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21 de fevereiro de 2012

Kurt Cobain: se estivesse vivo, estaria completando 45 anos

Se estivesse vivo, Kurt Donald Cobain, completaria 45 anos nesta segunda-feira(20). Conhecido por criar uma das canções que marcaram uma geração, Kurt Cobain foi mais uma verdadeira vítima da coincidência dos 27 anos.

Formou o NIRVANA, com seu amigo de infância Novoselic (guitarra) em 1988 e logo um ano após a criação do grupo - com Kurt nos vocais, Novoselic na guitarra e Dave Ghrol na bateria- já lançaram o primeiro álbum da carreira, Bleach. A crítica elogiou, mas a maior parte do público não deu muita importância.

O sucesso veio, e não demorou muito para aparecer. 2 anos e meio depois... o NIRVANA ganhou o título de ''Melhor Banda da Atualidade'' e se imortalizou nas bandas em que jamais serão esquecidas após lançar Nevermind e ter ''Smells Like Teen Spirit'' como single de abertura. Um dos motivos da banda ser o que foi durante algum tempo foram estes.

Algumas semanas se passaram e a notícia chegou fervendo aos caras do grupo: ''Nevermind já vendeu em todo o Hemisfério Norte um número aproximado de 822 mil cópias!". Foi ai que a vontade da banda e de toda a equipe que envolvia o NIRVANA cresceu ainda mais, para trabalhar em novos projetos, enfim, para crescer ainda mais. Mas não era mais preciso, a marca já estava registrada: Nirvana é o mais recente grupo a entrar para os ''imortais'' de toda a história do Rock n' Roll.

Durante os últimos anos de sua vida, Kurt passou a ter inúmeros problemas psicológicos após casar-se com a problemática Courtney Love. Dentre estes problemas estavam, a pressão psicológica, a fama e a imagem pública que afetavam Cobain por inteiro.

Estes poucos anos de carreira foram o suficiente para Kurt & Nirvana mostrar para todo mundo, que não se precisa de tanta frescura para compor, para gravar um álbum. Basta ser sincero e mostrar tudo o que você sabe nas letras.

Os últimos anos do NIRVANA foram totalmente frios, pela causa dos problemas pessoais em que Kurt enfrentava dentro e fora dos palcos. Se tornou viciado em heroína, causando inúmeros problemas dentro e fora dos palcos, tanto publicamente quanto em sua vida particular.

No total de sua carreira, foram 6 álbuns. Sendo 3 gravado em estúdio e 3 ao vivo. Se formos somar todos as cópias vendidas, destes 6 discos dará um número de: 511,2 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.

A Morte

A morte de Cobain ocorreu no ano de 1994, mais exatamente no dia 8 de abril. Deixando o mundo do Rock n' Roll, novamente, em luto.

O corpo de Kurt foi encontrado em sua casa, na cidade de Seattle (Estados Unidos) com uma arma ao lado. Levantando a suspeita do líder do NIRVANA ter cometido suicídio. Suspeita em que se tornou uma convicção, afinal ele tinha deixado um comunicado sobre a sua morte.

Testemunhas dizem que Kurt Cobain já havia tentado suicídio algumas vezes, mas que não obteve sucesso.

6 de outubro de 2011

Nirvana: Kurt tentou se matar três vezes antes de conseguir

COURTNEY LOVE revelou que KURT COBAIN tentou se matar três vezes antes de conseguir em 1994.

Em uma entrevista reveladora à revista estadunidense Vanity Fair, Love foi questionada sobre o que faria se o frontman do NIRVANA reaparecesse.

Respondendo que ela ‘o mataria’ pela dor que ele causou aos seus próximos, ela acrescentou admitindo que seu suicídio não foi a primeira vez que ele tentara tirar sua vida.

‘Ele tentou se matar três vezes!’, ela disse, dizendo que Cobain tinha tido overdoses em várias ocasiões.

‘Ele teve overdose pelo menos cinco vezes. Eu era a porra do SAMU. Eu estava sempre enfiando agulhas no saco dele.’

Ela também disse que carregava uma lata de Narcan, referindo-se à droga usada para trazer usuários de heroínas em overdose de volta à vida.

Love também explicou que o casal tinha problemas financeiros.

“Nós nunca conseguíamos achar nosso dinheiro,” ela disse. “Nós tínhamos $ 135 mil em nossa conta corrente. Eles diziam que se ele fosse tocar no Lollapalooza ele ganharia US$ 11 milhões… você acha que Kurt teria se matado se ele soubesse que tinha US$ 54 milhões?”

28 de setembro de 2011

Grohl: "quase saí do Nirvana depois de críticas de Cobain"

Uma nova biografia sobre a vida do vocalista do FOO FIGHTERS Dave Grohl, afirma que o ex-baterista do NIRVANA quase saiu da banda em 1993, depois de ouvir Kurt Cobain discutir algumas falhas, durante em um vôo de Seattle para Los Angeles.

