP: O que fez você mudar?

McKagan: Eu me vi no hospital. Minha mãe – eu sou o caçula de oito filhos – tinha Mal de Parkinson na época. Ela veio pro hospital, e ela estava sofrendo com a tremedeira do Parkinson e estava numa cadeira de rodas. Eu sou o filho mais novo. Eu percebi ali naquela hora que a ordem das coisas estava errada. Eu devia estar tomando conta dela.

AP: Você disse que o kickboxe fez uma reviravolta em sua vida. Como isso aconteceu?

McKagan: Eu estava muito zoado e tinha bolhas brotando na minha pele por causa das drogas e esse técnico disse, ‘Tem alguém que eu quero que você conheça,’ e eles me levaram pra esse dojo… ele me apresentou ao sensei Benny, e eu me dei conta de cara que ele me sacou, por inteiro. Até hoje ele é meu sensei, há 16, 17 anos, e eu posso te dizer sem pestanejar que eu não dirigi mais de 500 palavras a ele.

AP: O quão confortável foi colocar sua vida em um livro?

McKagan: Enquanto possa parecer que eu revelei muito ao escrever, você pode revelar o que você quer revelar. Eu mantenho minha vida particular tão privada quanto possível. Eu revelei as coisas importantes no que diz respeito a esse livro e o tema principal desse livro.

AP: Você escreve um bocado. Como isso começou?

McKagan: Em 2008, eu comecei a escrever pro Seattle Weekly, eu achei que eu duraria algumas semanas e preseparia e eles iam achar outro. Mas eu achei minha voz e gostei disso. Aquelas primeiras duas semanas viraram quatro, e depois seis e depois oito. E agora eis-me aqui 170 semanas, mais ou menos, depois. Depois de uma semana, o site da Playboy me convidou para escrever uma coluna sobre finanças porque eles sabiam que eu tinha feito faculdade de administração.

AP: Agora que você é um escritor, qual sua prioridade profissional?

McKagan: A música tem preferência sobre tudo. Escrever é algo que você pode fazer na estrada, nos bastidores, no ônibus de turnê, num avião. Eu escrevo meus melhores textos em aviões. Meus colegas de banda estão acostumados comigo escrevendo.

AP: Você acha que está redefinindo o arquétipo pelo qual um astro do rock é definido?

McKagan: Eu acho que esse arquétipo foi formado, especialmente nos EUA, por alguns figuras de outros países que se tornaram um estereótipo e um emblema de tudo isso. Muitos dos músicos mais produtivos que eu conheço são as pessoas mais inteligentes e sensíveis que deveriam estar comandando o mundo.

AP: Há alguma chance do Guns N’ Roses voltar algum dia?

McKagan: Claro que há uma chance. Eu não sei o quão real é essa chance. Não é algo sobre o qual eu jamais escreva ou converse em casa ou com qualquer uma das principais pessoas envolvidas, nunca.

AP: Mas você tocou com Axl recentemente…

McKagan: Apenas uma vez. Eu toquei algumas músicas e ele estava em Londres no mesmo hotel e uma coisa levou à outra.

Metallica: "Lulu" pode apontar caminho da banda no futuro

O baterista do Metallica Lars Ulrich e o primeiro frontman do Velvet Underground Lou Reed falaram com o Guardian.co.uk sobre o álbum colaborativo do Metallica e Lou Reed "Lulu", que será lançado em 1° de novembro na América do Norte pela Warner Bros Records e um dia antes (31 de outubro) no resto do mundo. O CD foi co-produzido por Reed, Metallica, Hal Willner - que já produziu álbuns para Reed, Marianne Faithfull, e Laurie Anderson, entre outros - e Greg Fidelman. Fidelman também mixou o registro.

Sobre como o álbum foi produzido:

Reed: "Ele tem muita raiva e é emocionante. Eu esperei por um longo tempo para ter uma chance de fazer algo assim com as pessoas certas. Eu estou energizado. Às vezes eu o acho tão emocional que eu tenho que levantar e desligá-lo."

