Últimas Notícias
23 de setembro de 2012
Duff McKagan: busca por novo vocal do VR "não deu em nada"
“Não tenho idéia”, admitiu McKagan quando perguntado a quantas anda a busca por alguém pra substituir SCOTT WEILAND no posto há muito vago. “Eu acho que não deu em nada. Eu acho que todo mundo ficou meio cansado de falar disso, porque na verdade não tem ninguém, então não há nada que eu ou SLASH ou MATT [Sorum] ou Dave [Kushner] pudesse dizer que mudaria o rumo da pergunta. Então, não há ninguém agora, eu acho que quanto mais Slash ficar em turnê, e eu ficar em turnê, menos as pessoas vão perguntar disso. Talvez quando as coisas se acalmarem, achemos um cara."
Fonte: Duff McKagan: busca por novo vocal do VR "não deu em nada"
24 de junho de 2012
Duff McKagan: "Advogados acabaram com o Guns e Velvet!"
O baixista deixou o GN’R em 1997, seguindo os passos de Slash e Izzy Stradlin, deixando Axl como o único membro remanescente da formação clássica.
Mas ele revela que a situação toda foi criada por influências externas e não por nenhum desentendimento ou questão pessoal entre a banda e Axl. Ele disse ao site AV Club:
“Eu nunca tive uma treta pessoal com Axl, verdade seja dita. Advogados e pessoas do gênero, naquela situação, era algo traiçoeiro. Eles fazem dinheiro e tentam criar inimizades entre clientes.
Eu queria que ensinassem isso na escola. Se houvesse um livro sobre o rock n’ roll, eu poderia inserir algumas coisas nele, coisa de real valor. Nós fomos arrebentados por pessoas que não estavam na banda, e é isso que sempre acontece.
A mesma coisa, de certo modo, aconteceu com o VELVET REVOLVER. Quando você tem empresários e agentes, você não consegue proteger todo mundo do vício. E é um vício, entende? É um mundo moderno o que vivemos, com tudo na nossa mão, e quando não esta na nossa mão, você pode pedir qualquer coisa pela internet.”
Quanto ao rompimento do Velvet Revolver com o vocalista Scott Weiland, McKagan insiste que o motivo foi unicamente a drogadição. Ele continuou:
“O lance do Scott foi relacionado a drogas, e eu não estou caguetando ele. Isso está bem documentado. Não foi algo do tipo ‘Ah, você é um cuzão do caralho’. Scott e eu em especial passamos por muita coisa juntos na banda. Eu fui até as montanhas com ele em Washington e praticamos artes marciais e tivemos um momento introspectivo juntos, apenas eu e ele. Ele não me decepcionou. Eu estou bem, entende? Eu ainda me importo muito com ele, e sempre me importarei.
Somos irmão quando o assunto é esse, é desse jeito. Passamos por tempos difíceis trabalhando juntos no fim da coisa. Não chegaria às vias de fato, mas era simplesmente difícil quando certos elementos voltaram à equação, mas estamos todos sossegados.”
21 de fevereiro de 2012
Duff McKagan: as lembranças de quando tocou no Rock In Rio
O baixista do VELVET REVOLVER e ex-GUNS N' ROSES, Duff McKagan, assina uma coluna semanal toda quinta-feira no SeatlleWeekly.com. Segue abaixo um trecho de uma edição de dezembro de 2009.
Assim que nosso vôo nos pegou em algum lugar na America Central, o piloto veio nos contar que os Estados Unidos tinham acabado de atacar o Iraque em algo que o Pentágono chamou de Operação Tempestade no Deserto, Isso foi em janeiro de 1991.
Antes da internet ser de conhecimento geral, e antes de haver computadores em quase todos os lares (como há agora), tocar shows de rock em locais longuínquos como o Brasil era uma aventura exótica, para dizer o mínimo. Voar até lá embaixo para ser headliner em duas noites no Rock in Rio Festival era um bocado surreal. Nós não tínhamos idéia se o Guns & Roses tinha fãs nesta parte do mundo ou não.
Minha primeira viagem para muitas terras estrangeiras, foi graças ao aumento da popularidade de minha banda. Na maioria dos lugares aos quais viajamos pela primeira vez, nós tínhamos uma idéia de quantos fãs tinhamos, porque tinhamos dados sobre as vendagens dos albuns (sim, artistas costumavam vender álbuns!). Mas em quase toda a América do Sul, daqueles tempos até hoje, CDs, camisetas e qualquer outra coisa, eram todos pirateados. Como resultado, e sem nenhum Myspace ou contagem de seguidores no Twitter, nós não tínhamos idéia de quantos fãs iriam ao show para nos ver.
Eu odeio voar. Eu sempre fui claustrofóbico. Um avião é um tubo de metal sem saída. Eu costumava me auto-medicar com o que quer que estivesse disponível. E depois de uma longa viagem como esta com entra e sai e ir e vir, eu estava exausto. O avião aterrizava e centenas de fãs estavam esperando. Eu sou muito tímido. Eles estavam super contentes. Eu me sentia como uma porra de marciano após viajar por tanto tempo e alimentando meu corpo com entorpecentes entoxicantes. Eu tinha então que chegar ao hotel para colocar minha cabeça no lugar.