"Kurt era meio fodido. E ouvi ele falando coisas sobre o meu jeito de tocar bateria", lembra Grohl em sua biografia intitulada "This Is a Call: The Life and Times of Dave Grohl" que chega às livrarias em dezembro. "Eu só quero tocar música. Eu não quero me importar com ninguém dizendo loucuras".

Aparentemente, Cobain chegou a dizer que queria que Grohl tocasse como o baterista Dan Peters, quando passou um breve período nas baterias da banda antes de Grohl. Neste ponto de sua carreira tumultuada no Nirvana, o livro afirma que a banda se dividiu em duas facções, com Cobain e sua esposa Courtney Love de um lado, e o baixista Krist Novoselic e Grohl do outro.

O autor acredita que, caso Cobain não tivesse se suicidado em 1994, o Nirvana ainda estaria ativo, mas provavelmente sem Grohl na banda. "Dave estava ciente de que o Nirvana era a banda de Kurt e Krist, e como amigos durante vários anos, eles partilhavam uma ligação que ia além da música. Em algum momento sinto que Dave perderia o contato com a dupla."

24 de setembro de 2011

Nirvana: "Nevermind" completa 20 anos e ganha clipe

Há vinte anos, no dia 24 de setembro de 1991, era lançado o álbum Nevermind da banda americana Nirvana. Ainda fruto do final da década de 1980, Nevermind seria mais um disco de rock independente numa época assolada por Michael Jackson, boy’s bands e cabeludos do heavy metal. Porém, o disco quebrou o mainstream, tirou Michael Jackson do topo das paradas e transformou o grunge melancólico e a cidade de Seattle no centro do mundo.

Desde o seu lançamento, Nevermind já vendeu mais de 30 milhões de cópias. Recentemente, o jornal inglês The Guardian citou o disco como um dos eventos mais importantes da história do rock.

Para comemorar a data, a agência de comunicação digital de Belo Horizonte 3Bits lançou um site em realidade aumentada (http://nevermind20th.com/) onde os fãs do álbum podem desfrutar de um clipe interativo inédito, preparado especialmente para a data. A novidade não para por aí. No clipe existe uma premiação para a banda que melhor utiliza os meios digitais. “Ficamos imaginando algo que mesclasse tecnologia e boas ideias. O clipe em realidade aumentada funciona como um mixer de áudio”, define a agência.

O clipe demorou quase um ano para ficar pronto e surgiu do 3bits Lab, um espaço onde os criativos da agência desenvolvem ideias diferenciadas que são inspiradas por uma paixão.

Fica a dica para quem é fã de Nirvana. Para você que já tinha esgotado todas as possíveis homenagens ao histórico álbum, pode explorá-lo de uma forma (ainda mais) criativa. Afinal, mito que é mito não comemora 20 anos pós morte, mas 20 anos de um eterno renascimento.

14 de setembro de 2011

Nirvana: doze horas de "Smells Like Teen Spirit" no Canadá

O tempo passa. É relativo. E é cruel. Talvez essa seja a assertiva do público que vai ouvir durante mais de 12 horas uma só canção da banda americana NIRVANA.

Os músicos que irão compor o festival Toronto Underground Cinema, no Canadá, resolveram comemorar os 20 anos do álbum "Nevermind" de uma forma peculiar - e nem um pouco espontânea. O show deve ser nos próximos dias.

Promotores do evento chamaram inúmeras bandas independentes, entre elas, FUCKED UP e TOKYO POLICE CLUB, para tocar "Smells Like Teen Spirit" algo como 144 vezes (!), pasmem.

Isso porque a música, no formato original, tem seus cinco minutos de duração. Então, mais de 12 horas de "When the Light Out"... Sem falar nos intervalos de uma música para a outra - tomar uma aguinha, uma cerveja, ir no banheiro, dar um alô aos fãs, contar uma piada sobre a loira COURTNEY LOVE... e por aí vai.

Afora este, diversos outros eventos devem comemorar, ainda em 2011, os 20 anos do disco do NIRVANA, o último a revolucionar o modo de se fazer rock - o que não durou muito depois da morte do frontman KURT COBAIN, em 1994.

Para os fãs que quiserem escutar ao CD completo, na íntegra e tal, haverá o lançamento de um box deluxe do disco, e um show em Seattle, terra natal do Grunge, no qual o ex-baixista da banda, KRIST NOVOSELIC, tocará todas as músicas do disco. Só resta saber o que o baterista à época e agora cantor e guitarrista do FOO FIGHTERS, DAVE GROHL, deve fazer.

20 de agosto de 2011

Nirvana: Novoselic e músicos de Seattle tocarão "Nevermind"

O Nevermind, um dos discos mais influentes de toda a história, está completando 20 anos de lançamento e várias ações em torno dele estão sendo feitas, como tributos e edições Deluxe do álbum.

Outra ação que vai ser feita em Seattle será a performance do álbum na íntegra pelo baixista da banda, Krist Novoselic, e músicos locais de bandas como The Fastbacks, The Long Winters, Vaporland, Campfire OK e Valis, essa última com membros do Screaming Trees.

O show irá rolar no dia 20 de Setembro e também servirá como uma ação beneficente para Susie Tennant, figura da cena musical de Seattle que está com câncer.

