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29 de março de 2012

Portnoy: “queria explorar coisas que não soassem como o DT”

Sendo a face mais conhecida do Dream Theater, Mike Portnoy foi sinônimo da banda por um quarto de século. Quando ele saiu, muitos se perguntaram o que ele faria para passar o tempo. Ele rapidamente respondeu gravando um álbum com o Avenged Sevenfold e saindo em turnê com eles logo em seguida. Quanto ao que ele tem feito desde então, os fãs do baterista já têm em mãos dois álbuns contendo seu trabalho, os quais foram recém-lançados: o super-grupo de Hard Rock, Adrenaline Mob (com o vocalista do Symphony X, Russell Allen) o a banda mais puxada para o Prog, Flying Colors (com Steve Morse, do Deep Purple). Portnoy falou ao Metal Insider sobre o fato dos dois álbuns serem lançados mais ou menos simultaneamente, o porquê dele importar com o que fãs e blogs falam dele e sobre a situação da Progressive Nation Tour.

Metal Insider: O que passa pela sua cabeça tendo lançado os álbuns tanto do Adrenaline Mob quanto do Flying Colors de uma vez? Você sabia que eles poderiam ser lançados ao mesmo tempo?

Mike Portnoy: Não, isso não foi calculado ou foi parte de algum planejamento maior. Eles foram gravados com muitos meses de diferença um do outro, no ano passado. O álbum do Flying Colors foi iniciado em janeiro e o do Adrenaline Mob, em abril. A gravação deles foi espalhada, eu presumi que as coisas seriam dessa forma. Mas acabou que, com duas gravadoras diferentes, ambos foram agendados para serem lançados no mês de março. Então, inicialmente, eu achei que seria loucura, mas quanto mais eu pensava sobre isso, quanto mais eu via a coisa evoluir, acho que acabou sendo uma coisa boa. Acho que houve muita especulação ou expectativa com o que eu estaria lançando depois do Dream Theater. Acho que se somente um desses álbuns fosse lançado, as pessoas não teriam uma visão completa da coisa.

Flying Colors é uma coisa mais pop, alternativa, prog e Adrenaline Mob é mais hard rock. Então eu fico feliz que as pessoas estejam realmente ouvindo ambos os álbuns ao mesmo tempo, então vocês podem tipo que vislumbrar o equilíbrio do que eu estou fazendo. Não é somente um ou somente o outro. São ambos, e é sobre ambos os estilos. Isso é o que eu sou. Adoro tantos estilos diferentes de música e é isso que eu quero fazer com minha carreira pós-Dream Theater, eu quero fazer muitas coisas diferentes. Então é legal que as pessoas estejam ouvindo o ying e o yang ao mesmo tempo.

MI: Se você fosse convidado para fazer parte de um super-grupo de Prog Metal, no estilo do Dream Theater, você recusaria propositalmente? O que você queria era experimentar?

MP: Sim. Honestamente, eu estava interessado em explorar coisas diferentes, que não soassem como o Dream Theater. Eu toquei no Dream Theater por vinte e cinco anos e todos os projetos que participei enquanto estava no Dream Theater, seja o Liquid Tension Experiment ou o Transatlantic, eles sempre tinham as raízes no Prog. E não há nada de errado nisso. Obviamente que eu amo isso, é uma parte imensa do que eu sou. Mas uma das coisas que eu realmente queria fazer agora era explorar outras cosias com outros tipos de músicos. E para ser honesto, tudo que estou fazendo agora tipo que caiu no meu colo. Eu não iniciei nenhuma dessas coisas. Eu não comecei o Flying Colors, eu não comecei o Adrenaline Mob, eu não comecei o lance com o John Sykes quando eu estava trabalhando com ele. Essas coisas vieram até mim.

Mas voltando ao assunto, quando Russell Allen veio até mim para me mostrar no que ele estava trabalhando e se eu estaria interessado nisso, para ser honesto, eu estava com um pouco de medo disso soar como “o Symphony X encontra o Dream Theater”, o que era exatamente o que eu não queria fazer. Então foi uma surpresa bastante agradável quando eu dei o play e ouvi a demo de “Undaunted”, e de repente havia aqueles riffs pesados e o vocal espetacular do Russ. Achoque o fato de não soar como Dream Theater ou Symphony X foi o que me levou a isso e realmente me chamou atenção.

MI: Você queria fazer algo que, por inexistência de um termo melhor, fosse mais simples no que tange à bateria?