Por mais engraçado que pareça agora, Billy Idol foi uma referência para mim. Não que ele soubesse disso, e isso não queria dizer que éramos realmente próximos, mas eu o conhecia o suficiente e sabia que ele iria tocar também no RiR. Às vezes, mesmo em minha própria banda eu me sentia totalmente sozinho e alienado. O fato de Billy estar lá, me deu uma sensação de segurança de alguma forma. Eu nunca falei sobre isso, e agora isso parece um pouco bobo e pateta.
Se eu pudesse realmente pintar um quadro sobre como realmente era viajar constantemente, sendo claustrofóbico e sendo adorado e amado, e sendo puxado, e retrebuindo o amor o mais forte que pudesse, e enchendo meu corpo com toda aquela porcaria, o quadro que eu pintaria lembraria algo como subir e descer escadas protegido por um cara bombado vestido de agente secreto. Com meu nome escrito em letras grandes no topo da lista de procurados. Eu sofri de uma gradual mas sólida perda de sanidade durante os três ou quatro anos iniciais. Coisas como essa que são simplesmente insanas pra mim agora, eram absolutamente normais naqueles tempos.
De volta ao fato de não saber se nós tínhamos fãs no Brasil até a conclusão: Aparentemente nós tínhamos e eram muitos. O estádio do Maracanã no Rio era o maior do mundo e nós tocamos duas noites lá.
No ano anterior a estes shows, nós infelizmente tívemos que substituir nosso baterista original por causa de sérios problemas com drogas. Nós tivemos que substituí-lo para que pudêssemos finalmente fazer o nosso novo album e viajar. A sorte estava conosco, e nós achamos Matt Sorum, que havia tocado antes com o The Cult. Matt é um puta baterista e segurou as pontas com firmeza na estrada junto conosco. Estes dois shows no Rio, 175.000 pessoas por noite, com Matt pela primeira vez como nosso baterista. Foi um batismo de fogo... com esteróides!
Aqueles primeiros shows começaram como se fosse um namoro de longa duração, com o lugar e profissão escolhidos e a América do Sul como o resultado final. Naquela primeira viagem, nós descobrimos a absoluta paixão e honestidade que os muitos fãs de rock lá tem sobre música e sobre a vida.
Aquela primeira viagem até lá pra mim, me traz memórias boas e ruins, eu acho. Eu me aborreço quando as pessoas fazem suposições do quão mágica minha banda era naquele tempo. Que nós devíamos nos sentir como princesas e que tudo nos era permitido. Pra mim é a história de 'você sempre quer aquilo que não tem'. Posso dizer que naqueles tempos muitos amigos meus trocariam de lugar comigo. Amigos cujas vidas pareciam normais e nos trilhos, enquanto a minha parecia estar saindo do controle: as pressões no meu peito e o meu estômago doente.
O engraçado é: Ter vivido estas coisas e aprendido todas as lições difíceis, a vida pra mim, como qualquer outra pessoa, é de fato o que você faz dela. Meus momentos de claustrofobia e doieira ainda estão na minha memória, mas não me pertencem mais.
3 de fevereiro de 2012
Duff McKagan: ensinando quem não pode beber a beber
Por Duff McKagan para o Seattle Weekly, traduzido por Nacho Belgrande
Eu costumava ser aquele cara que estava sempre tentando achar o melhor lugar na cidade para tomar um gole. Sim, eu era o cara que os garçons adoravam de cara, mas sempre acabavam tentando dar um jeito de me chutar pra fora. Um bêbado chato – mas bom de gorjeta – como eu só conseguia obter isso das pessoas. Não era uma situação do tipo ‘tomar apenas umas duas doses e ir pra casa'. Ficava vergonhoso e esquisito e fedido. Os barmen ficam meio enjoados de pessoas como o cara que eu era. Eu era como o personagem de Bukowski no filme Barfly. Eu adorava destilados.
Os bares estavam ali pelo álcool e pelas amizades de boteco.
Para pessoas como eu, ficar sóbrio e não beber mais é a única opção verdadeira «a outra ‘alternativa’ não é uma opção de jeito algum – é simplesmente a treva repentina». Mas o que você faz quando não pode mais beber? Um cachaceiro pode sequer entrar num bar?
Bem, depois de eu ter me limpado, eu ainda amava música, e a maioria da música ao vivo ocorre em algum tipo de estabelecimento para consumir bebida. Para minha surpresa e deleite, havia muita gente como eu por aí.
Não somente há uma infinidade de caras sóbrios nos bares, como também há toda uma legião de funcionários de bares que amam ter alguém sóbrio no ambiente deles. Eu acho que as pessoas que não metem o pé na jaca dão companhia sóbria para eles.
Se você é um não-bebedor por causa de um ‘histórico’, ou somente não está bebendo álcool em uma dada noite porque você está dirigindo, sua lista de bares para ir, e o que eles oferecem na forma de bebidas não-alcóolicas, irá variar de acordo com o que eles oferecem no departamento de etílicos. Se um bar tem um monte de coquetéis exóticos, então há uma boa chance de que eles terão vários drinques não-alcóolicos no cardápio. O contrário também é verdade, contudo. Se um bar só tem cerveja em lata, a sua única opção não-alcóolica poderá ser água da torneira.
