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26 de setembro de 2011

Angra: o fim do grupo no pior show do Rock in Rio

Confirmando o que já era dado como certo nos bastidores, o Angra fez uma das piores apresentações da sua carreira e, seguramente, o pior show dessa edição do Rock in Rio. Com o guitarrista Kiko Loureiro de malas prontas para morar na Europa com a família e o vocalista Edu Falaschi dando entrevistas deixando clara a sua insatisfação com o estágio atual do grupo, o quinteto entrou no palco do Rock in Rio nesse domingo sem clima algum entre os integrantes. Para piorar, Edu cantou propositadamente de má vontade e muito abaixo de suas capacidades, demonstrando a sua insatisfação com os demais integrantes do grupo e, sobretudo, e sua falta de profissionalismo com os fãs que estavam ali presentes.

Um triste fim para essa segunda encarnação do grupo, que gravou pelo menos dois discos essenciais - Rebirth e Temple of Shadows. Kiko, o dono da marca Angra ao lado do também guitarrista Rafael Bittencourt, como já disse no parágrafo anterior, está de mudança para a Europa, onde passará a residir. Isso, certamente, irá alimentar nos fãs saudosistas rumores sobre uma possível volta do cantor original, Andre Matos, que também mora atualmente no Velho Mundo, o que não deve acontecer, já que a relação entre ambos é bastante conturbada. Rafael deverá seguir com o seu projeto solo, enquanto Edu colocará todos os seus esforços no Almah, que acaba de lançar seu novo disco, o bom Motion. Felipe Andreolli (companheiro de Falaschi no Almah) e Ricardo Confessori são músicos contratados, então acabam de perder o emprego.

É impossível dizer qual será o futuro do Angra. O certo é que Edu Falaschi não cantará mais na banda, pois não tem mais clima para isso. Não há nenhum anúncio oficial a respeito ainda, mas essa é a verdade. Um final triste e, acima de tudo, constrangedor, para um dos maiores e mais importantes nomes da história do heavy metal brasileiro, que, ao invés de aproveitar a oportunidade de tocar em um festival com a imensa visibilidade do Rock in Rio, foi incapaz de vencer os seus infinitos problemas e conflitos internos e implodiu em pleno palco, ao vivo e em rede nacional.

24 de setembro de 2011

Edu Falaschi: não escondendo desagrado com o Angra

O Heavy Nation da Rádio UOL trouxe esta semana uma entrevista reveladora com Edu Falaschi, vocalista das bandas ANGRA e ALMAH.

Edu compareceu aos estúdios da Rádio UOL no intuito de divulgar o novo CD do ALMAH, o impressionante "Motion", que está dando o que falar por causa de seu direcionamento mais pesado e moderno, muito diferente do metal melódico apresentado nos trabalhos anteriores.

O bate papo gravado na última terça-feira (20) se transformou numa espécie de desabafo de Falaschi, que não teve medo de demonstrar seu desprazer com a atual cena metalica mundial. "Essa molecada de hoje tá muito tapada!" E também com o ANGRA: "Depois do show no Rock in Rio se não voltarmos a ser uma banda de verdade, sinceramente eu não vou ter mais vontade de continuar nela. Cansei de fazer música por dinheiro!"

Em contrapartida, o músico se mostrou muito empolgado com o novo álbum do ALMAH, que tem recebido ótimas críticas no exterior. "Este com certeza é o trabalho mais pesado que já gravei, e finalmente posso dizer que estou numa banda de verdade, onde todos colaboram e não pensam em sí próprios" - alfineta ele.

23 de julho de 2011

Edu Falaschi: releitura de clássicos em Teresina

O vocalista das bandas Almah e Angra, EDU FALASCHI, se apresentará pela primeira vez em Teresina no próximo dia 24 de julho (domingo), às 20h00, em um dos bares mais representativos do cenário local: o Planeta Diário.

EDU FALASCHI contará com o suporte da banda Madhouse, para juntos executarem alguns dos principais clássicos do Rock/Metal mundiais. “Vai ser ótimo retornar para Teresina, principalmente após um grande show que fiz ao lado do Angra na cidade. Nessa noite no Planeta Diário preparei um set list muito especial, que engloba alguns dos hits das bandas que influenciaram a minha carreira. Nos vemos lá...”, declarou o artista.

O evento conta com a produção da Tamanduá Produções, uma das mais respeitadas da região e também responsável pelo último show do Angra em Teresina, ocorrido no último dia 08 de julho.

Serviço:

Edu Falaschi - Classic Cover Night (Teresina)

Local: Planeta Diário
Data: 24 de julho (domingo)
Horário: 20h00

Endereço: Rua Aviador Irapuã Rocha, 1261 - Jockey Club
Cidade: Teresina/PI
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 40,00
Infos: (86) 3232-7741

26 de maio de 2011

Angra: "Aqua", turnês e os 20 anos de carreira comentados

Já era domingo, 15, quando o Angra iniciou a apresentação na Virada Cultural Paulista em Presidente Prudente, sendo a atração principal para os metaleiros presentes no evento. O público que compareceu ao Parque do Povo assistiu a apresentação da turnê do último álbum da banda, "Aqua".

Para o baixista do Angra, Felipe Andreoli , "Aqua" (lançado em agosto de 2010) é um disco maduro, onde os músicos mais se envolveram, depois de quatro anos sem lançar um álbum.

“O diferencial, é que assumimos toda a sua produção. Nós nos envolvemos em todos os processos, muito mais do que nos discos anteriores. Nós não tínhamos um produtor externo, que por bem ou por mal acaba direcionamento os timbres de estúdio”, disse o baixista que afirmou que as ideias para produzir "Aqua" surgiram naturalmente na turnê que a banda fez com o Sepultura em 2009.

Na opinião do vocalista, Edu Falaschi "Aqua" é o retorno da banda, depois de uma série de crises internas.

“Aqua é um álbum especial, pois precisávamos voltar com uma certa força, porque tínhamos a volta do Ricardo (Confessori) e a saída do Aquiles (Priester). Então é um disco que trabalhamos muito e espero que as pessoas estejam curtindo também”, ponderou o vocalista, que comentou a apresentação da banda na Virada Cultural Paulista.

“Show estava lotado, galera interagindo, fantástico! Pena que demoramos 10 anos para voltar em Presidente Prudente, mas irei voltar seja com o Almah ou com o Angra”. O vocalista ainda falou sobre sua receptividade com público que o chamava a todo o momento.

“Eu gosto de fã educado, se a pessoa for educada eu atendo tranquilamente, não tenho frescura de rock star, mas se o cara começa com má educação ou bêbado eu não curto”. Questionado por que o Angra lançou o álbum primeiramente no Japão e não no Brasil, Edu Falaschi disparou: “Porque o Japão é que dá grana (risos), é o que dá grana adiantada”.

Em fevereiro a banda fez uma turnê na Europa, Kiko Loureiro, guitarrista da banda avaliou as diferenças entre o público brasileiro e o europeu.