15 de julho de 2011

Nirvana: ponte pode ser batizada com o nome de Kurt Cobain

Funcionários de Aberdeen (estado norte-americano de Washington), cidade onde Kurt Cobain passou sua infância, estão pensando na possibilidade de batizar uma ponte e contruir um pequeno parque em homenagem ao frontman do NIRVANA. O Aberdeen City Council deu um prazo aos moradores para decidir a proposta em uma reunião que acontecerá no dia 27 de julho. Apesar da popularidade do ídolo grunge, nada garante que a proposta será aceita. Boa parte da população de Aberdeen é contra o novo batismo.

Embora Cobain tenha sido o morador mais famoso de Aberdeen, alguns moradores já manifestaram dúvidas sobre a homenagem, por motivos como seu suicídio, seu histórico relativo ao abuso de drogas e as declarações negativas que Cobain costumava fazer sobre sua cidade natal.

Há uma certa ironia na ponte em Aberdeen em homenagem a Cobain, o vocalista muitas vezes afirmara que ele tinha vivido brevemente debaixo de uma ponte sobre o Wishkah e que essa experiência inspirou a letra da música "Something in the Way", do álbum "Nevermind".

23 de junho de 2011

Nirvana: "Nevermind" será relançado em edição quíntupla

O disco NEVERMIND do NIRVANA completa 20 anos no dia 24 de setembro, e o selo fonográfico que detém os direitos do disco, a Universal (que comprou a gravadora original, a GEFFEN) está planejando celebrar o marco do lançamento divisor de águas com um relançamento repleto de material bônus. O pacote incluirá 4 CDs e 1 DVD, trazendo raridades, lados B, e gravações nunca antes lançadas. Também serão incluídas aparições ainda não-especificadas na rádio britânica BBC e um show completo nunca antes lançado em DVD. Isso tudo chega às lojas no dia 19 de setembro.

Durante a trajetória de sete anos da banda, o NIRVANA gravou apenas três discos de estúdio; o boxed set de 2004, With the Lights Out permanece como a coleção definitiva de raridades, lados B, demos, etc. As aparições na BBC, entretanto, devem vir de quatro sessões de estúdio gravadas entre 1989 e 1991 (duas dessas gravações, para os programas radiofônicos de JOHN PEEL e MARK GOODIER, foram incluídas no LP de raridades da banda de 1993, Insesticide).

8 de maio de 2011

Nirvana: Kurt limpou casa de banhos para manter a banda

Quem fez essa revelação foi o baixista Krist Novoselic, em entrevista ao tablóide britânico The Guardian.

Durante a exposição "Nirvana: Taking Punk to the Masses" o baixista concedeu entrevista ao jornal e ainda completou: "Ali estava um homem que nunca limparia a sua cozinha ou levaria o lixo ou faria esse tipo de tarefas. Mas o Kurt Cobain não era preguiçoso. Viemos para Seattle e gravamos uma demo. O Kurt ganhou dinheiro para isso.. Trabalhou como contínuo e fazia o turno da noite. Basicamente, limpava casas de banho, foi assim que pagámos aquela demo. Ele trabalhava no duro. Era um artista esforçado, excelente em tudo o que gostava de fazer".

29 de abril de 2011

Nirvana: site elege as dez melhores músicas do grupo

Em abril deste ano fez quinze anos da morte de Kurt Cobain, do NIRVANA. E, na ocasião, o site askmen.com elaborou uma lista com as 10 melhores do power trio de Seattle.

10º - "Rape Me": Destaque para a apresentação nos SNL e sua letra controversa. Parte do álbum "In Utero".

9º - "Come As You Are": A terceira faixa do "Nevermind" na qual aparece um Kurt Cobain mais "soft". E ela traz uma frase que faria sentido alguns anos depois: "Now I don't have a gun".

8º - "Spank Thru": "Inédita" até então, apareceu no "From the Muddy Banks of the Wishkah". Ao que parece, "Spank Thru" foi a primeira canção que Kurt tocou, na época do “Fecal Matter”.

7º - "Pennyroyal Tea": A versão que ganhou o 7º lugar foi a do "MTV Unplugged in New York". Apresentação bastante tocante, onde Kurt Cobain toca a canção sozinho e de maneira bastante expressiva. Na terceira parte da música ele diminui o tempo da canção e sua voz falha, e esse é um dos motivos pelos quais a música tornou-se tão bela.

6º - "Serve the Servants": A abertura do último álbum oficial da banda, "In Utero". Nela Cobain ataca seu pai e o mal da adolescência e do divórcio.

5º - "You Know You're Right": A canção que gerou batalhas judiciais entre os membros restantes da banda e a senhora Cobain, apareceu na coletânea intitulada NIRVANA, conhecida pelos fãs como "a caixa preta", de 2002. A canção explodiu nas rádios e levantou novamente a moral da banda, colocando bandas post-grunges como Creed e Nickelback pra comer poeira.

4º - "Sliver": Uma canção antiga, entrou para o B-side de "Incesticide". Os méritos da música vão para sua simplicidade, o baixo de Novoselic e a cativante "história" supostamente veridica de Kurt em algum tempo de sua infância.