Há varies excelentes marcas de cerveja não-alcóolica hoje em dia, e mais e mais bares estão reconhecendo o fato de que há um Mercado para bebedores de O’Douls e Buckler.
E claro, sempre tem aquele energético, o meu favorito. O energético sem açúcar dá o grau que eu preciso sem o choque glicêmico «e as calorias. O cara tem que manter sua silhueta de mulher!».
Eis uma lista rápida de algumas boas opções:
The Sunset Tavern: Excelente quadro de funcionários. Eles servem O’Douls e energéticos. Os funcionários são muito legais, e as bandas estão bem à sua direita. Altamente recomendado para sua noite sóbria.
Darrell’s Tavern: Um novo achado para mim, a Darrell’s é o máximo em estilo velha guarda. Bar circular da hora, palco baixo. Grande mistura de gente da zona norte e hipsters do centro da cidade.
Ivar’s Salmon House Bar (Northlake): Se você estiver a fim de comida boa, uma vista magnífica e esportes na TV, esse bar tem tudo. Já que o Ivar’s tem um bar full-service, um doidão pode tomar os coquetéis sem álcool estilosos com um pingo de menta e tudo mais!
Jaks «Na 45th N.E.»: Um excelente pico para levar as crianças. Mais uma vez, comida muito boa, um bar completo e não há separação entre o bar e o restaurante. Já que é um lugar pra se comer de verdade, suas chances de estar cercado de bebuns são bem baixas.
Slim’s Last Chance Chili: Eu sou grande fã de churrasco verdadeiro e comida típica estadunidense. Como bar, o Slim’s fica pau a pau com qualquer buraco no Texas, enquanto tem uma atmosfera unicamente ‘Seattle’. Um excelente clube de punk rock/rockabilly. Grande restaurante. Grande bar.
Palomino «centro da cidade»: Para aqueles chegados em luxo, o Palomino vai servir com certeza. Um grande local para um encontro, e eles fazem um expresso bem forte e encorpado. Então enquanto sua acompanhante pode estar enchendo a lata, você pode ficar todo bombado e pronto pro eventual pega. Claro, eu não falo isso por experiência própria… eu só tô dizendo que PODERIA rolar assim.
18 de dezembro de 2011
Duff McKagan: bem empolgado para ver "velho amigo" Axl
Em sua coluna semanal para o Seattle Weekly's Reverb, Duff McKagan, atual LOADED e VELVET REVOLVER e ex-GUNS N' ROSES, se manifestou sobre os assuntos que mais agitaram os fãs de Guns N' Roses nas últimas semanas.
Sobre os shows do Loaded com o Guns N' Roses:
"Minha banda, o Loaded, foi convidado para fazer dois shows com o Axl neste final de semana em Seattle e Vancouver. De alguma forma, fiquei relutante em aceitar no início. Amo esse cara, mas eu queria ficar meio de fora da rixa, especialmente depois do furacão que foi aquela turnê mundial que acabamos de fazer e a turnê do livro. Mas essa rixa é uma rixa apenas se eu permitir. E agora, na verdade, estou bem empolgado para ver meu velho companheiro. A banda dele tem os caras mais legais, e eu estarei em casa, afinal."
Sobre a indicação do Guns N' Roses ao Rock and Roll Hall of Fame
"Música, pra mim, nunca foi um esporte competitivo. Fazemos o que fazemos, e se você se conecta com um público e compõe músicas que são boas para você no processo, essa recompensa é suficiente. Ganhar um Grammy ou um AMA parece um pouco estranho em todo esse contexto. Quero dizer, você é MELHOR que todas aquelas outras bandas? Não. Você só está fazendo a SUA parte, e eles a deles. Não é uma competição. Mas ficou bem aparente para mim que os fãs do GN'R se sentiram muito motivados para nossa banda 'entrar no Hall'. Todos esses fãs SÃO muito importantes para mim, então conseguir esse reconhecimento do RRHOF foi uma vitória para eles. Então, estou profundamente honrado e me sentindo muito bem com tudo isso. Obrigado a todos."
"Fiz o que pude para evitar conceder entrevistas que dizem respeito à nossa inclusão, e talvez essa coluna servirá como tudo que realmente preciso dizer por enquanto. Sou adulto agora e espero que consigamos alcançar alguma graça e elegância quando a cerimônia acontecer. Mas, no final, sou responsável apenas por mim mesmo."
30 de novembro de 2011
Duff McKagan: rasgando elogios ao Motörhead
O baixista Duff McKagan, em seu blog, rasgou elogios à banda Motörhead:
"O Motörhead apareceu em alguma época próxima de 1979. Era um mix perfeito do melhor do Punk e Heavy Metal. Eles forjaram o caminho como líderes para todos nós, que formaríamos bandas posteriormente. Do Metallica ao Megadeth, passando por Alice In Chains, Soundgarden, Guns N’ Roses e assim por diante. Todos tiveram o Motörhead como influência.