“Aqui no Brasil normalmente o pessoal que curte o Angra é uma galera mais jovem, na Europa é um público misturado, mais velho, e que acompanha a banda há muito tempo. Uma turma que estava no primeiro show do Angels Cry” (primeiro álbum da banda, lançado em 1992).

Ainda sobre a turnê, o baixista e o vocalista disseram que as apresentações foram legais, e que reencontraram velhos amigos, na França, Itália, Espanha e em outros países.

Para finalizar o vocalista fez questão de falar sobre a sua outra banda, em que é líder: o Almah.

“O Almah está gravando seu terceiro disco, está em estúdio e esperamos finalizar no final de julho, vamos mixar na Holanda. E esse próximo disco será provavelmente o melhor disco que eu gravei na minha vida, em se tratando de guitarra é o mais completo”. Após a entrevista Edu Falaschi fez questão de conhecer um fã que veio do nordeste para Prudente para ver o Angra.

Em 2001, a banda completa 20 anos, e segundo o baixista é uma vitória para uma banda de metal no Brasil. Disse ainda que o grupo está preparando algumas comemorações que virão na forma de produtos.

Os próximos shows da banda acontecem em Buenos Aires no dia 21 e em Santiago, no Chile, no dia 22. Lugares considerados memoráveis para a banda e aonde o público é parecido com o do Brasil.

2 de maio de 2011

Angra: músicos na trilha de filme do goleiro Rogério Ceni

Os membros da banda paulista ANGRA, Kiko Loureiro (guitarrista), Felipe Andreoli (baixista) e Ricardo Confessori (baterista), registraram recentemente cinco músicas que ajudarão a compor a trilha sonora do filme do goleiro do São Paulo Futebol Clube, Rogério Ceni.

A gravação da trilha sonora do filme sobre Rogério Ceni aconteceu no último dia 28 de abril, no estúdio Midas, de propriedade do Rick Bonadio, que atualmente é jurado do programa “Ídolos”, e todas as músicas foram compostas e arranjadas pelo maestro Alexandre Guerra.

O filme terá o formato de documentário contando a história de um dos ícones do futebol brasileiro, até a importante marca de cem gols marcados defendendo a camisa do referido clube. “Foi uma experiência bem bacana participar dessa gravação. Primeiro porque estava com meus companheiros de ANGRA, Kiko e Ricardo. Segundo por que gravamos no Midas, que é um super estúdio, e com um pessoal muito profissional e amigável. E terceiro porque foi uma experiência nova pra mim, gravar lendo (partitura), com praticamente todas as notas escritas pelo maestro Alexandre Guerra, e ao vivo, ou seja, todos tocando ao mesmo tempo. Estou ansioso pelo resultado!", declarou o baixista Felipe Andreoli.

Em paralelo, a banda ANGRA continua agendando sua nova turnê mundial em suporte ao seu sétimo álbum de estúdio, “Aqua”. Para mais informações de como ter um show do grupo em sua cidade, basta contactar a agência Base2 no telefone +55 11 3673-2758 ou no email shows@base2producoes.com.br.

25 de abril de 2011

Angra e Parangolé: matéria sobre plágio na rede Record.

Mais uma emissora buscou o assunto para dar sua versão sobre o plágio que o ANGRA sofreu. Na matéria o produtor Rick Bonadio cita exemplos de bandas que pediram autorização para outro cantor usar sua música, ou parte dela, coisa que o parangolé não fez ao copiar o riff de guitarra da música "Nova Era". Segundo a rede Record, o vocalista do grupo de pagode não quis se pronunciar, somente o guitarrista do grupo aceitou gravar entrevista. Ele adimite que o riff foi inspirado em uma video-aula do guitarrista do Angra, Kiko Loureiro. O Angra ainda não decidiu se vai pedir indenização ao grupo de pagode.

24 de abril de 2011

Angra: Banda aparece na mídia pelos motivos errados

O Angra entre 2006 e 2010 passou por seu inferno astral. Muito se falou sobre o futuro da banda já que inúmeras confusões passaram a ser o assunto principal. Mais recentemente foi o imbróglio na qual o principal personagem era o empresário da banda, o sr. Toninho Pirani, que também era um dos empresários por trás da revisa Rock Brigade. Inclusive o que se dizia à época era que o nome “Angra” havia sido vendido pelo empresário, o que traria sérios problemas para continuidade do projeto.

O mais curioso na história do Angra é que a sua formação aconteceu – baseada em algumas fontes – para aproveitar a boa onda do power metal no Brasil. Assim a ideia de Pirani era fazer um ‘super’ grupo, com músicos brasileiros que tocassem na vertente power. E ninguém pode dizer que o projeto não foi vencedor, uma vez que “Angels Cry” – ainda contando com Andre Matos, Marcos Antunes (que seria substituído por Ricardo Confessori) e Luís Mariutti – é, não só uma referência para o estilo, como ficou conhecido no mundo inteiro, com um turnê vitoriosa e disseminando o nome da banda, com seu front-man já conhecido por conta do trabalho com o Viper.

Por um desentendimento com Pirani, André, Confessori e Mariutti caem fora do projeto e o empresário convoca Edu Falaschi (Symbols), Felipe Andreoli (Karma) e Aquiles Priester (Hangar). A banda lança um dos melhores petardos da década passada; "Rebirth" coloca a banda em um patamar diferente da alcançada pela formação anterior, obviamente que graças a qualidade de seus integrantes e da célula mater mantida: os guitarristas Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt ainda estavam na luta pela sobrevivência da banda e que agora já era um dos maiores expoentes mundiais do estilo.

E quando você pensa que após uma nova mudança, a banda irá se estabilizar após diversas mudanças de formação, o empresário da banda é responsável pela maior confusão. Os fãs da banda perguntam pelo futuro do Angra e começam a pipocar, aqui e ali, motivos estranhos para colocar em xeque a continuidade da banda. Uns diziam que o nome da banda havia sido vendido (juntamente com tudo que estaria agregado ao nome Angra), outros falavam da briga interna dos integrantes, variando os ‘pugilistas’, ora Edu e Rafael, ora Aquiles e Edu. Especulações à parte, mais uma vez a banda – ou o que sobrou dela – deveria juntar seus cacos e pensar seu futuro.

Após jogar bastante coisa no ventilador, Aquiles é convidado a sair da banda. O baterista disse aos quatro cantos do planeta que a relação entre os membros era muito ruim. Verdade ou não, o integrante convidado a se retirar foi ele e a partir desta “auto-mutilação”, a banda foi atrás de um baterista para tentar se lançar novamente ao mercado. Porém antes seria necessário arrumar a casa nos bastidores. Sai Pirani (tava demorando hein?!) e entra Monica Cavalera (ex-esposa de Iggor Cavalera) para agenciar a a banda. Sem querer traçar nenhum paralelo, mas expressar a curiosidade: Gloria (esposa de Max) foi tida como uma das responsáveis pela saída de Max da banda Sepultura. Novamente a família Cavalera seria responsável por representar uma banda de alto porte.