MP: Sim. Depois da minha experiência com o Avenged Sevenfold, acho que eu estava realmente procurando por alguma coisa naquela veia. Eu participei da Uproar Tour com eles e estávamos juntos com o Disturbed, Stone Sour e Hellyeah. E eu curti de verdade aquele ambiente e aquele tipo de música que tinha como base riffs, grooves pesados e composição direcionada. Foi uma época legal e divertida, e eu não precisava pensar demais. Não que haja algo errado em “pensar demais”, eu construí uma grande carreira com isso, e ainda curto música complexa. Mas de vez em quando você precisa dar um tempo e precisa de algo novo e revigorante. Aquela experiência com o Avenged Sevenfold foi revigorante para mim, e após aquela experiência, eu quis fazer algo naquele estilo. Então quando eu ouvi as músicas do Adrenaline Mob, era exatamente o tipo de música certo na hora certa para o que eu estava procurando.

MI: Há mais alguma coisa que você absorveu da experiência de tocar com o Avenged Sevenfold?

MP: Eu só curti a experiência. Como eu acabei de dizer, foi divertido. Eu não tinha que tomar nenhuma decisão para controlar nada criativamente. Eu estava lá basicamente para tocar bateria e ajudar aqueles caras a voltarem a ter os pés no chão. Mas a experiência foi um tempo bom e acho que servimos de ponte uns para os outros. Acho que eu servi como ponte para ajudá-los a voltarem a ter os pés no chão, para levá-los aonde eles precisavam ir com um baterista novo, mais jovem e desconhecido e eles serviram de ponte para eu chegar aonde eu precisava chegar no próximo capítulo de minha carreira. Então acho que nós nos ajudamos mutuamente a conseguir o que precisávamos para seguirmos e crescermos com a experiência.

MI: Então você sempre viu aquilo como algo temporário?

MP: Sim. Acredito que meu real propósito foi trazê-los de volta à estrada e fazer um tributo a The Ver, e foi sempre assim. Acho que, assim que eu daí do Dream Theater, a coisa toda se tornou muito monitorada. Acho que a imprensa e a mídia inflou e distorceu a coisa toda sobre mim. Nunca deveria ter sido sobre mim e eu nunca tive a intenção de fazer ser sobre mim. Eu sempre estive lá para ajudá-los e para fazer um tributo ao Jimmy e depois seguir em frente. Em momento algum eu fiz parte da banda, essa nunca foi a intenção. Assim que toda a controvérsia e o drama envolvendo o Dream Theater estourou, ficou óbvio que todos nós precisávamos seguir em frente e voltar ao foco do que era a intenção inicial.

MI: Em uma entrevista recente, Russell disse que ele não se importava com o que os fãs do Dream Theater ou do Symphony X pensariam do Adrenaline Mob e que as críticas não o incomodavam nem um pouco. Você tem alguma ideia do que os fãs do Dream Theater têm pensado sobre o álbum até agora?

MP: Bem, acho que, de alguma forma, sou culpado por me importar demais. Eu realmente me importo com o que as pessoas pensam, e eu fiz isso durante toda minha carreira e todos os vinte e cinco anos com o Dream Theater. Eu gerenciei aquela banda e tomei decisões baseadas na importância que eu dava sobre o que os fãs pensavam e queriam. Eu adoraria sentar aqui e dizer que não me importo com o que eles digam, mas a verdade é que eu me importo. Aquilo pesa bastante para mim. Machuca quando as pessoas dizem coisas negativas porque eu estou numa posição em minha carreira onde estou tentando permanecer de forma positiva e otimista, e tudo está sendo muito bom no meu mundo agora. Quando vejo pessoas tentando derrubar e fazer toda aquela esculhambação na internet, machuca de verdade. Eu me vejo uma pessoa muito mais feliz quando desligo o computador e vivo minha vida. Então devo dizer que aquelas coisas são importantes para mim. Mas eu entendo que o Adrenaline Mob não vai cair no gosto de todos os fãs do Dream Theater. Entendo completamente, compreendo, é um mundo diferente. Sei que há muitos fãs do Dream Theater que curtem um lado mais pesado da música, mas há alguns que não curtem. Diferentes acessos para grupos diferentes. Eu entendo isso. Eu só não vejo a necessidade para respostas negativas, maldosas. Não há necessidade disso. Se você não curtiu, beleza. Se não é do seu gosto, apenas deixe de lado. Até onde eu sei, variedade é o tempero da vida e é o que estou curtindo agora. Quero fazer coisas diferente com bandas diferentes e músicos diferentes, e eu realmente quero mergulhar em estilos e gêneros diferentes. Sou fanático por música, antes de qualquer coisa. Posso achar beleza tanto em Jellyfish e U2 quanto em Opeth e Lamb of God, tanto quanto em Rush e Yes. Então eu quero fazer todas essas coisas em minha carreira. Eu não quero fazer uma coisa só.