E não é apenas a música que os separa do resto. Lemmy não é brincadeira quando o assunto é excursionar e gravar discos. Sua resistência transforma todos em figuras pálidas e fracas em comparação. É o Brett Favre do Rock – com exceção que Lemmy ainda toca e não chora.
Passando por todos os queridinhos da imprensa nos últimos 30 anos, o Motörhead nunca deu ouvidos aos outros e fez o que gostaria. Nunca tentaram se encaixar em nada. Sua consistência segue sendo uma referência a quem precisa lembrar o que é verdadeiro e honesto sobre o Rock."
22 de outubro de 2011
Duff McKagan: "claro que há uma chance do GN’R voltar"
Nos anos que seguiram a DUFF MCKAGAN sair do Guns N' Roses e deixar o Velvet Revolver para trás, ele despontou como um tipo de homem da renascença. Ele escreve sobre esportes para a ESPN, tem sua própria empresa de administração financeira, a Merdian Rock, especializada em músicos, e agora é um autor literário com o livro “It’s So Easy «And Other Lies»”, que foi lançado recentemente pela editora Simon & Schuster. E claro, ele ainda manda ver com sua banda, o LOADED.
O livro empresta o nome de uma faixa do Guns N’ Roses, e detalha os altos e baixos de McKagan. O roqueiro natural de Seattle ascendeu à fama no fim dos anos 80 com o Guns n’ Roses, mas eventualmente tornou-se viciado em drogas e álcool, até que uma epifania mudou sua vida de repente.
McKagan, que é casado e tem três filhos, falou sobre esse momento marcante de sua vida, sua carreira de autor e o Guns N’ Roses durante uma recente entrevista para a Associated Press.
AP: O título do livro é ‘It’s So Easy’, e não tem sido assim tão fácil. O que tornou tudo difícil?
McKagan: A banda começou a decolar, e mudar pra LA foi ótimo. Mas eu sofria de ataques de pânico, ainda jovem. E eu descobri que beber aliviava os ataques de pânico. E eu sempre pensei comigo mesmo, ‘Quando eu tiver um tempo livre, eu vou lidar com isso,´ mas à medida que a banda começava a pegar mais e mais força, os ataques foram piorando e piorando, e eu estava bebendo mais e mais. E daí eu achei as drogas, cocaína. Eu conseguia beber mais se eu cheirasse, mas a cocaína me dava mais ataques de pânico, e era esse fluxo cáustico de ação e reação.
AP: O que fez você mudar?
McKagan: Eu me vi no hospital. Minha mãe – eu sou o caçula de oito filhos – tinha Mal de Parkinson na época. Ela veio pro hospital, e ela estava sofrendo com a tremedeira do Parkinson e estava numa cadeira de rodas. Eu sou o filho mais novo. Eu percebi ali naquela hora que a ordem das coisas estava errada. Eu devia estar tomando conta dela.
AP: Você disse que o kickboxe fez uma reviravolta em sua vida. Como isso aconteceu?
McKagan: Eu estava muito zoado e tinha bolhas brotando na minha pele por causa das drogas e esse técnico disse, ‘Tem alguém que eu quero que você conheça,’ e eles me levaram pra esse dojo… ele me apresentou ao sensei Benny, e eu me dei conta de cara que ele me sacou, por inteiro. Até hoje ele é meu sensei, há 16, 17 anos, e eu posso te dizer sem pestanejar que eu não dirigi mais de 500 palavras a ele.
AP: O quão confortável foi colocar sua vida em um livro?
McKagan: Enquanto possa parecer que eu revelei muito ao escrever, você pode revelar o que você quer revelar. Eu mantenho minha vida particular tão privada quanto possível. Eu revelei as coisas importantes no que diz respeito a esse livro e o tema principal desse livro.
AP: Você escreve um bocado. Como isso começou?
McKagan: Em 2008, eu comecei a escrever pro Seattle Weekly, eu achei que eu duraria algumas semanas e preseparia e eles iam achar outro. Mas eu achei minha voz e gostei disso. Aquelas primeiras duas semanas viraram quatro, e depois seis e depois oito. E agora eis-me aqui 170 semanas, mais ou menos, depois. Depois de uma semana, o site da Playboy me convidou para escrever uma coluna sobre finanças porque eles sabiam que eu tinha feito faculdade de administração.
AP: Agora que você é um escritor, qual sua prioridade profissional?
McKagan: A música tem preferência sobre tudo. Escrever é algo que você pode fazer na estrada, nos bastidores, no ônibus de turnê, num avião. Eu escrevo meus melhores textos em aviões. Meus colegas de banda estão acostumados comigo escrevendo.
AP: Você acha que está redefinindo o arquétipo pelo qual um astro do rock é definido?
McKagan: Eu acho que esse arquétipo foi formado, especialmente nos EUA, por alguns figuras de outros países que se tornaram um estereótipo e um emblema de tudo isso. Muitos dos músicos mais produtivos que eu conheço são as pessoas mais inteligentes e sensíveis que deveriam estar comandando o mundo.