O baterista Ricardo Confessori (Shaman) volta a integrar a formação e desta forma o Angra começou a pensar o seu futuro. Em 2009, após 3 anos de incertezas, a banda começa a gravação do sucessor de "Aurora Consurgens", disco que teve pouca repercussão justamente por não trazer o Angra coverizado. A banda havia dado sinais de que mais do que power, poderia fazer discos mais diretos, sem abrir mão do peso do metal. O disco não é ruim, o público é altamente conservador. Mais do que se enxerga.

As expectativas no disco que se chamaria "Aqua" eram enormes. Obviamente porque a banda tinha um cast diferenciado. Músicos experientes, talentosos, endossers de marcas importantes de instrumentos musicais. Importante observar que Edu substituiu Andre Matos sem que o músico fundador do Viper deixasse saudades. O viúvismo não foi intenso. Ou seja, ninguém pode esperar menos de um clássico em uma banda com Edu, Bittencourt, Loureiro, Andreoli e Confessori.

Veio "Aqua" e o disco não “aconteceu” no Brasil. Mesmo com uma turnê de bravura com o Sepultura, acredito que pouca gente pode dizer que "Aqua" é o melhor disco do Angra, independente da formação. O som é o mesmo. Power metal, associado a canções menos caracterizadas do estilo, mas nada que não se encontre em outros prateleiras, em outras bandas. Não sei se houve uma decepção geral, mas o impacto não ocorreu. Para traçar um paralelo, lembrem-se da euforia que tomou conta do mundo do metal quando “The Final Frontier” (Iron Maiden) e “Scream” (Ozzy Osbourne) – naquele mesmo ano – chegaram ao mercado. Artistas com história e fama cristalizados fizeram discos impecáveis em um período onde ninguém conseguia lançar trabalhos de qualidade, inclusive o Angra.

Bem ou mal a banda saiu em turnê na Europa, no Japão (para variar) e fez alguns shows no Brasil. Neste ano foi convidada para o Rock In Rio IV mas não iria se apresentar no palco principal com Gloria (?), Coheed and Cambria (??), Motorhead, Slipknot e Metallica. A banda estaria no palco Sunset juntamente com Tarja Turunen (ex-Nightwish). Vale lembrar que neste mesmo palco Sepultura, Matanza e Korzus irão fazer seus shows. Brasileiros sempre com complexo de inferioridade, mas este é tema para um outro texto.

E quando você fica aguardando por mais novidades do prosseguimento do "Aqua" (no site oficial há poucas notícias e datam de 2010), a banda vira notícia da semana no twitter, nos grandes sites (especializados em música ou não) pela acusação de plágio contra a banda Parangolé. A música plagiada é "Nova Era" ("Rebirth") e está na música "Asevixe", de “composição” da banda baiana especializada em axé.

Nem discuto o imbróglio, aliás, mais um. É clara a citação melódica na introdução da canção. Fico só pensando, o porquê de uma banda como o Angra ser apenas notícia quando envolvida em confusões, em fofocas ou mesmo em um caso de plágio. O que tem acontecido com os meios de divulgação no meio do rock? Por que o Angra não é alvo de matérias no Globo, no Terra, no Uol, para divulgar a turnê do Aqua, detalhes da produção e a repercussão do disco no Brasil e no mundo?

A banda deveria estar na mídia para falar sobre suas novidades, se planeja novo disco, se as coisas realmente já estão em paz. No entanto ganha espaço midiático por conta de mais um capítulo ridículo da música brasileira, onde uma banda se apropria de um riff de outra banda – que não tem relação alguma com a outra – sem que ninguém houvesse percebido antes.

A música não é mais o foco dos campos de comunicação. O cenário é mais importante. Os assuntos periféricos tornaram-se aquilo que vende e traz mais pages views para sites e blogs. Polêmicas são os motes. E é uma pena que não seja o trabalho da banda que esteja em primeiro plano. O Brasil precisa de representantes competentes em qualquer estilo musical e isso o Angra – a despeito do que eu penso sobre o último álbum – tem de sobra: competência e qualidade musical. Basta saber quem vai espalhar isso por aí…

Twitter do Autor: @dcostajunior
Twitter do Site: @aliterasom

16 de fevereiro de 2011

Angra: "este foi o início mais especial de turnê na Europa"

As bandas KATTAH e ANGRA começaram no último dia 11 de fevereiro sua turnê conjunta na Europa. O vocalista da banda ANGRA, Edu Falaschi, escreveu um breve depoimento aos fãs brasileiros sobre os dois primeiros shows ocorridos no velho mundo, Genk (Bélgica) e Pratteln (Suíça).Segundo Edu Falaschi: "Esse foi o início mais especial da turnê na Europa que eu já fiz! Temos a melhor e mais bem entrosada equipe da história do ANGRA e uma banda de abertura brasileira, o KATTAH! É a primeira vez que isso acontece em 20 anos de ANGRA! E eu me sinto muito orgulhoso por ter sido o ‘padrinho’ dessa oportunidade! Os dois primeiros shows, Bélgica e Suíça, foram ótimos em todos os aspectos! Temos muitos shows ainda pela frente e faremos com muita garra, honra e orgulho! Avante Brasil! Avante ANGRA! Avante KATTAH".Em paralelo, o vocalista Edu Falaschi está constantemente atualizando os seus canais do Twitter e Facebook, com fotos e vídeos da referida turnê.

18 de novembro de 2010

Angra: grupo apresenta a turnê "Aqua" em Porto Alegre

Uma das mais importantes bandas de rock brasileiras, o Angra, se apresenta no Bar Opinião (Rua José do Patrocínio, nº 834 – Cidade Baixa), no dia 05 de dezembro (domingo), trazendo à Porto Alegre a turnê do mais recente álbum da banda, AQUA, baseado na peça A TEMPESTADE, de Shakespeare e lançado em agosto no Brasil.

A turnê já passou por algumas cidades brasileiras, além de Japão e e Taiwan, onde a banda se apresentou em outubro.

“Porto Alegre sempre recebeu o Angra de braços abertos”, comenta o guitarrista Rafael Bittencourt. “Em diferentes fases e formações, o público do Rio Grande do Sul, de alto nível e seletivo, sempre nos apoiou. Levar este novo trabalho para os gaúchos será uma emoção! Porto Alegre, nos aguarde!", finaliza.

A banda Angra é formada por Rafael Bittencourt (guitarra), Kiko Loureiro (guitarra), Edu Falaschi (vocal), Ricardo Confessori (bateria) e Felipe Andreoli (baixo).