3º - "Something in the way": A "última" faixa do "Nevermind" narra o mito de Kurt supostamente ter vivido embaixo de uma ponte por algum tempo. Uma canção mórbida e atraente.

2º - "All apologies": Citada como o melhor riff de guitarra da banda, o destaque vai para o final da faixa, onde todos os membros cantam juntos, em perfeita harmonia.

1º - "Smells like teen Spirit": Era quase óbvio que essa seria a canção número um de uma lista que deixou de fora até "Heart Shaped Box". Porém a música tem muito peso tanto no sentido de som quanto para a indústria fonográfica. É óbvio que o Nirvana não foi a banda que inventu o Grunge mas é muito óbvio também que ela foi a de maior destaque e divinamente merecida, porque não é todo dia que se vê uma banda de três garotos imundos indo contra tudo que boy bands pregavam.

9 de abril de 2011

Nirvana: memorial de Kurt é inaugurado em Washington

Uma estátua do falecido vocalista do NIRVANA, Kurt Cobain foi inaugurada em um parque situado em sua cidade natal, Aberdeen, Washington, na terca-feira, 5 de abril.

O memorial - uma escultura de uma das guitarras do frontman, uma Fender - foi feita para marcar o 17 º aniversário de seu suicídio em 05 de abril de 1994. "Sempre me surpreendi por não haver nada aqui para recordar-lhe", diz o escultor Lora Malakoff.

5 de abril de 2011

05/04/1994: Kurt Cobain, líder da banda Nirvana, suicida-se no auge da fama

Em 05/04/1994: Kurt Cobain, líder da banda Nirvana, comete suicídio no auge da fama com um tiro de espingarda na cabeça, sendo encontrado apenas cerca de dois dias depois. O corpo foi achado por um eletricista contratado para instalar equipamentos de segurança que arrombou uma janela após desconfiar que havia algo errado. Ao lado do cadáver foi encontrada uma nota de suicídio escrita com tinta vermelha, endereçada à mulher Courtney Love e à filha Frances. A grande quantidade de heroína encontrada em seu corpo leva um grupo mais desconfiado a supor que Kurt foi assassinado (por não ser possível a alguém tão dopado colocar a arma na cabeça e puxar o gatilho).

Segue abaixo o relato da Wikipedia sobre os últimos dias de Kurt:

O último show do Nirvana aconteceu no Terminal Einz, em Munique, Alemanha, em 1 de março. Um Kurt completamente estafado e com a voz visivelmente desgastada determina férias instantâneas - shows marcados para os dias 2 e 3 são cancelados e, depois, adiados para abril, quando a turnê européia teria sua segunda parte. Cobain é diagnosticado com bronquite e com uma grave laringite. Cobain vai para Roma, Itália, para descansar, se medicar e encontrar com Courtney Love. Courtney chega a Roma no dia 3 e encontra Kurt no Hotel Excelsior. O casal passou várias semanas sem se ver. As expectativas de Kurt pelo reencontro levam um banho de água gelada quando Courtney diz que está exausta e quer dormir. Quando ela acorda na manhãzinha do dia 4, Kurt está no chão, com o nariz sangrando. Ele havia tomado champanhe e cerca de 50 pílulas do tranqüilizante Rohypnol. Kurt deixa uma carta de despedida com três folhas, caracterizando a tentativa de sucídio. Mas, oficialmente, o fato é divulgado como uma dose excessiva e acidental de medicamentos. Na carta, Kurt diz que Courtney não o ama mais, e que ele preferia morrer a passar por mais um divórcio (o primeiro foi o de seus pais). Internado no hospital Umberto I, Kurt sai do coma no dia 5 e é transferido para o American Hospital, também em Roma. Recebe alta no dia 8 e volta para os Estados Unidos no dia 12.

Em 18 de março, Courtney chama a polícia de Seattle porque Kurt se trancou em um quarto da casa com um revólver. Os policiais conversam com ele, que afirma não ser um suicida e querer apenas ficar longe da esposa. Quatro armas que Cobain tem na casa são confiscadas.