AP: Há alguma chance do Guns N’ Roses voltar algum dia?
McKagan: Claro que há uma chance. Eu não sei o quão real é essa chance. Não é algo sobre o qual eu jamais escreva ou converse em casa ou com qualquer uma das principais pessoas envolvidas, nunca.
AP: Mas você tocou com Axl recentemente…
McKagan: Apenas uma vez. Eu toquei algumas músicas e ele estava em Londres no mesmo hotel e uma coisa levou à outra.
15 de setembro de 2011
Duff McKagan: a espiral descendente após os "Illusion"
Legal, meu próprio disco feito da maneira que Prince fez o dele – quase todo tocado por mim – sendo distribuído ao redor do mundo.
A Geffen apressou tudo para que Believe In Me saísse no verão do hemisfério norte em 1993, ao mesmo tempo em que a turnê dos Illusion estava acabando. Axl falou sobre isso durante os últimos shows. E eu até comecei a promover o disco enquanto o Guns ainda estava na Europa – em uma sessão de autógrafos na Espanha, apareceu tanta gente na rua que a loja de discos teve que ser fechada pela polícia com equipamento anti-choque.
Eu tinha agendado uma turnê solo que começaria imediatamente após os últimos shows do GN’R – duas apresentações finais em Buenos Aires, Argentina, em julho de 1993. Minha turnê mundial solo me levaria a tocar apresentações de exibição em São Francisco, Los Angeles e Nova Iorque, e daí para abrir uma turnê do Scorpions pela Europa e Reino Unido. Voltando para Los Angeles da Argentina, eu reuni um grupo de amigos e conhecidos para me apoiarem na turnê. Eles já tinham começado a ensaiar antes deu chegar em casa. Juntos, fizemos uma preparação nas coxas para a turnê.Axl ouviu dizer que eu estava planejando em voltar a excursionar. Ele me ligou.
“Você ta louco, porra? Você não deveria voltar a sair em turnê agora. Você é louco só de pensar nisso.”
“É o que eu faço,” eu disse a ele. “Eu toco música.”
Eu também sabia que se eu ficasse em casa, isso provavelmente levaria a mais insanidade nas drogas.Eu não tinha nenhuma ilusão quanto a ficar sóbrio, mas pelo menos na estrada – com uma banda composta por velhos amigos do punk-rock de Seattle – eu achei que eu tinha uma chance de tirar o pé do acelerador. E ficar longe da cocaína. Se eu ficasse em Los Angeles, a tentação de cocaína prontamente disponível seria provavelmente demais para eu resistir. Os empresários do GN’R mandaram Rick ‘Truck’ Beaman, que tinha sido meu segurança pessoal na turnê de Use Your Illusion para me acompanhar em minha turnê solo também. Nesta altura da coisa a preocupação dele comigo parecia ir além de seus encargos profissionais. Ele tinha desenvolvido um interesse pessoal, como amigo, em tentar limitar os danos que eu estava causando a mim mesmo. Agora, finalmente nossos objetivos tinham sido alcançados – pelo menos no que dizia respeito à cocaína.
Mas Axl estava certo. Antes do primeiro show em São Francisco, a minha então esposa, Linda, entrou numa briga de socos nos bastidores com outra garota e perdeu um dente. Sangue espalhado por todo canto.
Os Hell’s Angels lotaram o show no Webster Hall em Nova Iorque, e brigas estouravam.Eu gritei para que a platéia se acalmasse, achando que eu poderia de algum modo fazer uma diferença.
Depois do show, as pessoas queriam vir pro camarim, mas eu queria ficar sozinho.
“Estou cansado demais”, eu disse à segurança. “Eu não agüento.”
A letra de “Just Not There”, uma das músicas de Believe in Me que estávamos tocando, ecoava em minha cabeça:
Sabe, eu olho, mas não consigo encontrar as razões
Para encarar outro dia
Porque eu tenho vontade de rastejar pra dentro,
Apenas desaparecendo, desaparecendo…
Eu promovi o disco como planejado até Dezembro de 1993. Ainda havia um fervor por tudo relacionado ao Guns, especialmente na Europa. As plateias conheciam minhas músicas e cantavam junto. À exceção do tecladista Teddy Andreadis, que tinha estado com o Guns na tour de Use Your Illusion e tinha excursionado com artistas do naipe de Carole King desde que ele mai tinha saído da adolescência, os membros da banda eram bem inexperientes com turnês por lugares grandes. A banda também tinha sido montada rapidamente, e não tinha coesão: tivemos uns atritos, incluindo uma troca de socos entre membros em um aeroporto em algum lugar da Europa.
A maior parte do tempo eu fiquei sem cocaína, apesar de que de modo algum aquilo tenha sido um tempo limpo. Houveram recaídas. Eu também troquei a vodka pelo vinho.(...)
14 de setembro de 2011
Duff McKagan: mais um trecho da autobiografia do músico
BATENDO NA PORTA DO CÉU
CAPÍTULO UM
Algumas pessoas podem experimentar em sua juventude e seguirem em frente. Outras não conseguem.