MI: E você sempre foi bastante ligado ao que tange a se comunicar com os fãs, mesmo nos tempos pré-Facebook e Twitter. Isso foi importante para você desde o início?

MP: Sim. Sempre foi crucial para mim, mesmo nos primeiros dias, no meio dos anos 80, quando o Dream Theater ainda era Majesty. Eu era o membro da banda que ficava lá sentado, mandando demos para revistas diferentes e respondendo cartas de fãs, escrevendo para todo mundo que nos escrevia. Eu sempre fui aquele cara. E aí, durante todos os anos de Dream Theater, eu era aquele que mexia com todos os CDs de fã-clubes, bootlegs oficiais, websites e dava uma passada nos fóruns. Sempre fui muito ligado a isso. E agora, na era das redes sociais, com o Facebook e o Twitter, acho que são incríveis ferramentas, de valor, para se manter em contato com os fãs, ouvindo o que eles têm a dizer e os mantendo informados. Sempre fui assim e isso não vai mudar agora, apesar de não estar no Dream Theater. Ainda aplicarei essa mentalidade e personalidade a tudo que eu fizer.

Mas não é que não tenha me machucado. Tem sido ótimo porque tenho estado sempre em contato com os fãs e posso mantê-los envolvidos diariamente. Mas me machuca, de certa forma, porque muitas vezes, sou transparente demais com os fãs; coisas que digo são infladas e levadas a outros lugares, outros websites, que tentam sensionalizar tudo. E tudo que eu tenho feito é tentado me manter em contato com os fãs. Eu sei que os caras do Avenged Sevenfold não curtem redes sociais. Quando eu estava em turnê com eles, eu não iria abandonar meus fãs por estar tocando numa banda que não era muito aberta. Eu ainda precisava ter aquele relacionamento aberto com os fãs. Então, mesmo quando eu estava com o Avenged, eu precisava ter aquele canal e aquela relação com os fãs, eu não iria deixá-los. Eu sei que, quando as coisas desandaram com o DT e eu ainda estava tentando me abrir com os fãs, ainda tentando explicar as coisas, a mídia pegou a coisa toda e elevou a proporções ridículas. Ela foi a lugares onde realmente não precisava ir, mas eu continuei a fazer o que eu sempre fiz. Tentando ser bastante aberto e direto, sem enrolações, sem restrições aos fãs. Eu sempre dei valor à relação com os fãs e isso é algo que nunca irá mudar.

MI: Você acha que as redes sociais tornaram mais fácil a comunicação com os fãs?

MP: Sim, com certeza. Tenho 620 mil pessoas em meu Facebook e 140 mil no Twitter, e tudo que tenho feito é clicar no “Enviar” e as coisas vão para todas essas pessoas. E eu também leio o que eles escrevem de volta e levo tudo o que eles dizem em consideração, dou valor no que eles dizem.

MI: Você achava que chegaria a esse ponto nas redes sociais quando começou a trabalhar com elas?

MP: Bem, acho que era inevitável. Quer dizer, mesmo antes das redes sociais, no final da década de noventa/começos dos anos 2000, apenas com acesso à internet e fóruns de discussão. Isso que começou uma linha de comunicação e, de repente, você pode ver o que os fãs estão dizendo. Lá nos anos 80, quando eu ainda estava engatinhando nos negócios da música, você basicamente lançava seu álbum e o único feedback que recebia era de jornalistas de revistas, da TV ou do rádio, e só. Os fãs nunca tiveram algo a dizer, uma opinião. Assim que a internet apareceu, no final dos anos 90, de repente eu estava lendo mensagens em fóruns, websites e blogs, e de repente todo mundo tinha voz e vez.