Serviço:

Angra em Porto Alegre
Local: Rua José do Patrocínio, nº 834 – Cidade Baixa
http://www.opiniao.com.br
Disque Opinião: (51) 8401.0104
Única apresentação dia 05 de dezembro
Horário: 21h

Abertura: Tierramystica e Daydream XI

DJ's: Flávio Soares e Alexandre "Thizyu" Nascimento

Ingressos:
1º lote: R$ 30,00 [ESGOTADO]
2º lote: R$ 35,00
3º lote: R$ 40,00
4º lote: R$ 45,00

Pontos de venda:
Lojas Multisom (Andradas 1001 e Shoppings Iguatemi e Praia de Belas)
A Place (Av. Voluntários da Pátria, 294 - Fone: (51) 3213.8150)
Zeppelin (Av. Marechal Floriano, 185 - Fone: (51) 3224.0668)

Vendas online:
http://www.opiniaoingressos.com.br/loja/

Para mais informações:
Mariana Laviaguerre
Assessoria de Imprensa Angra
marilaviaguerre@yahoo.com
(11) 9281 2653 begin_of_the_skype_highlighting (11) 9281 2653 end_of_the_skype_highlighting

6 de novembro de 2010

Angra: grupo paulista é confirmado no Rock In Rio 2011

A banda paulista Angra é mais um dos nomes confirmados para a edição 2011 de um dos festivais de música mais importantes do país, o Rock In Rio. O grupo agora junta-se a eclética lista de artistas nacionais anteriormente confirmados: Frejat, Ivete Sangalo, Marcelo D2, Sepultura, Dinho Ouro Preto, Pitty e Toni Garrido, entre outros.

O anúncio oficial aconteceu no último dia 04 de novembro, na capital paulista, durante a divulgação dos patrocinadores do evento, confirmando o quinteto no palco Sunset, o palco dos grandes encontros. “É com muita satisfação que fechamos com chave de ouro as negociações para o Angra e o Sepultura figurarem no Rock In Rio 2011. Eles farão parte da noite dedicada ao Heavy Metal e, certamente, são dois dos nomes mais representativos do estilo no país”, declarou a empresária Monika Cavalera.

O Rock In Rio acontecerá no final do mês de setembro e início de outubro em pleno Parque Olímpico Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, na zona oeste da capital fluminense. O local de 150 mil metros quadrados receberá investimentos da Prefeitura do Rio de janeiro da ordem de R$ 40 milhões - verba que já leva em conta a modernização do local para os Jogos Olímpicos de 2016.

A banda Angra é formada atualmente por Rafael Bittencourt (guitarra), Kiko Loureiro (guitarra), Edu Falaschi (vocal), Ricardo Confessori (bateria) e Felipe Andreoli (baixo).

Em paralelo, o Angra voltou recentemente de sua turnê pelo oriente, com datas em Taiwan e no Japão, para agora concentrar-se mais uma vez em apresentações no Brasil promovendo o álbum “Aqua”.

Para mais informações de como ter um show do grupo em sua cidade basta entrar em contato com a agência Base2 no telefone +55 11 3673-2758 begin_of_the_skype_highlighting +55 11 3673-2758 end_of_the_skype_highlighting ou no e-mail shows@base2producoes.com.br.

19 de setembro de 2010

Angra: Rafael Bittencourt fala sobre o conceito de "Aqua"

"Aqua" será lançado em 12 de outubro na América do Norte via SPV / Steamhammer. Este é o primeiro trabalho do Angra em quatro anos, sendo sucessor do "Aurora Consurgens", de 2006. O álbum estará disponível em quatro formatos (na América do Norte): uma edição limitada digipack que inclui um CD bônus com um resumo da "era Edu Falaschi", uma edição standard, a edição do LP duplo que inclui 3 faixas bônus, e como um download digital.

O guitarrista Rafael Bittencourt recentemente falou longamente sobre o conceito e a gravação de Aqua:

Aqui estamos nós novamente. Fazendo o que mais gostamos, que é levar nossa música para o mundo. Que incrível sensação de ter as nossas idéias se espalhando entre os fãs como as sementes que estarão crescendo, bem como as pessoas que se envolveram com o álbum. Finalmente, após quatro anos sem lançar nada, estamos trazendo o que na nossa opinião é uma das nossas melhores peças já composta ... "Aqua".

Há uma diretriz muito interessante para o álbum. Após a leitura do texto, algumas vezes descobrimos que o elemento água é o personagem principal da história. Ela muda em ciclos, transformando-se, transformando as coisas ao seu redor, representando a ira em picos, e em seguida, em perdão e calma. Tudo acontece depois de uma enorme tempestade que ocorreu em uma ilha da costa. Enquanto as águas selvagens estão vindo acima e abaixo, um navio e sua tripulação estão lutando para evitar um naufrágio.

Talvez por coincidência, este ano tivemos fortes tempestades que causaram enchentes, deslizamentos e outros problemas em muitas cidades brasileiras. Pudemos ver que a mesma coisa estava acontecendo em vários países quase ao mesmo tempo, ferindo e matando pessoas. Parece que as águas estão representando um momento de mudança. A vinda da Era de Aquário, o Apocalipse, as profecias sobre 2012 e outros assuntos foram surgindo ao redor de nossas conversas.

Queríamos um título que descrevesse de uma forma muito sucinta, o conceito. "Aqua" é a palavra latina para a "água" e resume toda a idéia por trás da peça de Shakespeare e nossos sentimentos deste momento marcante.

"The Tempest" é também um trabalho muito misterioso e único de Shakespeare. Foi a última peça que ele tinha escrito e ela é cheia de declarações pessoais. Toda vez que você ler descobre algum novo aspecto da construção ou alguma curiosidade escondida dentro das linhas.

A história é sobre um rei chamado Próspero e sua filha Miranda. Eles ficaram exilados numa ilha que era suposto ser um terreno baldio. A ilha não era tão deserta e eles construíram uma vida juntos com as criaturas mágicas daquele lugar muito encantado.

Os planos de vingança de Próspero contra os seus adversários traídores causam, por meio da magia, uma enorme tempestade sobre o navio que os transporta. Ele finalmente perdoa os maus atos de seus inimigos quando ele percebe que esses atos não o prejudicaram como estavam destinados.

Assim, a água representa a chegada da maturidade de Próspero e todas as transformações e os ciclos que levaram a esse ponto. Nós também estávamos passando por uma série de processos de renovação e queríamos expressar a idéia de renovação. Deixando de lado os maus sentimentos e pensamentos existe um tema comum entre este texto de Shakespeare e "Aqua". A tempestade nos ajudou a descrever mais claramente nossas emoções neste momento.

Embora este álbum soe muito diferente de nosso anterior, "Aurora Consurgens", não há muitas diferenças musicais entre o "Aqua" e os nossos três últimos álbuns. Tentamos manter a idéia de combinar com o metal progressivo, clássico, brasileiro, étnico, pop e muitos outros estilos.

A grande diferença é que desta vez estávamos realmente atingidos pela inspiração. Assim, escrevemos cerca de trinta músicas boas, e acabamos escolhendo as dez melhores fora da grande lista que tínhamos. Toda a atmosfera de companheirismo e trabalho em equipe foi capturada nas faixas. Nós realmente ajudamos uns aos outros em cada detalhe e é isso que fazem as canções tão poderosas e especiais.