Não era mais claro se eu seria ou não uma daquelas pessoas que poderia experimentar em sua juventude e tocar o barco.
Todo dia eu me certificava de ter uma garrafa de vodka do lado da minha cama quando eu acordasse. Eu tentei parar de beber em 1992, mas comecei de novo pra valer após algumas poucas semanas. Eu não conseguia parar. Eu já estava noutro patamar. Meu cabelo começou a cair aos tufos e meus rins doíam quando eu urinava. Meu corpo não agüentava a agressão do álcool sem reclamar comigo. Um buraco havia se irrompido em meu septo nasal por causa da cocaína e meu nariz escorria continuamente como uma torneira vazando em um mictório esquecido num banheiro masculino. A pele em minhas mãos e pés rachava, e eu tinha erupções em meu rosto e pescoço. Eu tinha que vestir gazes sob minhas luvas para conseguir tocar meu baixo.
Há muitas maneiras diferentes de sair de uma zona dessas. Algumas pessoas vão direto para a reabilitação, algumas vão pra igreja. Outras vão pro AA, e muitas mais acabam em um caixão de pinho, que pra onde eu me sentia indo.
No começo de 1993 meu uso de cocaína tinha ficado tão ruim que amigos – alguns deles que cheiravam ou fumavam crack comigo – de fato começaram a tentar conversar comigo sobre isso e tentar o que podiam para manter meus traficantes fora de minha vida quando eu chegasse em casa para uma folga entre um trecho e outro da turnê. Ah, mas eu tinha meus métodos para dar a volta em todos os benfeitores. Sempre havia uma maneira em Los Angeles.
Uma das mentiras que eu contava a mim mesmo era que eu não era de fato um viciado em cocaína. Afinal de contas, eu não freqüentava rodas de cocaína e nunca cheirava só cocaína. Na verdade, eu odiava a idéia de estar cheirando. Meu uso era puramente utilitário: eu usava seus efeitos estimulantes para dissipar a bebedeira e permitir que eu bebesse por muito mais tempo – muitas vezes por dias a fio. Na verdade, na maioria das vezes, por dias a fio.
Pelo fato deu estar incrédulo de não estar me tornando o estereótipo de ‘cheiradão’, eu não tinha nenhum daqueles moedores chiques que deixavam a cocaína muito mais fácil de cheirar. Eu só pegava meu pacote, abria, quebrava uma pedra em alguns pedaços menores de um jeito qualquer, e enfiava um daqueles pedaços em meu nariz. Claro que eu sabia que meu processo primitivo estava me custando algo. O interior do meu nariz estava sempre pegando fogo. Por vezes ardia tanto que eu me curvava de dor.(...)
11 de setembro de 2011
Duff McKagan: divulgada parte da autobiografia do baixista
O que segue abaixo é a tradução do trecho que a própria editora disponibilizou para divulgação, traduzido para maior entendimento do público. “NOTA DO AUTOR:
Meus amigos e velhos colegas de banda podem lembrar-se de algumas das histórias que eu relato de modo diferente do que faço, mas eu descobri que todas as histórias têm muitos lados. Essas são minhas histórias. Estas são minhas perspectivas. Essa é a minha verdade.
PRÓLOGO:
Hoje, entretanto, enquanto a tarde vira noite em Los Angeles, eu estou ainda mais deslocado do que de costume. Senão, menos bem-vindo. Grace está completando treze anos hoje e estamos dando uma festa. Grace já disse a mim e a mãe dela para ficarmos completamente invisíveis. As palavras exatas dela: “Vocês não estão convidados.”
Ah, as alegrias da paternidade.
Outra razão pela qual nos esforçamos tanto é que suspeitamos que essa poderia ser a última vez que Grace, a mais velha de nossas duas filhas, irá querer comemorar em casa. Ah, bem.
Planejar essa festa foi desafiador por vezes. Quando eu liguei pra empresa de aluguel de cabines de fotos, a primeira pergunta que me fizeram foi, “Qual vai ser o tema do papel fotográfico?”
Huh?
“Sim, a máquina cospe tiras – quatro fotos tamanho passaporte em cada tira. Você pode ter algo escrito na lateral.”
Eu pensei rápido. As tiras de fotos de passaporte terão ‘Festa de 13 Anos de Grace’ escrito nelas.
Agora o dia da festa chegou e eu estou me certificando de que tudo está pronto.
“Pai!” Grace grita.
Eu paro no meio de um passo e me viro para olhar pra ela.
“As pessoas vão começar a chegar a qualquer minuto!”
Ela está mortificada. Desde agora.
Sim, sim, sim, eu Possi lidar com isso. Ela só está amadurecendo.
Enquanto os amigos de Grace começam a chegar, Grace mais uma vez deixa claro que ela nos proibiu de sair pro quintal durante a festa. Aparentemente pais são um embaraço nessa idade. Que seja. Olhando pela porta dos fundos à medida que a festa engrena, eu vejo pequenos grupos de garotos e garotas conversando, sorrindo e rindo timidamente. Alguns desses garotos estão começando a parecer adultos – um dos meninos é quase da minha altura.