E isso é maravilhoso, mas também é perigoso. Você vê todos esses trollers negativistas no Blabbermouth e eles usam o computador como uma arma. Metade deles, eu aposto, são garotos de treze anos, sentados no porão da casa dos pais, loucos para mexerem na merda. É frustrante ver pessoas usando a internet como arma, mas gostaria de pensar que, para cada otário que faz isso, há noventa e nove usando-na produtivamente e criativamente, de uma maneira mais positiva. Mas é sempre aquele único otário que me deixa maluco, ao invés dos noventa e nove que dizem coisas ótimas. Basta uma única maçã podre para estragar toda a festa.

MI: Você certamente não está numa banda estritamente Prog no momento, mas você grande parte da força de trabalho da Progressive Nation Tour. Você faria algo do tipo novamente?

MP: Bem, eu não diria “grande parte” da força de trabalho. Eu era a mente por trás disso tudo, e não estou me gabando disso. Eu era o cara que dava vida à coisa toda, selecionava as bandas e dirigia todo o show. Eu tinha muito orgulho da Progressive Nation Tour. Fizemos três, duas nos Estados Unidos e uma na Europa. Sim, com certeza eu adoraria dar continuidade a isso. Eu faço planos sobre isso, apenas não tenho tido uma chance. Após o Dream Theater e o Avenged Sevenfold, dezenas de coisas caíram em meu colo e tenho feito um malabarismo insano para dar conta de tudo. Mas dar vida a uma Progressive Nations no futuro é algo que planejo, para a hora certa.

MI: Você sempre foi um fã ávido de música. O que você está escutando no momento? Algo novo?

MP: Meu Deus... Toda as vezes que me perguntam isso, me dá um branco! Eu diria que meu álbum favorito no momento seja o do Van Halen. Amo o novo álbum do Van Halen (A Different Kind of Truth). É o que eu tenho esperado ouvir deles nos últimos vinte anos ou mais. Então eu estou realmente curtindo. Deus, o quê mais... O novo do Animal as Leaders é bem legal, aqueles caras são bem vanguardistas. Estou ansioso pelos novos álbuns do Meshuggah e do Mars Volta. Ambos serão lançados na semana que vem. Estou sempre me distraindo com esses materiais. Tenho estado tão ocupado com os álbuns do Adrenaline Mob e do Flying Colors e com a promoção de ambos que eles têm me consumido totalmente. Não tenho tido oportuinidade de ouvir música como normalmente faço.

MI: Como você faz para ouvir novas bandas, novas músicas? Você ainda compra CDs ou MP3 ou você usa o Spotify?

MP: Eu faço downloads. Legais, é claro. Mas eu baixo a maior parte das músicas que eu escuto atualmente, porque é mais conveniente. Adoro a conveniência de estar em um salão de hotel em Omaha, Nebraska, às três da manhã, lendo sobre uma banda e poder imediatamente ter acesso a ela ao invés de esperar o dia seguinte para poder ir comprar um CD na loja. Então, como um fã de música, adoro essa conveniência e esse imediatismo. Tenho que admitir, baixo tudo e mantenho tudo isso em meu iTunes e em meus iPods, iPads e iPhones e tenho fácil acesso às músicas. Ainda compro CDs para alimentar meu lado colecionador. Então, quando um álbum é lançado em edição de luxo ou um relançamento especial em vinil ou em box, eu sempre saio e compro o material, mesmo que eu já possua o original. Mesmo que seja um novo box set do Pink Floyd, eu vou e compro novamente, mesmo que eu já tenha em vinil ou em CD. Eu sou viciado em colecionar material.

MI: E qual será seu próximo passo? Adrenaline Mob e Flying Colors serão seu foco num futuro imediato, ou há mais projetos engatilhados?

MP: Adrenaline Mob é meu foco mais imediato, por termos uma agenda de turnê mais ocupada, com uma curta turnê nos Estados Unidos em maio, uma turnê completa na Europa em junho e julho e uma possível turnê maior pelos Estados Unidos no fim do verão (N. do T.: verão no hemisfério norte). No entanto, estamos encontrar uma janela para o Flying Colors também fazer algumas turnês no segundo semestre. E além disso tudo, também tenho meu evento Metal Masters em abril, em Los Angeles, uma apresentação única com o Fates Warning no Brasil, em Abril, alguns shows com Sheehan, MacAlpine & Sherinian no segundo semestre, um possível álbum com Billy Sheehan & Riche Kotzen e o novo álbum do Neal Morse. E mais algumas coisas sobre quais ainda não posso falar. Então... A vida do Mike Portnoy está uma correria!

