Últimas Notícias

Mostrando postagens com marcador Motorhead. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Motorhead. Mostrar todas as postagens

8 de março de 2011

Wörld is Yours - Motörhead

Com seis décadas e meia nas costas, o senhor Ian Frasier Kilmister pode olhar para trás e sentir orgulho de seu passado. Roadie de JIMI HENDRIX, membro do HAWKWIND (gigantes do Space Rock) e líder de uma das bandas mais cultuadas da história do Rock, Lemmy poderia usar seu currículo e seguir dois caminhos extremamente confortáveis. O primeiro seria sentar num bar e curtir sua aposentadoria, vivendo dos direitos de suas músicas e hipnotizando garotas voluptuosas com suas profanas histórias da estrada. O segundo seria lançar discos mornos, unicamente para agradar os fãs e descolar mais um trocado. Entretanto, o mítico vocalista/baixista não parece pensar em fazer as coisas por fazer ou muito menos em aposentadoria. Uma prova? "The Wörld is Yours", vigésimo álbum de seu MOTÖRHEAD e dedicado ao já saudoso RONNIE JAMES DIO.
De alguns anos para cá, o MOTÖRHEAD vem apresentando uma regularidade impressionante para uma banda de sua duração. Pode cronometrar: exatamente de dois em dois anos, soltam um disco novo. E, insisto, não é o lançamento "piloto automático" que muitos "dinossauros" do Rock se apóiam desde que seus dias mais abundantes passaram. É, sim, a manifestação de gente que ainda esbanja vigor no que faz. Quem olha para o MOTÖRHEAD hoje, não pode ver apenas um grupo clássico vivendo de passado glorioso. É inegável a importância de clássicos como "Overkill" e "Ace of Spades" na discografia dos ingleses, mas me arrisco a dizer: o MOTÖRHEAD atual vive seu auge. Desde 1996, o trio emenda uma sequência regularíssima de ótimos discos. "Overnight Sensation" (1996), "We Are Motörhead" (2000), "Hammerhead" (2002), "Inferno" (2004), "Kiss of Death" (2006), "Motörizer" (2008) e, agora, "The Wörld is Yours". A exceção talvez fique por conta do apenas mediano "Snake Bite Love", de 1998. Mesmo assim, é um feito louvável. A formação Lemmy/Phil Campbell/Mikkey Dee funciona perfeitamente, soando como três garotos selvagens de 25 anos, empolgados por tocarem em sua primeira banda.

O feedback favorável que a banda vem colhendo também é gigante, seja do público ou da crítica: shows lotados, ótimas vendas (num mercado que definha, como o do CD) e reviews elogiosos de todos os lados. Claro, o MOTÖRHEAD sempre foi uma banda de peso e influente, mas que mesmo com o status de "clássica", ainda cresce. Hoje, o grupo atingiu um estágio cult que, dos que ainda estão na ativa, talvez só AC/DC e THE ROLLING STONES também alcançaram: o de ser querido e influente por gente dos mais diversos segmentos e gerações, pouco importando se o sujeito faz parte de uma banda de Thrash Metal, Rock Alternativo ou Punk. A prova disso é ver gente como James Hetfield (METALLICA), Scott Ian (ANTHRAX), OZZY OSBOURNE, SLASH, ALICE COOPER, Mick Jones (THE CLASH), Henry Rollins (BLACK FLAG), Peter Hook (JOY DIVISION/NEW ORDER), Dave Grohl (NIRVANA/FOO FIGHTERS) e Josh Homme (QUEENS OF THE STONE AGE), nomes tão grandes quanto distintos, prestando reverência a Lemmy e sua obra.

Com todo esse background, não resta muito para se falar sobre o novo álbum. Há um contraponto interessante entre os sons mais rápidos (ora dialogando com o Metal, ora com o Punk/Hardcore) e aqueles com pegada mais "rocker" que Lemmy tanto gosta. E não se trata de estagnação criativa, mas sim a consolidação de um modo de se fazer música que a própria banda criou e, por mais que tentem, ninguém é capaz de copiar com destreza.

A nós, resta a torcida para que Lemmy e seus comparsas tenham saúde pra manterem a peteca da banda em alta por muitos e muito anos. Porque fôlego, tesão e talento, estes caras têm de sobra.