Eu não estou xeretando, digo pra mim mesmo enquanto empurro a porta dos fundos e saio. De modo algum. Estou apenas sendo um pai responsável. Sim.
Será que eu pego sorvete agora, ou volto pra pegar mais tarde?
No que eu viro num canto escondido da casa eu paro, duro: um menino e uma menina estão se beijando.
Ah merda.(...)
10 de setembro de 2011
Duff McKagan: lançando site para divulgar autobiografia
No site contém algumas fotos de sua infância, com o Guns N' Roses e sua familia. Além disso tem também uma préviaexclusiva em inglês de algumas passagens selecionadas da autobiografia, que também está disponível para download clicando
28 de julho de 2011
Duff McKagan: "Ninguém escolhe o vício, nem Amy Winehouse"
O ex- baixista do GUNS N’ ROSES e atual membro do VELVET REVOLVER e do LOADED comentou sobre o falecimento de Amy Winehouse.
A cantora de 27 anos foi encontrada morta em seu apartamento em Londres no sábado, 23 de julho. Não há relatórios sobre a causa exata de sua morte, mas Winehouse vinha combatendo a drogadição há vários anos.
Na última edição de sua coluna, que aparece no caderno REVERB no jornal Seattle Weekly, McKagan escreve em parte, aos ‘especialistas’ e comentaristas de televisão que estão criticando o círculo de ‘conselheiros’ de Amy. “Eu conheço o empresário e o contador de Amy, e também sei que eles são pessoas MUITO corretas. É uma vergonha que pessoas como essas, pessoas que fizeram o melhor de si para ajudar a Srta. Winehouse nos últimos anos, tenham seus nomes arrastados pela lama. Mas no fim das contas, é tão triste ter perdido essa jovem mulher para o que provavelmente será concluído, as drogas. Ela era um talento. Ela era diferente. Ela ia contra a regra. Ela era uma vanguardista musical.”
“No fim, eu não posso comparar o que eu passei ou vivi com o que Amy Winehouse passou. Eu só sei que o vício é um lugar solitário e aterrorizante para se estar. Não é glamoroso, e o vício não se importa se você é conhecido e rico, ou um ermitão solitário sem um puto.”
“No caso de Amy, tal como no meu, eu acho que ela tinha alguns amigos e familiares que tentaram e se importavam com ela, mas que no fim, não deram conta.”
22 de julho de 2011
Duff: "Corey Taylor é um dos caras mais espertos por aí"
21 de junho de 2011
Duff McKagan: mais um arrependimento para a lista
Depois de se arrepender de ter tocado com a formação atual do Guns N’ Roses, é a vez de Duff Mckagan ter a mesma atitude em relação a uma possível turnê com Izzy Stradlin. O músico postou a seguinte mensagem em seu Twitter:
“A entrevista em que falei sobre a possibilidade de eu e Izzy excursionarmos juntos foi apenas um pensamento alto. Devia ter ficado quieto”.
4 de junho de 2011
Duff McKagan: exaltando a genialidade de Prince
Em seu blog no Seattle Weekly, Duff McKagan exaltou Prince e o show que recentemente assistiu dele. Confira um resumo das impressões do músico.
Estava me preparando para sair em turnê semana passada. É sempre estressante organizar tudo. Além disso, tinha que ir até Nova York para resolver negócios sobre meu livro. Detesto deixar minha família. E parece que tudo em minha casa está precisando de consertos. Meu carro morreu, minhas costas doem e não consigo achar um cinto que se adapte corretamente a mim. Meus pés estavam começando a escorregar.
Queria fazer algo com minha esposa Susan e minhas filhas na noite antes de embarcar para a Europa. Queria ver Prince tocar no The Forum. Então decidi juntar as duas coisas e fomos assisti-lo como uma família. Minhas garotas nem faziam idéia de quem ele era, acho que só foram por saber que era a minha última noite antes de viajar e eu queria fazer isso. Falei para a mais velha, Grace, que ela iria assistir o melhor cantor do planeta. Disse para Mae que ele era mágico, o que penso que a intrigou.
Então, lá fomos nós. As luzes se apagaram e soaram os primeiros acordes de “Little Red Corvette”. De repente me senti em um espaço diferente. Todas as coisas que me perturbavam evaporaram repentinamente. Prince tocou todos os hits, incendiou minha alma. Era como uma igreja, algo religioso.
Não tenho certeza como esse cara faz isso, mas se torna um melhor performer, cantor e guitarrista a cada dia. Se ele está mesmo envelhecendo, é difícil apontar os sinais. Como disse à minha filha Mae, acho que há certa mágica trabalhando a favor. Prince é genialidade pura. Fui modificado e foi bom demais.
30 de maio de 2011
Duff McKagan: "Advogados acabaram com o Guns e Velvet!"
O baixista deixou o GN’R em 1997, seguindo os passos de Slash e Izzy Stradlin, deixando Axl como o único membro remanescente da formação clássica.
Mas ele revela que a situação toda foi criada por influências externas e não por nenhum desentendimento ou questão pessoal entre a banda e Axl. Ele disse ao site AV Club:
“Eu nunca tive uma treta pessoal com Axl, verdade seja dita. Advogados e pessoas do gênero, naquela situação, era algo traiçoeiro. Eles fazem dinheiro e tentam criar inimizades entre clientes.