26 de janeiro de 2012

Mike Portnoy: Richie Kotzen e Billy Sheehan estão na banda

De acordo com o MelodicRock.com, Richie Kotzen foi o escolhido para ser o subtituto de John Sykes no power-trio liderado por Mike Portnoy. Além disso, também foi anunciado que Billy Sheehan também completará a formação.

Em nota oficial, Portnoy declarou ter ficado decepcionado com a atitude de Sykes, mas não poderia mais esperar. A dupla havia gravado algumas demos em Los Angeles, mas devido a conflitos éticos e de agenda acabaram com a parceria.

9 de outubro de 2011

Mike Portnoy: novo projeto com o guitarrista John Sykes

No episódio exibido ontem à noite no "That Metal Show", o ex-baterista do DREAM THEATER, Mike Portnoy e o ex-guitarrista do THIN LIZZY/WHITESENAKE, John Sykes, revelaram que estão preparando um novo projeto, ainda sem nome. Eles já estão com um baixista escalado, e o próprio Sykes assumirá os vocais. Doze faixas foram criadas e o trio planeja gravá-las rapidamente.

Bob Rock, o homem que sempre esteve atrás da mesa de som para o METALLICA por muitos anos, pode ser o produtor desta nova colaboração. Portnoy e Sykes afirmam que o álbum será de rock pesado.

2 de setembro de 2011

Mike Portnoy: "eu baixo músicas o tempo todo"

Brian Rademacher do Rock Eyez conduziu uma entrevista com o baterista Mike Portnoy (ADRENALINE MOB, DREAM THEATER, AVENGED SEVENFOLD). Alguns trechos da conversa seguem abaixo:

Rock Eyez: Eu ouvi relatos de fãs, dizendo que eles não estão encontrando o CD do Adrenaline Mob.

Mike Portnoy: Você pode comprá-lo em meu site, também vamos disponibilizá-lo em shows da banda. Pretendemos mudar essa situação, por que ainda estamos em turnê com GODSMACK, será diferente quando fizermos nossos próprios shows. Nós não queremos esperar até o álbum completo, que sairá no próximo ano. É apenas questão de tempo até lançarmos. Nós não queremos esperar.

Rock Eyez: Você acha que o caminho ficou mais fácil, com os downloads?

Mike Portnoy: Eu acho que sim, eu penso em um mundo perfeito, para ambos os lados. Lembro-me do último álbum com o Dream Theater, eu queria que fosse lançado rapidamente: "Vamos lançar o álbum agora, vamos disponibilizá-lo para download e ainda podemos vender um disco com uma edição especial e um disco com bônus. Três meses na estrada, ainda pode-se fazer muita coisa, mas vamos mostrar para os fãs agora". Eu acho que nós estamos usando essa mentalidade com o lançamento do Adrenaline Mob. Pessoas de todo o mundo conseguem informações aqui e agora, em tempo real. O download tem seu lado negativo, mas também seu lado positivo. Eu sinto que a música é feita para ser ouvida imediatamente. Como fã, eu baixo músicas o tempo todo, porque quando estou sentado em um hotel pela manhã, lendo sobre uma banda que eu quero conhecer, eu não quero esperar até o dia seguinte para ir a uma loja de música procurar pelo disco. Eu ainda compro CDs porque eu sou um colecionador.

Rock Eyez: Como você compara a indústria de hoje com a do passado?

Mike Portnoy: Nossa, é um mundo diferente. Quando eu assinei meu primeiro contrato em 1988, era completamente diferente. Todo o sucesso de uma banda era baseado na MTV, e isso contruía ou destruíua uma banda. Nosso primeiro álbum, nós não gravamos nenhum vídeo-clipe e corríamos o risco de ser enterrados e cair no esquecimento. Alguns anos mais tarde fizemos o nosso segundo disco com a Atco, que tínhamos um contrato de sete álbuns, que durou 15 anos de nossa carreira, foi o álbum que fizemos um vídeo que foi divulgado na MTV e anunciado nas rádios, ainda estávamos em turnê, o que fez a maior diferença. Naquela época se você conseguisse vender... uma banda como o Dream Theater em 1992, vender meio milhão de cópias. Hoje em dia as "Madonnas" e "Gagas", nem sequer vendem como o Dream Theater vendia. Recentemente, vi esta citação, por isso refrisei, foi uma coisa engraçada e verdadeira. "Nos velhos tempos, haviam centenas de bandas vendendo milhões de discos, hoje em dia há milhões de bandas vendendo centenas de discos". É a verdade, a indústria tem tanta música e tantas bandas que é difícil fazer com que elas atinjam vendas como antigamente. É um mundo diferente agora.