Love planeja intervir seriamente nos problemas de Kurt, preocupada com seu vício em heroína. Dez pessoas envolveram-se no trabalho, incluindo colegas, amigos, executivos da gravadora e Dylan Carlson, um dos amigos mais íntimos de Kurt. Danny Goldberg, empresário do Nirvana, descreveu Cobain como sendo "extremamente relutante" e que "ele negava que estava fazendo qualquer coisa auto-destrutiva". Contudo, Cobain concordou em se internar no Exodus, em Los Angeles, Califórnia, que aconteceu em 30 de março. Courtney estava na mesma cidade promovendo o novo disco do Hole, "Live Through This". No dia 1º, por volta das 19:30h, Kurt saiu pelas portas dos fundos da Exodus sob o pretexto de fumar um cigarro e escalou o muro de pouco menos de dois metros de altura. E fugiu. Duas horas depois, Kurt usou seu cartão de crédito para comprar uma passagem de primeira classe para Seattle no vôo 788 da Delta. Antes de embarcar, ligou para a Seattle Limusine e marcou para ser apanhado no aeroporto - pediu explicitamente para que não enviassem uma limusine. Tentou falar com Courtney, mas ela não estava - deixou uma mensagem dizendo que havia ligado. Ela já o estava procurando em Los Angeles assim que soube que Kurt sairia do Exodus. Ficou convencida de que ele irira comprar drogas e provavelmente ter uma overdose. Kurt chegou em casa à 1:45h da manhã do sábado, 2 de abril. Ali, passou um tempo com o casal Cali e Jessica Hooper, colegas que estavam hospedados na casa. Horas depois, Kurt chamou um táxi e tentou comprar munição. Vendo que as lojas ainda estavam fechadas, Kurt desistiu e provavelmente se hospedou no motel Crest ou no Quest - que ficavam próximos de um de seus traficantes. Naquele dia ele também foi até a Seattle Guns e comprou uma caixa de cartuchos de espingarda calibre 20.

Com o intuito de descobrir o paradeiro de Kurt, Courtney cancelou todos os seus cartões de crédito. Nos dois dias que se seguiram, houve notícias dispersas de que Kurt havia sido visto. Na noite de domingo, 3, ele foi visto no restaurante Cactus, jantando com uma mulher magra, provavelmente sua traficante, Caitlin Moore, e um homem não identificado. Naquele domingo, Courtney ligou para detetives particulares das Páginas Amarelas de Los Angeles, até que encontrou um que estava trabalhando naquele fim de semana. Tom Grant e seu assistente Ben Klugman a visitaram naquela tarde. Ela disse que seu marido havia fugido do centro de reabilitação, que estava preocupada com a saúde dele e pediu a Grant que vigiasse o apartamento da traficante Caitlin Moore, onde ela imaginava que Kurt poderia estar. Grant subcontratou um detetive de Seattle, dando-lhe ordens para observar a casa de Dylan Carlson e o apartamento de Caitlin. A vigilância foi montada naquele mesmo domingo. Entretanto, os detetives não montaram guarda imediatamente na casa de Kurt, que ficava no Lake Washington Boulevard.

Na segunda-feira, 4, Courtney pediu que a polícia verificasse a casa em Lake Washington. Os policiais passaram por lá várias vezes, mas não viram nenhum movimento. Naquele dia, à noite, Cali saiu de casa, deixando Jessica sozinha no quarto dele. Por volta da meia-noite, ela ouviu ruídos. "Ouvi passos no andar de cima e no corredor", lembra ela. Gritou um "oi" mas não ouviu resposta. Estima-se que era Kurt chegando naquele começo de madrugada. Cali só voltou depois das três da manhã, e ele e Jessica dormiram até tarde da manhã seguinte.

Na tarde de terça-feira, 5, Courtney mandou Eric Erlandson, seu amigo e guitarrista do Hole, ir até a casa do Lake Washington procurar por Kurt. Ele encontrou-se com Cali e Jessica e os três procuraram por Kurt, armas e drogas. Tentativas todas em vão. Ninguém pensou em procurar na garagem e na estufa, e Erlandson saiu apressado rumo à casa em Carnation, onde a irmã de Kurt morava na ocasião. Na quarta, 6, Jessica e Cali deixaram a casa dos Cobain, mas na tarde de quinta, 7, Courtney conseguiu falar com o casal e ordenou que procurasse por Kurt mais uma vez na casa do Lake Washington. Os dois foram até lá juntos com uma amiga, Bonnie Dillard. Não encontraram nada e deixaram um bilhete com um sermão para Kurt e mandando-o procurar por Courtney. Logo que foram embora, Dillard mencionou que talvez tivesse visto algo perto da garagem, mas, amedontrados, ninguém quis voltar para checar.

Dois dias antes, 5, nas horas que antecediam a alvorada de terça feira, Kurt Cobain havia despertado em sua cama. Os travesserios ainda tinham o cheiro do perfume de Courtney. No quarto, o aroma misturou-se com o cheiro ligeiramente picante da heroína cozida - este também era um cheiro que o despertava.

Kurt havia dormido com suas roupas do corpo. Vestia sua camiseta da banda Half Japanese e suas calças Levi's favoritas. Vestiu e amarrou os cadarços do par de tênis Converse que possuia, caminhou até o aparelho de som e colocou para tocar um disco do R.E.M., "Automatic for the People". Acendeu um Camel Light e caiu de costas na cama com um bloco tamanho ofício apoiado em seu peito e uma caneta vermelha de ponta fina. Ele já havia escrito uma longa carta pessoal à sua esposa e filha, rapidamente rabiscada, enquanto estava no Exodus. Ele havia trazido o papel até Seattle e havia enfiado sob um dos travesseiros impregnados de perfume. "Você sabe, eu amo você. Eu amo Frances. Eu sinto muitíssimo. Por favor, não venha atrás de mim. Eu sinto muito, muito, muito.", eram algumas das palavras que Kurt havia escrito, enchendo uma página inteira com esse pedido de perdão. "Eu estarei lá", continuou ele. "Eu protegerei você. Não sei para onde estou indo. Simplesmente não posso ficar mais aqui."