Eu queria que ensinassem isso na escola. Se houvesse um livro sobre o rock n’ roll, eu poderia inserir algumas coisas nele, coisa de real valor. Nós fomos arrebentados por pessoas que não estavam na banda, e é isso que sempre acontece.
A mesma coisa, de certo modo, aconteceu com o VELVET REVOLVER. Quando você tem empresários e agentes, você não consegue proteger todo mundo do vício. E é um vício, entende? É um mundo moderno o que vivemos, com tudo na nossa mão, e quando não esta na nossa mão, você pode pedir qualquer coisa pela internet.”
Quanto ao rompimento do Velvet Revolver com o vocalista Scott Weiland, McKagan insiste que o motivo foi unicamente a drogadição. Ele continuou:
“O lance do Scott foi relacionado a drogas, e eu não estou caguetando ele. Isso está bem documentado. Não foi algo do tipo ‘Ah, você é um cuzão do caralho’. Scott e eu em especial passamos por muita coisa juntos na banda. Eu fui até as montanhas com ele em Washington e praticamos artes marciais e tivemos um momento introspectivo juntos, apenas eu e ele. Ele não me decepcionou. Eu estou bem, entende? Eu ainda me importo muito com ele, e sempre me importarei.
Somos irmão quando o assunto é esse, é desse jeito. Passamos por tempos difíceis trabalhando juntos no fim da coisa. Não chegaria às vias de fato, mas era simplesmente difícil quando certos elementos voltaram à equação, mas estamos todos sossegados.”
17 de maio de 2011
Duff McKagan: capa da autobiografia do músico
28 de março de 2011
Aloka!: Duff McKagan diz que "vira gay" nas turnês
O ex-baixista do GUNS N’ ROSES, DUFF MCKAGAN conversou sobre como ele se transforma no que ele denomina de ‘gay de turnê’ enquanto está na estrada
McKagan explicou que enquanto privado da companhia de sua esposa na estrada ele por vezes se vê confundindo membros homens da banda com espécimes femininos.
“Você está longe de sua esposa e tudo mais, e eu não sacaneio – mas não pode ter mulher no ônibus,” ele ressaltou. “De repente, bem, o seu baixista tem cabelo preto compridão, ele está vestindo as calças da irmã mais nova dele, e de rabo de olho ele parece uma mina gostosa.”
Ele emendou: “Nós chamamos isso de ‘gayzice de turnê. Mas não levamos isso adiante…”
McKagan estava presumivelmente referindo-se às atividades de excursão de suas bandas atuais, o VELVET REVOLVER e o LOADED, ao invés de seus dias de viagens pelo GUNS N’ ROSES. Mas nunca se sabe.8 de março de 2011
Velvet Revolver: “Corey é um vocalista brilhante”, diz Duff
Em entrevista concedida ao site Total Rock, Duff McKagan não descartou a chance de Corey Taylor (SLIPKNOT) assumir o posto de frontman do VELVET REVOLVER. Na opinião do baixista, “Corey Taylor é o vocalista mais brilhante de sua geração”. Porém, não há nenhuma decisão tomada até o momento, somente o rumor confirmado que Slash procurou o vocalista no ano passado.
“Eu ainda não ouvi nada sobre quem poderia ser o novo vocalista, mas eu espero um dia trabalhar com Corey Taylor. Não sei se agora ou no futuro, só sei que seria legal. Eu não posso confirmar nem negar a entrada dele agora na banda”, despistou McKagan.
Duff McKagan: lançando empresa de finanças para roqueiros
Retidão. Transparência. Educação. Esses são os três princípios por trás da Meridian Rock, uma nova firma de administração financeira especializada em músicos de propriedade de DUFF MCKAGAN e Andy Bottomley, um investidor Britânico.
A meta da companhia é educar roqueiros sobre suas finanças ao invés de esbanjá-las ou depender delas – uma tarefa difícil no mundo da música, onde executivos, também conhecidos como ‘ternos’, são muitas vezes tidos como o inimigo.
A revista Fortune diz que a experiência de McKagan na faculdade de administração o coloca à frente da maioria dos músicos, que assinam contraltos e acordos de negócios sem pleno conhecimento ou um plano pro future, o mesmo que Duff fez quando ele chegou ao topo com o Guns N’ Roses.
“Se eles forem um pouco parecidos comigo quando eu tinha trinta anos, eles ficam com vergonha de perguntar,” diz Duff. “Eu não sabia o que era uma ação, o que era uma cota.”
Apesar de McKagan ter se pronunciado publicamente sobre negócios musicais e ter sido autor de uma coluna na revista Playboy sobre economia (‘Duffonomics’), ele é rápido em desinflar sua expertise sobre investimentos. “Não sou um planejador financeiro – eu só estava tentando entender isso por mim mesmo,” ele diz. “Eu não queria ter 60 anos de idade e estar falido, tendo feito todo esse dinheiro nos meus vinte anos… esse era meu simples objetivo.”