Hal Willner (co-produtor do Lulu): "A música é exigente com o ouvinte, sem dúvidas. Eu não sei como chamá-lo mas não é uma música de fundo. Lou veio com esse material, Metallica pegou o ingresso e aceitou o passeio. Eles se mostraram incrivelmente abertos e corajosos. Eles sempre disseram alguma coisa quando eles não queriam algo de certa maneira e eles foram completamente livres para se expressar"

Ulrich: "Eu não esperava estar envolvido em um processo dessa magnitude. Eu estou revigorado, o álbum se tornou absolutamente incrível. Lou entrou no estúdio e cerca de sete segundos depois minha cabeça estava girando como Linda Blair em "O Exorcista". Foi tão impulsivo que me levará anos para entender o que aconteceu."

Reed: "Quando eu finalmente o ouvi de volta, eu fiquei completamente atordoado. Agora eu nem mesmo me associo com ele. Ele é tão bom quanto eu posso escrever. Eu não posso fazer melhor. Eu o ouço e o meu pobre coração se quebra sobre um pouco do que está nele."

Sobre os bastidores de "Lulu":

Reed: "No momento em que nós tocamos juntos, foi como " Wow! Isso é realmente sério! Minha guitarra acima de James e Kirk (Hammett). As probabilidades disso funcionar - três guitarras - era quase zero. É muito difícil fazer até mesmo duas guitarras combinarem. Eu comecei a tocar contra James - foi como, whuump! (pressiona seu punho contra a palma da sua mão) Se isso não tivesse acontecido, nós ainda estaríamos lá..."

Reed: "Eu tocaria com eles então eu não teria que ir além daquilo. Eu não precisava pedir a biografia deles. O que quer que seja, existe tocando. Feeling é tudo pra mim no rock - fazer realmente acontecer e não se degenerar na música pop. Isos não é colocar o pop para baixo."

Ulrich: "Eu não sabia se nós estaríamos tão envolvidos em um nível criativo. Eu estava perfeitamente feliz de uma forma perversa em ser uma banda de apoio porque é algo que nunca fizemos."

"Isso nos ofereceu uma oportunidade incrível de fazer algo sem fronteiras ao redor. Nós poderíamos nos concentrar em tocar."

"Nós corremos em caminhos paralelos na forma como nos relacionamos com tudo ao nosso redor. É por isso que pareceu tão fácil. Nós nunca fomos parte de um movimento em particular ou aderimos um estilo particular que as pessoas quisessem. Lou e James têm estilos diferentes de escrever, mas eles ainda têm um senso de alienação, de estar do lado de fora olhando para dentro. Eles usam palavras diferentes: James nunca tinha usado a palavra "armpit" (axila) (em uma letra), mas é uma das minhas palavras preferidas do álbum."

"Foi uma oportunidade para nos livrarmos de pensar. Não foi complicado. Foi excitante para nós porque pode apontar o caminho para o que o Metallica fará no futuro."

13 de outubro de 2011

Anthrax: Belladonna poderia cantar qualquer música de Bush

Em entrevista ao Metal Delirium, Joey Belladonna declarou que poderia facilmente ter gravado os vocais de todos os álbuns que o Anthrax registrou com John Bush.

“Não há motivo que me impediria. Sem tentar estabelecer comparações, eu poderia ter cantado em todos. Seria diferente, com certeza. Nunca achei que nos preocuparíamos com isso. O que importa é que agora as coisas estão soando naturalmente”.

9 de outubro de 2011

Megadeth: "não dá para viver de passado", diz Shawn Drover

O site australiano Metal Obsession rentrevistou recentemente o baterista o Megadeth, Shawn Drover. Confiram abaixo alguns trechos da conversa.

Metal Obsession: Você deve estar bem satisfeito com o novo álbum,"TH1RT3EN", está finalizado e pronto para ser mostrado ao mundo?

Shawn Drover: Claro, cara! Estamos muito animados com o álbum. Saiu coisa boa. Gravamos em tempo recorde... nove semanas! Foi um periodo de tempo muito curto mas tudo correu tão bem que foi feito quase sem esforço algum (risos). Não ficamos pensando coisa do tipo, "Meu Deus, não vamos conseguir finalizar." Foi um processo agradavel a gravação desse álbum. Estamos ansiosos para fazermos uma tour mundial do "TH1RT3EN" e tocá-lo o máximo possível. Mal podemos esperar para que os fãs escutem o álbum!

Metal Obsession: Esse sendo o décimo terceiro álbum do Megadeth, aconteceram alguns momentos estranhos durante as gravações devido às superstições acerca do número treze?