Tinha sido muito difícil escrever aquele bilhete, mas ele sabia que esta segunda carta seria igualmente importante e ele precisaria ter cuidado com as palavras. Ele endereçava "Para Boddah", o nome de seu amigo de infância imaginário. Quando soltou a caneta, havia enchido a página inteira, exceto por cinco centímetros. Ele fumara três cigarros redigindo o bilhete. As palavras não tinham saído com facilidade e havia erros de grafia e sentenças pela metade. Ele assinou dizendo "paz, amor e empatia. Kurt Cobain". Escreveu ainda mais uma linha - "Frances e Courtney, eu estarei em seu altar" - e enfiou o papel e a caneta no bolso esquerdo do casaco.

Ele se levantou da cama e entrou no closet, onde retirou uma tábua da parede. Neste cubículo secreto havia uma arma dentro de uma capa de náilon bege, uma caixa de cartuchos de espingarda e uma caixa de charutos Tom Moore. Ele repôs a tábua, enfiou os cartuchos no bolso, agarrou a caixa de charutos e aninhou a pesada espingarda sobre seu antebraço esquerdo. Em um closet do corredor, ele apanhou duas toalhas - ele não precisava delas, mas sabia que alguém precisaria. Desceu silenciosamente os dezenove degraus da larga escadaria. Estava a cerca de um metro do quarto de Cali e não queria que ninguém o visse. Ele havia refletido sobre tudo isso, traçado um mapa com a mesma premeditação que dedicava às capas de seus discos e a seus vídeos. Haveria sangue, muito sangue, e uma bagunça que ele não queria em casa. Principalmente, ele não queria assombrar aquele lar, deixar sua filha com o tipo de pesadelos com que ele havia sofrido.

Quando se dirigia para a cozinha, passou pela soleira da porta onde ele e Courtney haviam começado a acompanhar o quanto Frances havia crescido. Apenas uma linha estava ali agora, uma pequena marca de lápis com o nome dela a cerca de 79 centímetros acima do chão. Kurt nunca mais veria outra marcas mais altas naquela parede, mas estava convencido de que a vida de sua filha seria melhor sem ele.

Na cozinha, ele abriu a porta de sua geladeira Traulson de aço inox de 10 mil dólares e apanhou uma lata de cerveja de raizes da Barq, tomando cuidado para não soltar a espingarda. Levando essa carga macabra - cerveja de raízes, toalhas, uma caixa de heroína e uma espingarda, tudo o que mais tarde seria encontrando num arranjo de plantas bizarro -, ele abriu a porta para o quintal e atravessou o pequeno pátio. A aurora estava rompendo e a neblina pairava próximo do chão. A maioria das manhãs em Aberdeen eram exatamente assim: nevoentas, orvalhadas, úmidas. Ele jamais veria Aberdeen novamente; jamais escalaria efetivamente até o topo da caixa d'água no "Morro do Think of Me"; jamais compraria a fazenda que sonhava em Grays Harbor; jamais acordaria novamente numa sala de espera de hospital tendo fingido ser um visitante para só encontrar um lugar quente para dormir; jamais veria novamente sua mãe, irmã, pai, mulher ou filha. Ele trilhou os cerca de vinte passos até a estufa, galgou os degraus de madeira e abriu o conjunto de portas francesas dos fundos. O piso era de linóleo: seria fácil de limpar.

Ele sentou-se no chão da estrutura de cômodo único, olhando para as portas da frente. Ninguém conseguiria vê-lo ali, a menos que estivesse trepado nas árvores atrás de sua propriedade, e isto não era provável. Não queria mais ver o interior de um hospital novamente, não queria um médico de jaleco branco apalpando-o, não queria ter um endoscópio em seu estômago dolorido. Ele estava acabado para aquilo tudo, acabado para o seu estômago, ele não poderia estar mais acabado. Como um grande diretor de filmes, ele havia planejado este momento até os mínimos detalhes, ensaiando esta cena ao mesmo tempo como diretor e como ator. No curso dos anos, tinha havido muitos ensaios finais, passagens de raspão que quase seguiam este caminho, fosse por acidente ou, às vezes, por querer, como em Roma. Talvez fora sempre isto que ele guardava vagamente em sua cabeça, como um ungüento precioso, como a única cura para uma dor que jamais passaria. Ele não se importava com a liberação do desejo, ele desejava a libertação da dor.

Ficou sentado pensando coisas que só ele sabia por vários minutos. Fumou cinco Camel Light e sorveu vários goles de sua cerveja. Tirou o bilhete do bolso, estendeu-o no chão do linóleo e tinha de escrever em letras maiores, que não saíram tão perfeitas, por causa da superfície que ele estava: "Por favor, vá em frente, Courtney, por Frances, pela vida dela que será muito mais feliz sem mim. Eu te amo. Eu te amo". Essas últimas palavras haviam completado a folha. Depositou o bilhete no alto de um monte de terra para vasos e fincou a caneta no meio, para que, como uma estaca, segurasse o papel no alto, sobre a terra.