1. "Born to Lose" 4:01
2. "I Know How to Die" 3:19
3. "Get Back In Line" 3:35
4. "Devils In My Head" 4:21
5. "Rock 'n' Roll Music" 4:25
6. "Waiting for the Snake" 3:41
7. "Brotherhood of Man" 5:15
8. "Outlaw" 3:30
9. "I Know What You Need" 2:58
10. "Bye Bye Bitch Bye Bye" 4:04

2 de março de 2011

Wörld Is Yours - Motörhead

Vamos falar hoje sobre o último lançamento do MOTÖRHEAD, que tocará para nós brasileiros em abril (São Paulo, Curitiba e Florianópolis) e setembro (Rock In Rio, dia metal) deste ano. "The Wörld Is Yours", vigésimo disco da carreira da banda, é mais um petardo de primeira de Lemmy e cia, provando que a banda ainda é bem relevante e trará mais um show de qualidade para nossas terras.Antes de falar sobre o disco em si, contemos um pouco de história. Lemmy Kilmister começou sua carreira no mundo musical cedo, e conseguiu um importante emprego de roadie em um dos mais famosos power trios que já existiram: Jimi Hendrix Experience. Depois Lemmy fez parte do Hawkwind, uma banda com relativo sucesso no começo dos anos 70, na Inglaterra. Em 1975, Lemmy teve problemas com drogas e acabou saindo da banda. Resolveu montar sua própria banda, utilizando como nome a última composição que ele fez para a Hawkwind, Motörhead (antes, quis chamar a banda de "Bastard", mas seu empresário lhe falou que a banda não teria muito sucesso com este nome...).

Depois de uma formação instável, Lemmy trouxe Phil Taylor para a bateria e "Fast" Eddie Clarke para a guitarra, com Lemmy ficando no baixo e vocais. Este trio construiu uma história fantástica, criando clássicos absolutos do rock, tais quais "Overkill", "Bomber", "Ace Of Spades", e influenciou dezenas de bandas pelo mundo afora, especialmente as bandas que estavam surgindo nos EUA no começo dos anos 80, criando um movimento que mais tarde seria chamado de thrash metal.

Em 82, Eddie Clarke saiu da banda (pois não quis gravar uma cover), deixando a vaga de guitarrista aberta. Phil Campbell e Würzel transformaram a banda em um quarteto, agora com dois guitarristas. Phil Taylor saiu também da banda, sendo substituído pelo ex-baterista do Saxon Pete Gill, mas este ficou pouco tempo (aproximadamente três anos), deixando apenas "Orgasmatron" como sua participação em gravações de discos. Taylor retornou por um tempo, mas acabou saindo novamente, abrindo espaço para o atual baterista, Mickey Dee, um pequeno monstro das baquetas, que já tinha tocado com King Diamond. Após o disco "Bastards", Würzel também sai da banda, tornando-a novamente um trio: Lemmy, Campbell e Dee.

O MOTÖRHEAD é conhecido por um som característico, com o baixo de Lemmy atuando praticamente como uma guitarra base, um som único que distingue a banda das outras. Com uma pegada forte que mescla a velocidade e atitude do punk com o peso e os solos do heavy metal, a banda criou uma identidade a partir dos seus primeiros discos, mantendo sempre esta identidade ao longo dos anos e discos gravados.

Neste novo disco, "The Wörld Is Yours", a banda mantém esta identidade, a mesma pegada de mais de 30 anos. O disco tem dez músicas, quase 40 minutos de um rock poderoso, direto, sem frescuras, ao melhor estilo MOTÖRHEAD. Vamos a minhas impressões faixa a faixa:

1 - Born To Lose - o disco abre com um rockaço, de sacudir caveiras em cemitérios. Canção típica do MOTÖRHEAD, com muito punch, um belo riff de Campbell, vocais rasgados de Lemmy e excelente trabalho de Mickey Dee na bateria. O refrão não é melódico mas é um ponto alto que reforça o riff da música. O solo de Campbell não faz feio e a música volta com tudo depois do solo para encerrar com seu refrão.

2 - I Know How To Die - Outro rockão, riff inicial rápido indicando um petardo de primeira. Após o riff inicial, a banda entra de sola, num ritmo mais acelerado que a canção anterior. O solo desta música supera o da anterior em velocidade e qualidade e o disco vai ganhando corpo.