Shawn Drover: É engraçado. Eu gravei as partes de bateria primeiro, então fiquei cerca de duas semanas e meia, três semanas. Nada de estranho aconteceu referente ao número treze, mas quando fui embora várias coisas estranhas aconteceram. Uma coisa engraçada é que o nome provisório do álbum era "Thirteen" até que tivessemos uma ideia de outro nome para o álbum, me entende? Era apenas um título provisório, mas depois que fui embora o Dave (Mustaine) começou ver esse monte de coisas e eram sempre relacionadas com o número treze. Dai o Dave disse, "Porque não usamos o nome 'Thirteen'?" e todos concordaram. Algumas coisas bizarras aconteceram no estúdio, relacionadas ao número treze, então o Dave tomou essa decisão.

Metal Obsession: A mudança de Andy Sneap para Johnny K foi fácil?

Shawn Drover: Sim, foi bem tranquila. Ambos são ótimas pessoas para se trabalhar. Sabe, o Andy é um grande amigo meu, nos conhecemos a bastante tempo, e ele é um produtor fantástico. O Andy não estaria disponivel no periodo que precisariamos dele, porque foi um periodo limitado, conforme mencionei antes. Então pensei, "Porque não fazemos algo diferente desta vez? Porque não arrumamos um novo produtor?" Daí o nome do Johnny K foi posto na mesa porque o Dave já havia conversado com ele no passado, ou feito algo com ele, não sei direito. Então optamos por ele e correu tudo bem. Ele é uma ótima pessoa e um excelente produtor. Acho que o resultado final falará por si. É leal ter uma pessoa que traz ideia ao inves de ficar apenas sentado lá mexendo nos botões. Você contrata alguém para trocar figurinha e obter conselhos, e ele é muito bom nisso.

Metal Obsession: "TH1RT3EN" parece seguir a mesma ideologia do álbum "Endgame", com as letras calcadas na politica, corrupção e tumultos sociais...

Shawn Drover: Tumultos sociais. Gostei disso! (risos)

Metal Obsession: (riso)… o tipo de letra típicas do MEGADETH nos dias de hojes. Acho que fica mais fácil escrever letras mordazes já que a disordem social nunca tem fim.

Shawn Drover: Eu diria que isso é uma pressuposição correta. Quer dizer, olhe o que está acontecendo no mundo agora. É tão fácil escrever músicas de heavy metal. É só ligar na Fox News ou na CNN e está tudo lá! Não que tenhamos feito isso, mas o Dave é bem ligado nos eventos mundiais e sobre o que está acontecendo em vários sentidos, politicamente e socialmente falando. Ele é bem antenado e assiste essas coisas o tempo todo. Ele é um compositor muito inteligente, então ele fala do jeito dele. Quer dizer, ele vê algo na TV ou lê em um livro e dá o seu ponto de vista sobre aquilo de um jeito mordaz. Mas como você mesmo mencionou, há tanta merda acontecendo ultimamente, politicamente e economicamente falando.

Metal Obsession: Você e os outros membros do MEGADETH partilham do mesmo sentimento nesses assuntos?

Shawn Drover: Sim e não. Depende do assunto e como me sinto sobre aquilo. Claro que me identifico com alguns dos assuntos tratados, dividimos a mesma visão e opinião, mas não sou tão envolvido quanto o Dave é. Não ligo na Fox News e manhã para passar horas a fio assistindo, não sou esse tipo de pessoa. Acho que passaria mal com todo o negativismo e merda que passa ali. Prefiro assistir coisas mais lights na TV, sabe, tento rir da vida e não levá-la tão a sério. Tento não me envolver nos problemas do mundo... sabe como é? Mas estou ciente de muitas coisas mas tento não me aprofundar nos assuntos, a não ser que seja algo que te afete muito. Tipo o lance do 11 de setembro. Precisa ser algo catastrófico. Tipo o que aconteceu no Japão recentemente. Fora isso, não me mantenho antenado como o Dave. É uma escolha minha.

Metal Obsession: Você se sente ansioso, ou ameaçado, pela reação de alguns fãs sempre quando estão para lançar coisa nova?