Tirou a espingarda da capa de náilon macia. Dobrou cuidadosamente a capa, como um garotinho separando suas melhores roupas de domingo depois da missa. Tirou a jaqueta, estendeu-a sobre a capa e colocou as duas toalhas no alto desse monte. Ele foi até a pia e apanhou uma pequena quantidade de água para o seu fogareiro de droga e sentou-se novamente. Abriu a caixa com 25 cartuchos de espingarda e tirou três, enfiando-os na câmara da arma. Moveu o mecanismo da Remington para qu e um único cartucho estivesse na câmara. Retirou a trava de segurança da arma.

Fumou seu último Camel Light. Tomou mais um gole da Barq. Lá fora, estava começando um dia nublado - era um dia como aquele em que ele chegara a este mundo, 27 anos, um mês e dezesseis dias antes. Ele agarrou a caixa de charutos e tirou um pequeno saco plástico que continha cem dólares de heroína preta mexicana - era um bocado de heroína. Ele pegou cerca de metade, um chumaço do tamanho de uma borracha de lápis e o colocou na colher. Sistemática e habilmente, preparou a heroína e a seringa, injetando-a logo acima do cotovelo, não muito longe de seu "K" tatuado. Devolveu os instrumentos para a caixa e se sentiu uma nuvem, rapidamente flutuando para longe deste lugar. O jainismo pregava que havia trinta céus e sete infernos, todos dispostos em camadas ao longo de nossas vidas; se ele tivesse sorte, este seria seu sétimo e último inferno. Afastou para o lado seus instrumentos, flutuando cada vez mais rápido, sentindo sua respiração se reduzir. Ele tinha de se apressar agora: tudo estava se tornando nebuloso e um matiz verde-água enquadrava cada objeto. Agarrou a pesada espingarda, encostou o cano contra o céu de sua boca. Faria barulho; ele tinha certeza disso. Disparou. E então ele se foi.

O corpo de Kurt Cobain foi encontrado pelo eletricista Gary Smith, que chegou à casa do Lake Washington para instalar um novo sistema de segurança. Às 8:40h da sexta-feira, 8, Smith estava perto da estufa e olhou para dentro dela. "Eu vi um corpo estendido lá no chão. Pensei que fosse um manequim. Depois notei que havia sangue na orelha direita. Vi uma espingarda estendida ao longo de seu peito, apontando para seu queixo", relatou Gary. Ele ligou para a polícia e, em seguida, para sua empresa.

Enquanto isso, em Los Angeles, Courtney havia sido internada no Exodus na quinta-feira, 7, para reabilitação. Na sexta, recebeu a notícia da morte de Kurt através da colega Rosemary Carroll. Courtney deixou a cidade num Learjet com Frances, Rosemary, Eric Erlandson e a babá Jeackie Farry. Quando chegaram à casa do Lake Washington, ela estava cercada por equipes dos telejornais.

Foi possível identificar o cadáver como sendo de Kurt, embora seu aspecto fosse macabro: as centenas de bolinhas de chumbo do cartucho da espingarda haviam espandido sua cabeça e o haviam desfigurado. A polícia retirou as digitais do corpo e as impressões batiam com àquelas já arquivadas no caso da prisão por violência doméstica.

A autópsia encontrou traços de benzodiazepinas (tranquilizantes) e heroína no sangue de Kurt. O nível de heroína era tão alto que mesmo ele - famoso pela enorme quantidade que tomava - não poderia ter sobrevivido por muito mais tempo do que aquele que levou para disparar a arma.

Courtney estava inconsolável. Quando os policiais finalmente deixaram o local, e com apenas um guarda de segurança como testemunha, ela reconstitiu os últimos passos de Kurt, entrou na estufa - que ainda tinha de ser limpa - e mergulhou as mãos em seu sangue. No chão, ajoelhada, ela rezou e gemeu de dor, erguendo as mãos cobertas de sangue para o céu e gritou: "Por quê?!". Ela encontrou um pequeno fragmento do crânio de Kurt com cabelo preso a ele. Ela lavou e passou xampu nesse horripilante suvenir.

No sábado, 9, Courtney foi até a agência funerária para ver o corpo de Kurt antes de ser cremado - ela já tinha solicidado que fossem feito moldes de gesso de suas mãos. Grohl tambem foi convidado e declinou, mas Krist compareceu, chegando antes de Courtney. Ele passou alguns momentos a sós com seu velho amigo e desatou a chorar. Quando ele saía, Courtney foi introduzida na sala de inspeção. Kurt estava sobre uma mesa, vestido com suas roupas mais elegantes, mas seus olhos tinham sido costurados. Era a primeira vez em dez dias que a Courtney viu o marido e foi a última vez que seus corpos físicos ficaram juntos. Ela acariciou seu rosto, falou com ele e cortou uma mecha de seus cabelos. Depois, baixou as calças dele e cortou uma mecha de seus pêlos púbicos. Finalmente, ela subiu em cima de seu corpo, abraçando-o com as pernas e recostou a cabeça em seu peito e lamentou: "Por quê, por quê?".