Outra diferença importante é que o baterista Ricardo Confessori está de volta na banda. Isso só foi possível após as sessões de gravação do projeto "Bittencourt Project – Brainworms I", e ele então tocou em algumas faixas.

Desde então, nós recuperamos nossa confiança e amizade. Nós tivemos alguns ensaios com o Angra onde ele ensaiou canções da era antiga e nova da banda. Além disso, apresentamos a ele algumas idéias novas para organizar e ele nos mostrou que tinha mantido a sua criatividade e musicalidade graciosa. Demos boas risadas lembrando das coisas que fizemos juntos no passado e como a mistura da música brasileira representou uma qualidade muito significativa na nossa era pré-"Rebirth".

Assim, "Aqua" representa onde estamos agora. E esperamos que ele seja lembrado como um de nossos grandes álbuns clássicos, porque ele foi feito com grande paixão, foco e dedicação. Esperamos que cada detalhe dessas músicas cuidadosamente novas possam ajudá-los através de sua própria época de mudança. Então, preparem-se para mergulhar profundamente em um oceano de sensações e flutuar com as diversas atmosferas líquidas que estarão mudando enquanto você escuta e prosseguirão sempre mudando à medida que você ouvir mais vezes. Bem-vindo às águas giratórias de "Aqua".

Tracklist:

Edição Limitada Digipak:

CD1
'Viderunt Te Aquæ'
'Arising Thunder'
'Awake From Darkness'
'Lease Of Life'
'The Rage Of The Waters'
'Spirit Of The Air'
'Hollow'
'Monster In Her Eyes'
'Weakness Of A Man'
'Ashes'

CD2 (CD Bônus Edu Falaschi Era):
'Nova Era'
'Rebirth'
'Hunters And Prey'
'Spread Your Fir'
'Waiting Silence'
'The Course Of Nature'

Edição standard:
'Viderunt Te Aquæ'
'Arising Thunder'
'Awake From Darkness'
'Lease Of Life'
'The Rage Of The Waters'
'Spirit Of The Air'
'Hollow'
'Monster In Her Eyes'
'Weakness Of A Man'
'Ashes'

LPL

Lado 1
'Viderunt Te Aquæ'
'Arising Thunder'
'Awake From Darkness'
'Lease Of Life'

Lado 2
'The Rage Of The Waters'
'Spirit Of The Air'
'Hollow'

Lado 3:
'Monster In Her Eyes'
'Weakness Of A Man'
'Ashes'

Lado 4:
'Nova Era' (bonus track)
'Spread Your Fire' (bonus track)
'The Course Of Nature' (bonus track)

10 de setembro de 2010

Angra (Bahia Café Hall, Salvador, 28/08/10)

Depois de ficar quatro anos sem gravar devido a problemas internos e de empresariamento que quase resultaram no fim da banda, o Angra lança “Aqua”, seu novo álbum conceitual e o sétimo da carreira, totalmente baseado na obra do poeta inglês William Shakespeare – “A Tempestade” – e produzido pelo próprio grupo. Além de trazer de volta à cena uma das melhores bandas de Heavy Metal do país, o disco também marca o retorno do baterista Ricardo Confessori.Foto da chamada: Antonio CezarA cidade escolhida para o primeiro show da turnê mundial foi Salvador, no Bahia Rock Festival, que recebeu muito bem o grupo e lotou o espaço com um público em torno de 3.000 pessoas, receptivo e ansioso para ver a banda executar as novas músicas.Antes da apresentação do Angra aconteceu o show da banda baiana de Thrash Metal Minus Blindness que também estava lançando seu CD “Vile Veil”. O guitarrista Ricardo Primata, que participou do disco, estava presente e foi chamado para tocar a faixa “Red Sun Rise”. Na parte final do show, a vocalista da banda Templarius, Inis Leahyo, e o guitarrista Vitor Matos (Cobalto), fizeram um tributo ao melhor vocalista de todos os tempos, Ronnie James Dio, com a música “Holy Diver”.Poucos minutos depois teria início o show do Angra e a expectativa era enorme por parte do público. A impactante intro “Viderunt Te Aquæ” com a sequência imediata de “Arising Thunder” surtiram um excelente efeito ao vivo e mostraram que a banda estava realmente de volta e na sua melhor forma. O show seguiu com alguns clássicos da primeira formação como “Angels Cry” e “Silence And Distance”, sendo executados de forma brilhante pelo vocalista Edu Falaschi, que aproveitou para interagir e agradecer ao público que sempre os receberam tão bem em Salvador. Após a execução de “Deus Le Volt” e “Spread Your Fire”, é a vez de mais uma faixa do “Aqua” - “The Rage Of The Waters”, que vem sendo considerada uma das melhores do novo álbum. Na sequência, “Heroes Of Sand”, uma das preferidas dos fãs e considerada por muitos como uma das melhores do show, com uma performance arrasadora de Edu Falaschi. Fechando a primeira parte, “The Voice Commanding You”, do álbum anterior “Aurora Consurgens”.O grupo inicia o set acústico com “Wishing Well” do quinto disco “Temple Of Shadows”. Essa parte do show tem opiniões diversas. Uma parte do público acha cansativo e outros gostam muito justamente por mostrar os integrantes de forma mais intimista e descontraída. Mesmo assim, a maioria concorda que “Late Redemption” é sempre um dos momentos mais bonitos, principalmente quando o público canta os versos de Milton Nascimento. Finalizando o acústico, “Bleeding Heart”, com uma grande participação dos fãs.Voltando ao palco para a parte final do show, é a vez de “Lisbon”, do álbum “Fireworks”, que Falaschi vem conduzindo com muita personalidade. Na sequência, mais uma inédita - “Awake From Darkness”, seguida de “Rebirth”, do disco homônimo, “Crossing” e “Nothing To Say”, do “Holy Land”. Finalizando, “Carry On”/”Nova Era” interligadas, como a banda já vinha fazendo nos shows anteriores, e “Gate XIII” no encerramento.Um set list bem variado, abrangendo toda a carreira do grupo em um show que mostrou o total entrosamento entre os músicos, visivelmente felizes pela superação de um período difícil, pelo retorno à estrada, e principalmente, pelo lançamento de mais um disco marcante em sua carreira.Set List:
Viderunt Te Aquæ
Arising Thunder
Angels Cry
Silence And Distance
Waiting Silence
Deus Le Volt!
Spread Your Fire
The Rage Of The Waters
Heroes Of Sand
The Voice Commanding You
Wishing Well (acústica)
Late Redemption (acústica)
Bleeding Heart (acústica)
Lisbon
Awake From Darkness
Rebirth
Crossing
Nothing To Say
Carry On/Nova Era
Gate XIIILine Up:
Edu Falaschi – Vocal
Kiko Loureiro – Guitarra
Rafael Bittencourt – Guitarra
Felipe Andreoli – Baixo
Ricardo Confessori – Bateria
Daniel Santos – Teclado (convidado)