Shawn Drover: Nem um pouco! Porque eu sei que é um álbum excelente e que no final das contas não dá para agradar a todos. Depois, não gosto de agradar a todos, isso é algo chato. Quero dizer, nós temos nossos fãs, que são fantásticos. Mas sempre vai aparecer alguém e dizer "Oh, não é tão pesado quanto o 'Killing Is My Business', o que uma música não é tão rápida quanto a outra. As pessoas reagem desse jeito e depois postam algo na intenert e ficam putos. Não me preocupo com isso porque temos nossos fãs, que gostam da gente e não param para fazer esse tipo de bobagem. Eles só nos procuram para dizer o quanto adoraram as músicas. Foi como eu disse antes, gosto de positivismo ao inves de ouvir as pessoas que reclamam de tudo e dizem, "Não é assim, não é assado" - pessoas que querem que façamos algo que já fizemos no passado. Para a gente não dá para viver de passado. Respeitamos o que foi feito no passado, é tudo lindo e maravilhoso, mas queremos seguir em frente e continuar escrevendo mais músicas. Celebramos o passado, mas também continuamos seguindo em frente.

Tim "Ripper" Owens: "Dio era uma lenda, todos o adoravam"

Bob Ruggiero, do blog "Rocks Off" da Houston Press, conduziu uma entrevista com o vocalista Tim "Ripper" Owens (DIO DISCIPLES, YNGWIE MALMSTEEN, BEYOND FEAR, JUDAS PRIEST, ICED EARTH). Alguns trechos da conversa seguem abaixo.

Rocks Off: Como você ficou sabendo do projeto (Dio Disciples), e por que quis fazer parte disso?

Tim "Ripper" Owens: Ronnie James Dio, ele era uma lenda e um amigo e todos o amavam. Quando sua esposa Wendy mencionou que queria fazer algo para celebrar a sua música, eu queria fazer parte. Eu estava muito animado. Queria fazer da maneira certa, com as pessoas que o próprio Ronnie faria. Ele foi uma pessoa tão grande, não tinha ninguém melhor, e falando em vocal, ele era o melhor.

Rocks Off: Vocês fizeram alguns shows na Europa. Qual a música que você mais gostou de cantar?

Tim "Ripper" Owens: Isso é difícil. Teve muitos momentos emocionantes, a cada noite. Você sabe, eu gosto de cantar "Heaven And Hell" e ver o público me acompanhar. Mas emocionalmente, é "Rainbow In The Dark". É foda cantar essa música. É quando eu coloco tudo o que eu sinto pra fora.

Rocks Off: Foi um desafio cantar essa música?

Tim "Ripper" Owens: "Rainbow in the Dark"! Você sabe, ela é sempre desafiadora! (risos). Acho que rolou um poder com luzes e sombras quando Ronnie compôs essa música. E ele foi incrível, percorrendo todo o caminho até o fim.

Rocks Off: Eu tenho que perguntar isso, o que você achou da saída do guitarrista do Judas Priest, KK Downing?

Tim "Ripper" Owens: Eu sou amigo de todos os caras, mas essas coisas acontecem. É uma pena, eles fariam sua última turnê com a formação original, mas eu acho que eles poderiam voltar atrás. Aconteceu, mas provavelmente foi por uma boa razão, e eu desejo sucesso a Ken. Ele deve ter algumas outras coisas que gostaria de fazer, e eu desejo à banda todo o sucesso. Mas quando eles pararem de vez, espero que façam algo com Ken.

Rocks Off: Você já cantou em várias bandas, além de sua carreira solo. Esta flexibilidade é boa pra você?

Tim "Ripper" Owens: Estarei com Yngwie Malmsteen na próxima turnê, que começa logo após a turnê do Dio Disciples. O meu prato pode estar um pouco cheio, mas isso é uma bênção. Fiz minha turnê solo no ano passado, boa parte na Europa e América do Sul. Mas o engraçado é que as pessoas estão sempre me dizendo para fazer mais música. Também tem a turnê com o HAIL, e o novo álbum com o CHARRED WALLS OF THE DAMNED. Este é um trabalho real. Já tenho 12 shows na Austrália para maio do próximo ano!

Rocks Off: Então você não tem tempo para descansar?