20 de agosto de 2011

Mike Portnoy: Adrenaline Mob não tem a ver com progressivo

Angela Villand do Hard-Rock-Reviews.com entrevistou o baterista Mike Portnoy (DREAM THEATER, AVENGED SEVENFOLD) sobre ADRENALINE MOB, e conversou sobre sua nova banda com o frontman do SYMPHONY X Russell Allen, o virtuoso da guitarra Mike Orlando (SONIC STOMP), o baixista Paul DiLeo e o guitarrista do STUCK MOJO/FOZZY Rich Ward. Seguem alguns trechos da conversa.

Hard-Rock-Reviews.com: Você criou vários projetos paralelos e trabalhos musicais ao longo dos anos. Mas o ADRENALINE MOB é algo que foi levado até você, pelo amigo e músico Russell Allen. Como o projeto se desdobrou?

Portnoy: Diferentemente da maioria dos meus outros projetos e bandas eu não fui o casamenteiro; na realidade eu fui um dos escolhidos (por eles). Começou com o Mike Orlando e Russell Allen, que já estavam trabalhando no material por pelo menos um ano antes do meu envolvimento. Russell e eu éramos amigos há muitos e muitos anos porque eu levei o SYMPHONY X junto com o DREAM THEATER em algumas turnês e ele e eu nos tornamos bons amigos e sempre quisemos trabalhar juntos. Enfim, uma vez que acabou minha passagem no DREAM THEATER e no AVENGED SEVENFOLD, e o Russ soube que eu estava "disponível", ele entrou em contato comigo e tocou para mim algumas das coisas em que ele e o Mike Orlando estavam trabalhando. Com literalmente um minuto ouvindo a primeira música, eu sabia que estava dentro, e eu imediatamente adorei toda a vibe e o som da coisa. Então, uma vez dentro, nós três meio que nos tornamos o núcleo da banda, e colocamos o Paul DiLeo e o Rich Ward na jogada também. Foi assim que aconteceu.

Hard-Rock-Reviews.com: Saiu dentro do que você esperava daqueles caras?

Portnoy: Sabe, quando o Russ mencionou que queria fazer algo comigo, eu meio que esperei que fosse ser algo do estilo do SYMPHONY X e acho que até mesmo muitos dos fãs que ouvem o ADRENALINE MOB esperam que soe como o SYMPHONY X ou o DREAM THEATER, mas obviamente não é assim. É uma fera totalmente diferente e um estilo e gênero totalmente diferente. Para mim foi tão refrescante e excitante. No instante em que ouvi a música "Undaunted", eu sabia que estava nessa porque tinha um groove e uns riffs arrasadores. Depois do AVENGED SEVENFOLD na Rockstar Energy Drink Uproar Tour, fazendo turnê com bandas como STONE SOUR, DISTURBED, HELLYEAH, sabe, toda essa experiência na Uproar foi um prazer tão grande para mim e eu soube que uma das próximas coisas que eu iria fazer musicalmente tinha de ser algo que fosse num estilo nessa veia, nesse som.

Hard-Rock-Reviews.com Fãs e novos ouvintes podem estar esperando algo do gênero "progressivo", especialmente porque você e Russell Allen passaram a maior parte de suas carreiras nesse estilo. Como você descreveria a música que você criou no ADRENALINE MOB para alguém que ainda não a ouviu?

Portnoy: Eu definitivamente não usaria o termo progressivo para essa banda, de forma alguma, porque não somos isso. Não se parece em nada com o DREAM THEATER ou o SYMPHONY X. É simplesmente metal. Eu não sei – como você classificaria o PANTERA ou o BLACK LABEL SOCIETY? Eu não sei – seja o que for, acho que é isso; são riffs avassaladores, grandes grooves e cortadas. Quero dizer, o único elemento do progressivo que estão nessa banda é o fato de que os músicos podem variar, mas na realidade e no estilo não tem muito a ver com o termo "progressivo". Acho que as pessoas devem saber com clareza que não está no território do DREAM THEATER ou SYMPHONY X; é totalmente outra coisa. Se você gosta de PANTERA, ALICE IN CHAINS, coisas assim, sabe – é disso que se trata. O fato é – é um lado totalmente diferente de mim e do Russell Allen.