8 de setembro de 2010

Angra: uma das atrações do Sun Rock Festival

A banda Angra, que atualmente se encontra em turnê mundial em suporte ao álbum “Aqua”, é uma das atrações confirmadas na nova edição do Sun Rock Festival.Programado para os dias 11 e 12 de setembro, o Sun Rock Festival espera reunir em seus dois dias mais de 60 mil pessoas no gramado do estádio Almeidão. As atrações confirmadas para o sábado, dia 11 de setembro, são: Unidade Móvel (PB), Sonzera Band (RN), Shock (PB), Cachorro Grande (RS) e Scorpions (Alemanha). No domingo, dia 12 de setembro, se apresentam Terra Prima (PE), Matanza (RJ), Children Of The Beast (SP), Angra (SP) e Sepultura (MG).O Sunrock Festival é um evento que reúne anualmente grandes representantes do Rock e Metal dos cenários nacional e internacional na cidade de João Pessoa, capital da Paraíba. Este ano o evento será marcado com a maior infra-estrutura direcionada ao Rock na Capital paraibana, e terá um palco maior instalado no estádio de futebol da cidade, o José Américo de Almeida, o Almeidão. O festival intenciona dar início a uma sequência de grandes shows com o objetivo de inserir João Pessoa, em definitivo, no mapa dos grandes eventos de música Pop da América Latina.

Para mais informações sobre o Sun Rock Festival 2010, basta visitar o site oficial do evento: Sun Rock Festival

Serviço:

Angra - Sun Rock Festival

Data: 12 setembro de 2010
Local: Estádio José Américo de Almeida, o Almeidão
Horário: 15h00 horas
Classificação: 16 Anos
Ingressos: R$ 50,00; R$ 100,00; R$ 175,00; R$ 180,00 e R$ 200,00
Informações: 4003-1212

7 de setembro de 2010

Angra: "Aqua" entre os mais vendidos da Livraria Saraiva

O sétimo disco de estúdio da banda paulista Angra, o recém lançado “Aqua”, ocupa hoje a 11º posição dos álbuns mais vendidos da Livraria Saraiva em sua lista “Top 500” a partir de 23 de agosto ao dia 29 do mesmo mês.Juntamente com o ANGRA, fazem parte da seleta lista importantes nomes dos cenários da música brasileira e mundial, tais como: Iron Maiden, Justin Bieber, Glee, Tom Jobim, Ray Conniff, Celine Dion, Djavan, entre outros.Para mais informações de como adquirir o CD “Aqua” nas livrarias Saraiva espalhadas por todo o país, basta visitar o site oficial da empresa: Livraria Saraiva.Em paralelo, o Angra continua agendando sua nova turnê mundial em suporte ao seu sétimo álbum de estúdio, “Aqua”, lançado no Japão no último dia 11 de agosto e posteriormente no mercado brasileiro dia 17 do mesmo mês.