3 - Get Back In Line - primeiro single do disco, esta mantém a pegada do disco num bom nível. Confesso que as músicas anteriores seriam melhores candidatas a single. Talvez o refrão mais melódico tenha pesado, mas o riff, o solo e o vocal de Lemmy seguram as pontas muito bem.

4 - Devils In My Head - quase uma continuação da música anterior, os discos do Motörhead nos deixam muito com esta impressão, dada a identidade que a banda imprime em seus discos. Mais uma vez o refrão melodioso faz um belo contraste com a voz de Lemmy e o riff rasgante da canção. A letra da música insiste que Lemmy escuta demônios em sua cabeça...

5 - Rock 'n' Roll Music - esta começa mais lenta e mantém aquela levada mais rock and roll, como o título da música sugere. Talvez seja um contraponto para variar um pouco o disco, mas a letra exalta o espírito do rock, afirmando que o rock and roll é a verdadeira religião, podendo acordar os mortos e até fazer o cego ver. Aleluia! Salve sua alma com o rock and roll!!

6 - Waiting For The Snake - aqui voltamos ao estilo mais tradicional do MOTÖRHEAD. A levada no meio da música me agradou muito, com um belo solo de Campbell, e o riff principal também mantém bem a canção.

7 - Brotherhood Of Man - esta canção pra mim é um dos grandes destaques do disco. O riff introdutório nos lembra um pouco o de "Orgasmatron", matador, e o estilo de vocal que Lemmy usa também é igual. A letra meio que cita as desgraças que a raça humana impõe a si própria, e cai perfeitamente no ritmo pesado do riff. Provavelmente a melhor do disco!!

8 - Outlaw - outro destaque do disco, com um riff matador e uma letra exaltando o modo de vida dos foras-da-lei. O solo no meio da música é acelerado e ficou muito bom.

9 - I Know What You Need - com ritmo bem acelerado acompanhando o riff forte, mais uma grande canção deste disco. É pena que já estejamos chegando ao final deste petardo...

10 - Bye Bye Bitch Bye Bye - pra encerrar o disco, um rock mais melodioso, mas com uma levada forte e com um riff marcante. A letra promete o inferno para alguma garota que Lemmy deve ter conhecido e não gostado. Um belo encerramento para mais um grande disco do Motörhead!

Com o repertório deste disco e uma grande coleção de clássicos a seu dispor, quem for aos shows do MOTÖRHEAD este ano no Brasil deverá presenciar mais uma grande performance da banda, que costuma roubar a cena em festivais (no Rock In Rio, com um set enxuto, tem tudo pra ser um dos melhores shows do festival).

Atenção, este lançamento aconteceu apenas lá fora!! Aqui no Brasil, vamos aguardar qual gravadora irá lançar (se lançar) este petardo...

18 de fevereiro de 2011

Radiohead: banda divulga primeiro clipe de novo álbum

O RADIOHEAD divulgou hoje (18) o primeiro vídeo de seu novo trabalho, "The King of Limbs". A informação é do site Omelete. A música se chama "Lotus Flower" e o vocalista Thom Yorke aparece nas imagens sensualizando na coreografia de Wayne McGregor. O novo disco do RADIOHEAD estaria disponível para download pago, através do site Thekingoflimbs.com, a partir de amanhã, mas o grupo decidiu adiantar em um dia o início das vendas. O álbum físico chegará às lojas somente em maio. "The Kings of Limbs" conta com oito faixas.
1 - "Bloom"
2 - "Morning Mr. Magpie"
3 - "Little by Little"
4 - "Feral"
5 - "Lotus Flower"
6 - "Codex"
7 - "Give Up the Ghost"
8 - "Separar"

30 de novembro de 2010

Motorhead: morte trágica em show na Inglaterra

A polícia em Torkshire, Inglaterra, abriu uma investigação de assassinato após o cabelo de uma fã do Motorhead ter sido incendiado no show em Leeds. Policiais estão ligando o bizarro incidente à morte de um construtor, que foi mortalmente espancado após o show da banda na noite de quinta-feira no Academy O2. Dois homens foram vistos fugindo após atacarem Andrew Crawford, que mais tarde morreu em decorrência de ferimentos na cabeça.
Apoio