O que segue abaixo é a tradução do trecho que a própria editora disponibilizou para divulgação, traduzido para maior entendimento do público. “NOTA DO AUTOR:
Meus amigos e velhos colegas de banda podem lembrar-se de algumas das histórias que eu relato de modo diferente do que faço, mas eu descobri que todas as histórias têm muitos lados. Essas são minhas histórias. Estas são minhas perspectivas. Essa é a minha verdade.
PRÓLOGO:
Hoje, entretanto, enquanto a tarde vira noite em Los Angeles, eu estou ainda mais deslocado do que de costume. Senão, menos bem-vindo. Grace está completando treze anos hoje e estamos dando uma festa. Grace já disse a mim e a mãe dela para ficarmos completamente invisíveis. As palavras exatas dela: “Vocês não estão convidados.”
Ah, as alegrias da paternidade.
Outra razão pela qual nos esforçamos tanto é que suspeitamos que essa poderia ser a última vez que Grace, a mais velha de nossas duas filhas, irá querer comemorar em casa. Ah, bem.
Planejar essa festa foi desafiador por vezes. Quando eu liguei pra empresa de aluguel de cabines de fotos, a primeira pergunta que me fizeram foi, “Qual vai ser o tema do papel fotográfico?”
Huh?
“Sim, a máquina cospe tiras – quatro fotos tamanho passaporte em cada tira. Você pode ter algo escrito na lateral.”
Eu pensei rápido. As tiras de fotos de passaporte terão ‘Festa de 13 Anos de Grace’ escrito nelas.
Agora o dia da festa chegou e eu estou me certificando de que tudo está pronto.
“Pai!” Grace grita.
Eu paro no meio de um passo e me viro para olhar pra ela.
“As pessoas vão começar a chegar a qualquer minuto!”
Ela está mortificada. Desde agora.
Sim, sim, sim, eu Possi lidar com isso. Ela só está amadurecendo.
Enquanto os amigos de Grace começam a chegar, Grace mais uma vez deixa claro que ela nos proibiu de sair pro quintal durante a festa. Aparentemente pais são um embaraço nessa idade. Que seja. Olhando pela porta dos fundos à medida que a festa engrena, eu vejo pequenos grupos de garotos e garotas conversando, sorrindo e rindo timidamente. Alguns desses garotos estão começando a parecer adultos – um dos meninos é quase da minha altura.
Eu não estou xeretando, digo pra mim mesmo enquanto empurro a porta dos fundos e saio. De modo algum. Estou apenas sendo um pai responsável. Sim.
Será que eu pego sorvete agora, ou volto pra pegar mais tarde?
No que eu viro num canto escondido da casa eu paro, duro: um menino e uma menina estão se beijando.
Ah merda.(...)



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