16 de agosto de 2010

Aqua - Angra

Na última quarta-feira (11), os músicos brasileiros do Angra abriram as portas do estúdio Norcal, em São Paulo/SP, para que a imprensa pudesse escutar com exclusividade o disco “Aqua”, seu sétimo lançamento de estúdio. Quatro anos depois do mediano “Aurora Consurgens” (2006), o quinteto – que agora conta com o baterista da formação clássica, Ricardo Confessori, de volta às baquetas – assumiu por conta própria a produção do álbum, o que parece ter sido uma escolha mais do que acertada. Com total e completo controle criativo, vemos um Angra retomando a evolução iniciada em “Temple of Shadows” (2004). “Aqua” tem todos os elementos clássicos que sempre se espera da banda, mas ampliando o flerte com o rock progressivo, fugindo de soluções simples ou refrões fáceis. O resultado final é intenso, moderno, criativo, poderoso. E com um detalhe fundamental: a volta definitiva aos elementos sonoros étnicos, em especial aqueles tipicamente brasileiros, que sempre foram marca registrada do grupo. É o Angra seguindo para o futuro, mas sem deixar o passado de lado.
“Podemos dizer que o retorno e o reforço dos elementos étnicos foi bem pensado, já que trouxemos o Ricardo de volta e isso é uma coisa natural no som dele, dentro e fora do Angra”, explica o guitarrista Rafael Bittencourt, durante uma rápida e despojada entrevista exclusiva concedida ao Whiplash no dia da audição. “Mas isso também é uma coisa orgânica, que sempre esteve em nós, na nossa sonoridade. Então, também é natural para nós misturar estes elementos no som da banda”, completa.Além da sonoridade étnica, o que “Aqua” traz de volta é um conceito único, repetindo seguidamente o que acontece com sua discografia desde “Rebirth” (que a própria banda fez questão de dizer que também era um disco conceitual). No caso de “Aqua”, a opção foi por contar a história de “A Tempestade” – considerada a última peça do escritor inglês William Shakespeare e que mistura amor e vingança em uma trama ambientada numa ilha habitada pelo poderoso mago Próspero e sua filha Miranda. O outro guitarrista, Kiko Loureiro, explica: “Apesar de toda a intimidade que temos, somos todos compositores bem diferentes. Trabalhar um conceito único ajuda a manter todos num mesmo foco, caminhando musicalmente numa mesma direção”.A respeito deste trabalho em grupo, o vocalista Edu Falaschi reflete a opinião de todos ao dizer que, quase dez anos depois, a relação desta “nova” formação reunida desde o disco “Rebirth” continua melhorando a cada dia. “A gente se entende cada vez melhor, já sabe o que fazer em termos de arranjo, o que encaixa ou não”, complementa o baixista Felipe Andreoli. “Melhorou a facilidade e a familiaridade com que a gente faz as coisas. Estamos cada vez mais entrosados”, diz Kiko. “Para este disco, tínhamos muito mais material, muito mais canções que pudemos colocar na mesa para selecionar o repertório final”, afirma.E embora uma parcela catastrofista dos fãs afirmasse que a participação dos integrantes da banda em diversos projetos paralelos (Almah, Bittencourt Project, Freakeys, Karma) pudesse anunciar o fim do grupo, os músicos discordam. Para eles, este tipo de atividade só ajudou a trazer novas experiências e sonoridades ao Angra – que, eles fazem questão de frisar novamente, é a sua atividade principal. “Mais do que músicos do Angra, somos todos músicos. Nossos amigos também são músicos, são pessoas que curtem tocar. A música, para nós, acaba não sendo apenas trabalho, mas também é hobby”, explica Felipe. “Pra nós, tocar é mais do que música, é um lance de estar com os amigos, com pessoas que gostamos. Quando não estou tocando no Angra, estou tocando com o Kiko, com o Rafael, com o Edu, com outros amigos”, conta.Além da relação interna entre os integrantes, Rafael destaca que também vem melhorando substancialmente a relação do Angra com seus fãs. “Quanto mais tempo uma banda tem de estrada, mais parece aumentar a diferença entre a reação dos fãs e a da crítica. E sabemos que os fãs estão recebendo muito bem o novo disco”, opina. Para Felipe, no entanto, saber o que os fãs mais gostam no som do Angra não faz com que a banda acabe se “podando” ou “censurando” artisticamente. “Acho que é uma coisa que fica no nosso subconsciente, sabe? Nós naturalmente entendemos os nossos limites, até onde podemos chegar. Quando o Rafael compõe alguma coisa, por exemplo, ele sabe o que tem ou não a cara do Angra. E ele traz apenas o que se encaixa”, exemplifica. “Até porque a banda tem uma estética própria, não faz sentido pensarmos em algo fora deste conceito. Então, o bom senso vai sempre prevalecer”, adiciona Kiko.Sobre o eterno fantasma da formação que trazia o vocalista André Matos à frente, o Angra admite que mesmo depois de nove anos, as cobranças e os questionamentos da imprensa e dos fãs continuam. Mas eles não consideram este processo como uma coisa necessariamente negativa. “As lembranças da formação antiga vão existir sempre, não tem como fingirmos que este pedaço da história do grupo não existiu”, afirma Edu, alvo eterno das comparações com André. Para ele, exemplos como a divisão dos fãs em casos como Ozzy x Dio (Black Sabbath) e David Lee Roth x Sammy Hagar (Van Halen) são a prova inconteste da importância de cada etapa, sem que um apague o talento do outro. “O vocalista caracteriza bastante a banda, não tem jeito”, confessa Rafael. “E isso é algo que não temos que esquecer mesmo, faz parte da nossa história, nunca quisemos apagar esta parte do nosso passado”. Felipe concorda: “Tanto não queremos apagar isso que sempre tocamos as músicas antigas, nem temos a intenção de tirar isso do repertório. É a nossa história e é uma história boa”.E aproveitando o momento “questões cabeludas”, Rafael ecoa os outros integrantes quando diz que não agüenta mais responder perguntas sobre os problemas envolvendo o empresário, Toninho Pirani, epicentro de uma recente série de problemas financeiros e legais que, mais uma vez, quase acabaram com a banda – antes da saída do baterista Aquiles Priester. “Na verdade, a gente não gosta muito de ficar falando muito desta coisa de empresário, da parte de negócios da coisa, sabe? Eu poderia ficar horas falando da parte artística, das músicas, do conceito. Até mesmo explicar um milhão de vezes a história do nome da banda não me incomoda”, afirma. “Mas ficar repetindo sem parar estas coisas de business sem parar não tem nada a ver com a música, que é o que importa no final”O DISCOEntão, vamos falar sobre a música, já que é o que importa mesmo. Definitivamente, a sensação de que a seleção de “Arising Thunder” para ser o primeiro single e a faixa de abertura de “Aqua” foi equivocada fica clara assim que se chega à terceira faixa, “Awake from Darkness”. Tudo bem, “Arising Thunder” pode ser uma boa música, vibrante e até empolgante. Mas é um tanto óbvia, um metal melódico em ritmo acelerado, com o pedal duplo funcionando a toda e a guitarra berrando alucinadamente. “Awake from Darkness” deixa claro que “Arising Thunder” está longe de ser representativa do restante das faixas de “Aqua”. A música já começa com o bem-vindo retorno étnico brazuca, uma batida de bateria com ecos de baião, cortesia de Ricardo, especialista no assunto. O baixo ritmado de Felipe pega pesado, as guitarras de Kiko e Rafael são ganchudas – e ainda somos surpreendidos por um interlúdio de piano/violino pré-solo, bem no meio da canção. A mesma sensação causa “The Rage of the Waters”, que mistura pitadas de música nordestina com uma furiosa levada de metalzão tradicional. O jogo definitivamente virou.Depois de uma abertura com efeitos tecnológicos, “Hollow” traz aquele clássico e nervoso riff thrash metal que pelo menos uma das canções do Angra tem que ter em cada disco. Mas a quebradeira com seus momentos de violência consegue abrir, harmoniosamente, espaço para um momento de guitarra claro e cristalino, que remete a um certo Clube da Esquina. Relembrando “The Shadow Hunter”, a climática canção “Spirit of the Air” se inicia com uma levada espanhola, indo e voltando facilmente da porrada para a balada, caminhando para uma quebra épico-pomposa com direito a coral e fechando com um tema meio árabe. E o que poderia ser uma mistureba sem tamanho funciona perfeitamente integrada.“Aqua” tem direito até a sua “Make Believe” particular, a ótima “Weakness of a Man”. Trata-se de uma música sem medo de flertar com a inspiração pop e que, ouso dizer, tem até momentos em que dá para chamá-la de “dançante”. E isso, por mais que os bangers tradicionalistas pensem o contrário, não faz com que “Weakness of a Man” fique menos heavy metal. Mesmo a bonitinha balada “Lease of Life”, que parece quebrar um pouco o ritmo de “Aqua”, continua sendo bem interessante, em especial pela guitarra que, antes do solo meio rock ‘n roll, arrisca até uma levada meio bossa nova. Mas talvez a faixa mais corajosa de “Aqua” ainda seja mesmo “A Monster in Her Eyes”, que traz uma das interpretações mais variadas de Edu. Ele começa quase declamando, como um bardo, em tom medieval, mas depois o bicho pega, levando-o a trechos bem mais agressivos e cheios de fúria, relembrando o tipo de desempenho que estamos acostumados a ver no Almah.Para finalizar o disco, outro excelente momento, escolhido a dedo: “Ashes”. O teclado tétrico, soturno, quase filme de terror, já dá a dica do que vem a seguir. O vocalista aproveita a letra que fala justamente sobre o último ato da peça para entregar uma performance etérea, um musical com clima sombrio, do tipo ópera-rock. Perfeito.É claro que, numa primeira audição, você já sabe dizer se gostou ou não deste ou daquele disco. Opinião todo mundo tem na ponta da língua, ainda mais nesta era internética. Mas “Aqua” é o tipo de produção que merece pelo menos mais umas duas ou três escutadas detalhadas, cuidadosas. Não é uma obra fácil de definir, de rotular, de dizer que é metal isso ou aquilo. Dá para dizer, no máximo, que é o Angra retornando à ótima forma, soando como o Angra clássico. E isso já é mais do que positivo.