24 de maio de 2011

Mike Portnoy: banda tributo aos Beatles lança CD e DVD

Depois de ter uma ótima experiência na primeira vez em 2003, o baterista Mike Portnoy (ex-DREAM THEATER), o guitarrista Paul Gilbert (Racer X, MR. BIG) e o guitarrista/tecladista Neal Morse (BARBA ex-Spock's) reuniram-se novamente como YELLOW MATTER CUSTARD, em fevereiro de 2011, para mais uma vez prestarem homenagem a maior influência de todas: os Beatles.

Devido a um conflito de horários, o baixista original do Yellow Matter Custard, Matt Bissonette, foi incapaz de se juntar à banda neste momento, e foi substituído por Kasim Sulton.

No dia 28 de fevereiro a banda se apresentou no BB King Blues Club & Grill, em Nova York. Foi com essa apresentação que agora foi lançado o CD duplo + DVD no MikePortnoy.com.

Disco 1:

01. Intro
02. Back In The USSR
03. I Got A Feeling
04. And Your Bird Can Sing
05. Day Tripper
06. Getting Better
07. Taxman
08. It Won't Be Long
09. You Really Got A Hold On Me
10. Lady Madonna
11. We Can Work It Out
12. I'm A Loser
13. I Don't Want To Spoil The Party
14. Penny Lane
15. The Fool On The Hill
16. You've Got To Hide Your Love Away
17. Things We Said Today
18. If I Needed Someone
19. It's Only Love
20. Request Time/Too Many People

Disco 2:

01. She's A Woman
02. The Word
03. Any Time At All
04. Paperback Writer
05. Don't Let Me Down
06. I'm So Tired
07. Savoy Truffle
08. Glass Onion
09. Yer Blues
10. Helter Skelter
11. Flying
12. Because
13. You Never Give Me Your Money
14. Sun King
15. Mean Mr. Mustard
16. Her Majesty
17. Polythene Pam
18. She Came In Through The Bathroom Window
19. Golden Slumbers
20. Carry That Weight
21. The End

DVD:

* Entrevista com Mike Portnoy e Paul Gilbert
* Imagens de bastidores e ensaios

30 de abril de 2011

Mike Portnoy: "Semeando sua aveia musical"

Nikki Blakk da "Metal Zone" (estação de rádio de San Francisco, Califórnia), conduziu uma entrevista com o ex-baterista do DREAM THEATER / AVENGED SEVENFOLD Mike Portnoy. A entrevista foi realizada na terceira edição do Revolver Golden Gods Award, que decorreu na quarta-feira, 20 de Abril no Club Nokia, em Los Angeles, Califórnia. A conversa pode ser vista abaixo, cujo video segue no final da matéria:

Quanto perguntado quais seriam os próximos projetos do baterista, Portnoy responde: "Eu apenas estou fazendo um monte de projetos diferentes, diferentes álbuns, plantando as sementes e ver o que cresce. Eu definitivamente não sou do tipo de ficar esperando por um telefonema «de alguém para me pedir para se juntar a sua banda». Se eu recebi um telefonema e foi oferecido alguma coisa, eu certamente irei considerá-la. Mas, enquanto isso, eu estou fazendo todos esses outros projetos por conta própria. Eu não sei se vai ser fixo ou temporário. Como eu disse, eu só vou plantar as sementes e ver o que acontece".

"Eu tenho um projeto com Russell Allen, que é o vocalista do SYMPHONY X, que é muito legal, eu tenho outra projeto com Steve Morse, o guitarrista do DEEP PURPLE".

Atualmente Portnoy começou a trabalhar as faixas do álbum de estréia da nova banda com o vocalista do SYMPHONY X, Russel Allen e o guitarrista Mike Orlando (SONIC STOMP). Portnoy também está envolvido em um projeto paralelo com o guitarrista Steve Morse (DEEP PURPLE, DIXIE DREGS), Neal Morse (TRANSATLÂNTIC, SPOCK'S BEARD), o baixista Dave LaRue (DIXIE DREGS) e o vocalista Casey McPherson (ALPHA REV, ENDOCHINE). Esse álbum de estreia da banda deve sair no final do ano.

4 de março de 2011

Mike Portnoy: novo DVD do Yellow Matter Custard

Mike Portnoy divulgou que está trabalhando num DVD com as apresentações recentes da banda YELLOW MATTER CUSTARD (tributo aos Beatles).