Tim "Ripper" Owens: Bom, eu vou passar o verão com a minha família, minha esposa e filhos. As crianças estão muito empolgadas, estão sempre agitadas. Tenho também um restaurante, o Ripper Owens Tap House, em Akron, Ohio. É um restaurante de rock, onde temos várias apresentações como por exemplo, L.A. GUNS, the BULLETBOYS, e LYNCH MOB.

3 de outubro de 2011

Marcelo Yuka: "não se vê atitude rock no Glória e NX Zero"

O ex-baterista d´O Rappa, Marcelo Yuka, soltou o verbo quanto às atrações que passaram pelo festival de música ocorrido no Rio. Em resposta a um questionamento de uma repórter da Folha, Yuka comentou: "(O Rock in Rio) É entretenimento musical, para o público. Se fosse pra ser evento de rock mesmo teria que levantar a pergunta 'o que é o rock?'. É uma atitude que não se vê num trabalho de Glória, NX Zero, Ivete Sangalo ou Claudia Leitte. É ter contundência, é ver quem tem atitude, quem realmente perturba".

24 de setembro de 2011

Edu Falaschi: não escondendo desagrado com o Angra

O Heavy Nation da Rádio UOL trouxe esta semana uma entrevista reveladora com Edu Falaschi, vocalista das bandas ANGRA e ALMAH.

Edu compareceu aos estúdios da Rádio UOL no intuito de divulgar o novo CD do ALMAH, o impressionante "Motion", que está dando o que falar por causa de seu direcionamento mais pesado e moderno, muito diferente do metal melódico apresentado nos trabalhos anteriores.

O bate papo gravado na última terça-feira (20) se transformou numa espécie de desabafo de Falaschi, que não teve medo de demonstrar seu desprazer com a atual cena metalica mundial. "Essa molecada de hoje tá muito tapada!" E também com o ANGRA: "Depois do show no Rock in Rio se não voltarmos a ser uma banda de verdade, sinceramente eu não vou ter mais vontade de continuar nela. Cansei de fazer música por dinheiro!"

Em contrapartida, o músico se mostrou muito empolgado com o novo álbum do ALMAH, que tem recebido ótimas críticas no exterior. "Este com certeza é o trabalho mais pesado que já gravei, e finalmente posso dizer que estou numa banda de verdade, onde todos colaboram e não pensam em sí próprios" - alfineta ele.

17 de setembro de 2011

Slash: novo álbum começará a ser gravado em outubro

Em chat realizado pelo Music Radar, Slash foi perguntado sobre o status de seu novo álbum de estúdio.

“Ainda não começamos a gravar, estamos na fase de pré-produção. Até aqui, temos nove músicas. Quando nos reunirmos, quero fazer mais doze. Entraremos em estúdio no mês de outubro. Dessa vez, Myles Kennedy vai cantar em todas as faixas. Brent Fitz tocará bateria e Todd Kerns será o baixista”.

14 de setembro de 2011

Guns N' Roses: Slash relembra “Use Your Illusion” e crise

Em entrevista ao Music Radar, Slash comentou sobre as desavenças com Axl Rose durante o processo de gravação dos álbuns Use Your Illusion. “Honestamente, preferia gravar apenas um disco, com dez músicas mais diretas. Mas era uma oportunidade de movimentar a banda novamente”.

O guitarrista passava por sérios problemas com as drogas, especialmente heroína. “Escrevi ‘Coma’ em um delírio. É uma faixa que ainda tenho orgulho. Não há muita técnica, mas é a típica abordagem do meu estilo”.

Apesar dos problemas e desavenças, Slash destaca que a banda ainda conseguia render quando deixava tudo de lado e se concentrava apenas na música. “Era uma química natural, assim que nos livrávamos das distrações”.

Mas os músicos tiveram que ceder aos desejos megalômanos do vocalista em várias oportunidades, o que incomodou decisivamente um membro em específico. “As músicas ganhavam proporções grandiosas, a produção e a grandiosidade dos arranjos passou a incomodar Izzy (Stradlin). Isso ia contra a filosofia dele, que era puro Rock and Roll, com a qual também me identifico. Gravamos o básico e quando começaram os overdubs e sobreposições, ele meio que desapareceu”. Uma semana após o lançamento dos discos, Stradlin anunciaria oficialmente seu desligamento da banda. “Nunca mais ouvi aqueles trabalhos, mas há coisas boas neles”, finaliza Slash.

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