7 de agosto de 2010

27tweetsretweet Angra: “Lease Of Life” nas palavras de Edu Falaschi

A banda Angra está prestes a lançar no mês de agosto o seu sétimo álbum de estúdio, “Aqua”, e como prévia para o seu lançamento disponibilizou o single “Arising Thunder” para download gratuito e veiculou “Lease Of Life” na Kiss FM, importante rádio de São Paulo.Agora, os músicos do Angra soltarão periodicamente suas impressões acerca de cada faixa contida em “Aqua”, até que o material físico seja lançado dia 11 de agosto no mercado japonês.O primeiro a discorrer sobre a obra é o vocalista Edu Falaschi, que revelou mais detalhes sobre a quarta faixa do supracitado trabalho, “Lease Of Life”:“Olá pessoal.Gostaria de apresentar a vocês uma canção muito especial para todos os músicos do ANGRA: "Lease Of Life".Bem, esse é o momento de falarmos em “Lease Of Life”, que apresentamos na Kiss FM e que vazou posteriormente...Eu compus essa música totalmente no piano. Inicialmente eu criei o tema principal que está presente durante toda canção, depois fui improvisando até ter todo o instrumental completo e por fim eu escrevi o Refrão, que curiosamente só aparece no final da música.Eu acho que isso deu uma dramaticidade encantadora que faz a música ir crescendo até explodir num “Gran Finale” cheio de emoção e romantismo. O que foi perfeito para sustentar a estória dessa canção.Nela eu descrevo o amor proibido entre Miranda, filha de Prospero e Ferdinando, o sobrinho traidor. Essa música, acredito eu, ser umas das mais belas baladas que eu já escrevi na minha carreira! Ela é madura e possui um arranjo bastante interessante, além de possuir um refrão que tem umas das melodias de que eu mais gosto."Edu FalaschiEm paralelo, o Angra continua agendando sua nova turnê mundial em suporte ao seu sétimo álbum de estúdio, “Aqua”, a ser lançado no Japão no próximo dia 11 de agosto e posteriormente no mercado brasileiro dia 17 do mesmo mês.A data de lançamento do álbum “Aqua” no mercado europeu ainda está indefinida, mas está prevista para acontecer no mês de setembro.

25 de julho de 2010

Angra: Rafael Bittencourt em homenagem a Wander Taffo

O guitarrista das bandas Angra e Bittencourt Project, RAFAEL BITTENCOURT, participou no último dia 17 de julho de um evento em homenagem ao também guitarrista Wander Taffo, falecido em maio de 2008. Idealizado pela Fatima Taffo, irmã-gêmea do Wander, o show tributo ao músico ocorreu no auditório do Sesc São José dos Campos.

Além de RAFAEL BITTENCOURT, marcaram presença no show os instrumentistas Andria Busic, Ivan Busic e Marcelo Souss (a cozinha da Banda Taffo), mais os convidados Maurício Gasperini, Michel Leme, Chris McCarthy e Marco Bavini, se apresentando sob uma imensa rosa branca ao fundo do palco.

Em paralelo, RAFAEL BITTENCOURT e a banda Angra continuam agendando sua nova turnê mundial em suporte ao seu sétimo álbum de estúdio, “Aqua”, a ser lançado no Japão no próximo dia 11 de agosto e posteriormente no mercado brasileiro dia 17 do mesmo mês.

A data de lançamento do álbum “Aqua” no mercado europeu ainda está indefinida e em breve será notificada à mídia especializada.

15 de julho de 2010

Angra: disco será "musicalmente superior aos anteriores"

Kiko Loureiro disse ao site da revista Guitar Player que "Aqua", o novo disco do Angra, é "musicalmente superior aos anteriores": "Aqua traz elementos de toda a carreira do Angra. Nossos pontos marcantes e nossas influências estão diversas. Porém, carrega a maturidade de uma banda de quase 20 anos e nossas aspirações como músicos já experientes mescladas aos novos elementos que descobrimos ao longo do tempo. Elementos mais modernos, experimentações, deixamos de lado muitos dos clichês do estilo".

3 de julho de 2010

Angra: possível nome e data de lançamento de CD na Europa

De acordo com o site da SPV, gravadora do Angra na Europa, o novo álbum da banda deverá se chamar "Aqua" e a data de lançamento está prevista (pelo menos na Europa) para o dia 24 de setembro. Essa informação foi divulgada por uma provável pré-venda do site, aonde é mostrado o nome do álbum e a data, apenas a capa não aparece.

20 de junho de 2010

Angels Cry - Angra

Brasil. 1992. O Heavy Metal Melódico a pouco estourava em todo o mundo e dava inicio à sua próspera trajetória com o Helloween. Bandas e mais bandas começavam a surgir. Em terras brasileiras, André Matos, Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Luis Mariutti e Ricardo Confessori dariam início a uma das entidades metálicas brasileiras de maior respeito lá fora. Charlie Bauerfeind e Sascha Paeth foram os homens que minimizaram a inexperiência do quinteto.Com Alex Holzwarth assumindo as baquetas (Confessori entraria tempos mais tarde), participações de Kai Hansen, Thomas Nack e Dirk Schlachter (todos do Gamma Ray), produção perfeita, detalhada e cuidadosa (aliado ao perfeccionismo declarado de André Matos), composições transbordando criatividade, talento, técnica, ritmos brasileiros incorporados ao metal melódico, clássico, pesado e com uma atuação irretocável de todos os músicos, “Angels Cry” veio e se tornou um clássico imortal do metal melódico mundial.Disco de ouro no Japão, muito bem vendido na Europa e América do Sul, “Angels Cry” foi um fenômeno. Imprensa embasbacada, shows lotados... Um clima de euforia e entusiasmo cercava os rapazes e eles corresponderam muito, muito bem. São clássicos atrás de clássicos, músicas de qualidade altíssimas, tudo executado com perfeição e brilhantismo.“Unfinished Allegro”/“Carry On”, a dobradinha mais famosa do metal melódico, é o maior clássico do grupo até hoje. Após a introdução, a velocidade, melodia e empolgação de “Carry On” invadem o ambiente sem que você se dê conta. Êxtase é o que melhor define a sensação de ouvi-la, a maior referência, o maior exemplo do som criado pelo grupo, A N G R A, com todas as letras.“Time”, “Angels Cry” e “Stand Away” são composições recheadas de tudo que o Angra tem de melhor: melodia; influências clássicas; guitarras dobradas, em harmonia ou em perfeito contraponto; peso; violões; backing vocals sentimentalistas; passagens instrumentais que te fazem pensar duas vezes se aquilo é real. São balanceados momentos mais pesados com mais melódicos, aliando emoção e classicismo, técnica com talento, criatividade com agressividade, ritmos brasileiros com heavy metal e tudo de melhor que você pode esperar.“Never Understand” exigiu demonstrações para que Alex Holzwarth pegasse o jeito da coisa. Temos de concordar que baião com metal não é muito comum, foi o primeiro experimento dentro do estilo, e, portanto, foi difícil para um alemão entender. “Wuthering Heights”, cover de Kate Bush, não destoa do cd, foi colocada no lugar certo, e personalizada com o devido cuidado pela banda. “Streets of Tomorrow” tem riffs pesados e destruidores, é a composição mais pesada do álbum. E se você começa em estado êxtase, “Lasting Child” te leva ao nirvana, intimista e clássica, emotiva e tocante, perfeita para fechar a obra.As letras são maravilhosas, poéticas e realistas, “Angels Cry” (a música) aborda o sofrimento das crianças brasileiras, são exemplos de magnificência de André Matos como compositor. Um álbum que virou referência de metal melódico em todo o mundo, que influenciou muitos músicos e que maravilhou muitos ouvintes, “Angels Cry” soa ontem, hoje e sempre, insuperável.

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