Diversas cerimônias foram realizadas em memória de Kurt. Umas das mais notáveis aconteceu numa tarde de domingo: uma vigília pública foi realizada no Pavilhão da Bandeira do Seattle Centre e reuniu 7 mil pessoas, que levaram velas, flores, cartazes e algumas camisas de flanela em chamas. Um conselheiro de suicídio discursou e incentivou os jovens em dificuldades a pedirem ajuda, enquanto os DJs lcocais trocavam recordações. Uma mensagem curta de Krist foi divulgada, bem como uma fita de Courtney, que leu também a carta de despedida de Kurt.

O corpo de Kurt Cobain foi cremado e Courtney recebeu a urna com as cinzas uma semana depois. Ela pegou um punhado e o enterrou sob um salgueiro na frente da casa. Em maio, colocou o resto numa mochila de ursinho e viajou até o mosteiro budista Namgyal, perto de Ítaca, estado de Nova York, onde procurou consagração para as cinzas e absolvição pra si mesma. Os monges abençoaram os restos e usaram um punhado para fazer uma escultura comemorativa.

A maior parte dos restos mortais de Kurt ficou depositada em uma urna no endereço do Lake Washington, até 1997, quando Courtney vendeu a casa, mas insistiu num acordo que lhe permite voltar um dia e remover o salgueiro.

Por fim, Frances Bean Cobain, então com seis anos de idade, espalhou as cinzas do pai no riacho McLane, em Olympia, Washington - elas dissolveram e flutuaram na corrente. Em diversos sentidos, este era, também, um local adequado para o descanso.

24 de maio de 2010

Bleach - Nirvana

á havia algum tempo que o NIRVANA firmara um contrato de gravações com a Sub Pop, selo independente e, aparentemente, sem muitas perspectivas a oferecer no momento. Ainda que bandas importantes do punk e da música independente americana houvessem estampado em seus registros a marca do selo, fato é que a Sub Pop não provia um vislumbre de êxito às bandas que trafegavam sob seu manto. E, por mais que em meio a uma cena anacrônica como a percebida na Seattle de 1986-1988, onde qualquer incentivo era visto de bom grado, com o NIRVANA as chances de sucesso foram igualmente diminutas.

"Bleach" apresenta fielmente o que era o grupo na época. O Nirvana nunca se preocupou muito em aparar arestas e aperfeiçoar em demasia o seu som (quiçá, "In Utero" seja a única excessão) e, com este álbum, a banda exsurge em seu estado bruto. Mas não há desabono algum nessa constatação: muito embora em "Bleach" não seja encontrada uma construção musical comparada a "Nevermind" e o precitado "In Utero", canções como "Blew", "School", "Negative Creep" (que funciona infinitamente melhor "on stage"),"Downer" e "About a Girl" trazem certo brilho ao registro.

No entanto, ainda que tais canções incrementem a atmosfera criada na audição, a pedra fundamental de "Bleach" é, incontestavelmente, "Love Buzz", cover da banda holandesa SHOCKING BLUE.

Música preferida dos shows, embora a banda ainda estivesse na transição da fase embrionária ao amadurecimento, a faixa oferece o que o Nirvana tinha de melhor no momento. A letra incisiva combina perfeitamente com a postura ébria de "Kurdt" Cobain, e a sonoridade alicerçada em sobreposições de bases e solos de guitarra revestindo a linha de baixo reproduzida por Novoselic entragam ao ouvinte um interessante momento de diversão.

"Bleach" definitivamente não é o registro peremptório do Nirvana, afinal, o grupo possui em sua discografia o álbum que é considerado o melhor dos anos 90, responsável por toda uma movimentação que culminou em uma nova desinência musical. Mas, ainda assim, merece ser ouvido com atenção e zelo. Trata-se de um disco cru e interessante, que talvez não represente todo o potencial bombástico da banda. Todavia, de qualquer modo, traz diversas nuances em si que devem ser levadas em plena consideração. Por estes fatores, atribui-se ao disco a nota 7.

Faixas:
1. Blew
2. Floyd The Barber
3. About a Girl
4. School
5. Love Buzz
6. Paper Cuts
7. Negative Creep
8. Scoff
9. Swap Meet
10. Mr. Moustache
11. Sifting
12. Big Cheese
13. Downer

Nirvana: Gyllenhaal toparia viver Cobain em cinebiografia

Em entrevista ao semanário britânico NME, o ator Jake Gyllenhaal revelou que toparia interpretar o falecido líder do Nirvana, Kurt Cobain, na cinebiografia que está sendo produzida pela viúva do roqueiro, a vocalista do HOLE, COURTNEY LOVE.

Gyllenhaal está filmando "Príncipe da Pérsia" e afirmou que poderia aproveitar o visual do personagem épico para ajudar na caracterização como Kurt Cobain. "Eu poderia apenas clarear os cabelos!", disse o ator. No entanto, Gyllenhaal não garantiu sua participação no filme.

A cinebiografia de Cobain ainda está em fase de idealização e tem o título provisório de "Heavier Than Heaven".
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