Palavras do Mike Portnoy: “Obrigado a todos que vieram aos shows do YMC... eles foram ótimos! E para aqueles que não foram, eu começo agora a trabalhar no DVD”.

Os shows foram realizados nas cidades de Long Beach, Chicago e Nova Iorque.

11 de janeiro de 2011

Mike Portnoy: projeto tributo aos Beatles está de volta

A banda tributo aos Beatles "Yellow Matter Custard" retorna com três shows nos EUA, no próximo mês!Depois de ter tido uma grande experiência na primeira vez que se uniram em 2003, Mike Portnoy, Paul Gilbert e Neal Morse estão se reunindo, mais uma vez, para prestar homenagem à sua maior influência entre todas: The Beatles!Devido a um conflito de horários, o baixista Matt Bissonette (membro oficial do projeto) está incapaz de se juntar à banda neste momento, mas temos o prazer de anunciar a adição do lendário Kasim Sulton, do Utopia, que será certamente um grande membro na nossa equipe!O setlist para estes shows serão TODOS NOVOS, sem qualquer repetição dos shows de 2003..."YELLOW MATTER CUSTARDA Tribute To The BeatlesMike Portnoy, Paul Gilbert, Neal Morse & Sulton KasimThree Nights Across America - 2011"

19 de dezembro de 2010

Mike Portnoy: baterista anuncia saída do Avenged Sevenfold

Em comunicado publicado há pouco em seu Facebook, o baterista Mike Portnoy (ex-DREAM THEATER) informou sobre sua saída da banda AVENGED SEVENFOLD. Segue tradução na íntegra.Sim, os rumores são verdadeiros…infelizmente meu tempo com o Avenged Sevenfold chegou ao fim…A banda decidiu continuar em 2011 sem mim… Eu me diverti muito com eles em 2010, mas foi a escolha deles terminar essa relação no fim de 2010 como sempre foi o plano original...Eu me diverti muito no palco com os caras todas a noites e tenho tantas lembranças bacanas da experiência com eles...e eu estou orgulhoso de ser parte da família A7X e sua história.Eu também adoro os fãs do A7X e sou muito grato pela forma que me acolheram e foram tão gentis e apoiaram tanto durante meu tempo com a banda...obrigado!Quanto a meu futuro, estou muito animado pelas infinitas possibilidades musicais que estão à minha frente... meu amor pela música é muito profundo e meu gosto é amplo e eclético, o que me dará oportunidade de explorar muitas coisas diferentes e colaborar com muitos grandes amigos e artistas que eu admiro e respeito...Felizes festas de fim de ano a todos vocês e os vejo ano que vem,MP

22 de novembro de 2010

Mike Portnoy: "ao prosseguir, eles abalam nossa relação"

Mike Portnoy, ex-baterista do Dream Theater, falou recentemente à revista Classic Rock Prog sobre sua decisão de sair da banda que ele montou e liderou por 25 anos. Ele disse: "Estaria mentindo se não dissesse que estou devastado pela decisão do Dream Theater continuar sem mim."Após dar minha alma e meu coração, sangue, suor e lágrimas para a banda nesses 25 anos, eu esperava que eles dessem mais valor a mim e à nossa relação e respeitassem a necessidade de darmos um tempo. Estou com o coração partido com a decisão deles. O que também me mata é que, no passado, os caras nunca questionariam ou debateriam minha direção dentro da banda. Eles sempre me deixaram tomar as decisões e sempre confiaram na minha visão e liderança. Então, com um conflito enorme e pessoal, eles discordaram de mim pela primeira vez - na maior decisão de todas"."Superficialmente, parecia que a vida era grande e seguia em pleno vapor, mas, sob a superfície, havia atritos e conflitos. Tinha um integrante que, literalmente, não ficava sentado na mesma sala com o resto da banda. Somente o víamos no palco ou confraternizações. Os outros membros reclamavam muito das coisas do dia-a-dia. São sinais óbvios de desgaste"."É claro, que na iminência da separação, os caras tem que se manter juntos. Então, tenho certeza que eles vão olhar para esses problemas e vão mudar. Só estou triste porque eles não esperaram por mim"."A escolha de continuarem sem mim vai abalar seriamente nosso relacionamento, assim como o legado que eu gastei tanto tempo para construir e proteger".

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